É, eu aguentei. Aguentei demais, por muito tempo, anos (e certamente também por toda a minha vida).
Depois de muitas noites violada em meu próprio quarto com conivência de minha mãe, tendo vivido o "carnaval carnal" de fevereiro a fevereiro, fiz de tudo pra sair daqueles lares indigestos. Onde aquele que se dizia meu "pai" (ou devo chamar lhe "dê PAU"? Pq era com o que me alimentava) me sufocava com um travesseiro pra que eu não gritasse.
E como se não bastasse, chamava seus outros 4 amiguinhos pra assistir e participar dessa podridão.
Fui fazer terapia pra resolver alguns bloqueios que tenho e, vejam só o que eu descobri que eu tinha guardado na memória: que eu tinha virado um verdadeiro banquete. Estavam lá, os 4 cavaleiros do apocalipse com espada em riste: Jamil, Ricardo, Vagner (es-marido de minha tia) aquele que também atende pelo nome de Paulo Roberto. Desde então, não tenho vivido um momento de paz. Não suporto mais ser obrigada a conviver com esses canalhas. E nem mesmo nos momentos em que eu tentei levantar bandeiras inúteis da paz, abrindo mão das minhas memórias, além de toda negligência em relação a mim e meu irmão, SEQUER NESSES MOMENTOS, tive um mínimo de "gratidão" ao menos por isso, sem lembrar daquela imundície física e moral que entranhavam cheiros meus peitos por conta daquelas dupla de ratazanas covardes: isso mesmo: meu pai e minha mãe.
Desejo agora que meu irmão esteja se cuidando onde que que esteja, depois de tanta sujeira da qual fomos cúmplices.
Sinto muito ter saído numa era tão bacana, com tantas coisas boas, e ter desperdiçado tanto do meu tempo bom tentando me recuperar desses polvos nojentos.
Adeus.
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