Pesquisar este blog

terça-feira, 19 de julho de 2011

"Meu Filho Bipolar"

Esse é o título do programa especial q o canal Discovery Home & Health (canal 55 na Net) vai exibir dia 31/07, às 23 hs. 


Não, não estou ganhando nada com a propaganda, juro! rsss... Mas é q a propaganda q vi anunciando o programa me emocionou.

Só quem tem filho bipolar sabe o q é. Ouvir dos outros - direta ou indiretamente - q vc q fez tudo errado, mimou demais a criança, é permissiva demais, etc, não é mole. Isso antes de ter o diagnóstico. Nessa época, até eu mesma já tinha chegado à conclusão de q eu era a falha em pessoa, e q talvez o fato de ser uma mãe bipolar teria contribuído para as malcriações da minha caçula. Ok. Mas e a minha filha mais velha?

A "louca" aqui criou a primeira filha com o mínimo de influência exterior possível - eu até diria nenhuma, mas faz parte do meu dia-a-dia me controlar prá não ser radical. Quem é mãe sabe q todo mundo tem palpite prá tudo, e qnto mais intimidade a pessoa tiver, pior. Imagina eu, grávida aos 19 anos, com uma mãe q já costumava dizer q eu não tinha competência prá nada! Claro q se eu pudesse faria de tudo prá não ter engravidado tão nova, tão perdida na vida. Mas enfim, aconteceu. E foi a melhor coisa q poderia ter me acontecido. Pq provei prá minha mãe (e prá qualquer outra pessoa) q eu era capaz SIM de criar um filho, e eu era tão "mãe-leoa" q depois de ter passado o primeiro mês de vida da minha filha no hospital, trouxe-a prá casa e minha mãe chegou a se intimidar a chegar perto dela. Nunca proibi não, mas minha própria mãe tinha medo de segurar minha filha no colo. Ela disse q sentia insegurança, ainda mais me assistindo tão segura nas tarefas diárias. E assim a vida seguiu.

Depois de 4/5 anos quis ser mãe novamente. Dessa vez tudo milimetricamente planejado. Achei q seria fácil, pq tinha sido tão "facil" da primeira vez... Agora com mais experiência seria moleza, né?

NÃÃÃÃÃ!

Sempre me perguntei pq com a caçula era diferente. Conseguir q ela me obedecesse era um suplício. Todas as técnicas q eu já tinha usado na primeira vez tinham falhado. Super Nanny tbm. Apelei a ouvir os outros. PIOR AINDA!! Qndo ela estava com 4 anos, estava arrumando umas revistas CRESCER antigas pois ia me desfazer delas. Por obra do acaso (ou não), me deparei com uma matéria q falava de TDAH. Comprei tbm o livro "Mentes Inquietas", da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa (super-recomendo!!). Foi ali q tinha decidido levar minha filha a um neuropediatra, batendo de frente com opiniões como a do pai dela e da minha mãe (outras opiniões eu nem conto pq nunca dei ouvidos mesmo). Pq foi um alívio ver o depoimento de outras mães q se perguntavam as mesmas coisas q eu.

Bem, daí q a neuro diagnosticou as mudanças bruscas de humor, encaminhou a um psiquiatra, e o resto é estória. Hj minha filha toma Oxcabazepina e Risperinona. E é feliz como qualquer outra criança.

Mas foi difícil não cair na armadilha de acreditar nos outros q diziam q eu queria disfarçar minha incompetência materna dopando minha filha. Quem a vê brincando, não sabe q ela toma esses remédios, pq ela não fica dopada. Fica normal. Como qualquer criança, e é isso q me deixa feliz, satisfeita e orgulhosa.

Enfim, comecei a escrever, escrever, escrever, e acabei saindo do meu objetivo principal. Na verdade queria pedir para q TODOS assistam ao programa q a Discovery H&H exibirá, mesmo q não tenha consciência de crianças bipolares por perto. Se tiver, mais um motivo. Se for professor(a), pedagogo(a), médico (a), enfim, lide com crianças de alguma forma, vc tem OBRIGAÇÃO de assistir. Pq o TB existe e provoca mto sofrimento tanto no doente qnto nos q convivem. Tapar os olhos não fará o problema desaparecer. Imagine então um transtorno desses numa criança q não sabe se expressar??? Previnir problemas não só agora como no futuro é nossa responsabilidade de mães, pais e educadores.

Além disso nós, mães, nos sentimos aliviadas por outras mães conseguirem verbalizar nossa rotina qndo mtas vzs não conseguimos, até pq as pessoas mais próximas sempre têm uma resposta na ponta da língua contra vc. Só com a propaganda do programa, eu fui às lágrimas (tá bom, ando mesmo meio sensível, rsrsss). Mas dá certo conforto em saber q não somos os únicos do mundo com determinado problema.

Lembrando sempre de q é possível viver bem o Transtorno Bipolar! Basta tratá-lo, assim como faríamos se fosse uma diabetes, um problema no coração, etc...

Eu tenho Transtorno Bipolar, mas ele não me tem!

Quem vier a assistir o programa, deixe um comentário, ok??

Ia'Orana!

Um comentário:

claudiafm disse...

assisti ao programa e com alegria e preocupação vi que meu filho ( de 3 adotivos- o do meio) de 11 anos teve o diagnóstico correto, e que devemos ter muito que fazer como familia. Ainda bem que existe este programa, livros que ajudam e pesquisas feitas nesta área para ajudá-lo e a nós como família, pois tenho mais 2 filhos que precisam ajudar e entender apesar da idade.
A escola irá me ajudar, a igreja me apoia e Deus está comigo.

Nossa Playlist