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domingo, 27 de março de 2016

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Nem lembro quanto tempo faz que te pedi que te afastasses - mas a lembrança desse dia, em que quase choramos juntos, ainda é muito viva dentro de mim, ainda que eu tenha me recuperado plenamente. Afinal, era difícil imaginarmo-nos sem as ligações diárias, as confissões e aconselhamentos, a diversão nos momentos de Velha Infância. Mas pra mim também era difícil te ver e não te querer, ou enxergar a agonia enquanto esfregavas nervosamente a cabeça, em crise. Se perguntasses tu, de novo, se era assim que eu seria feliz, hoje eu diria a verdade que menti pensando no melhor pra nós dois: não, não seria e não fui por um bom tempo. Mas podes dizer que sobrevivi e te ver bem também me ajudou a me recuperar.

Depois disso, o destino pareceu também me obedecer e nos encontramos em raras vezes numa infinidade de desencontros. E eu aceito tudo o que vier do Universo, só não consigo evitar de adoecer sem ter a ti pra andar do meu lado. Psicossomática, alguns diriam. Eu particularmente acho que foi algum pedaço de mim que deixei em ti e está fazendo falta. Será que também sentes a falta do pedaço teu que deixaste em mim?

Querido amigo, que hoje segue apenas como lembrança: ainda poderia eu contar com teu afeto e presença? Com as risadas e o entusiasmo que sempre me provocaste? Mais: me permitiria tu reencontrar teu equilíbrio?

Fica a mensagem covarde da tua escudeira que não sabe voltar atrás.

"Porque ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais..."

Minha alma (ainda) ama a sua.

Shalom!
Namastê!

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