Não quero mais me esconder.
"Dizem Que Sou Louco..."
"...Por eu ser assim
Se eu sou muito louco
Por eu ser feliz
Mais louco é quem me diz
E não é feliz... Eu sou feliz!"
Mistura de vida, ficção, música e loucura.
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terça-feira, 29 de setembro de 2026
terça-feira, 15 de setembro de 2026
Aqui jazz.
É, eu aguentei. Aguentei demais, por muito tempo, anos (e certamente também por toda a minha vida).
Depois de muitas noites violada em meu próprio quarto com conivência de minha mãe, tendo vivido o "carnaval carnal" de fevereiro a fevereiro, fiz de tudo pra sair daqueles lares indigestos. Onde aquele que se dizia meu "pai" (ou devo chamar lhe "dê PAU"? Pq era com o que me alimentava) me sufocava com um travesseiro pra que eu não gritasse.
E como se não bastasse, chamava seus outros 4 amiguinhos pra assistir e participar dessa podridão.
Fui fazer terapia pra resolver alguns bloqueios que tenho e, vejam só o que eu descobri que eu tinha guardado na memória: que eu tinha virado um verdadeiro banquete. Estavam lá, os 4 cavaleiros do apocalipse com espada em riste: Jamil, Ricardo, Vagner (es-marido de minha tia) aquele que também atende pelo nome de Paulo Roberto. Desde então, não tenho vivido um momento de paz. Não suporto mais ser obrigada a conviver com esses canalhas. E nem mesmo nos momentos em que eu tentei levantar bandeiras inúteis da paz, abrindo mão das minhas memórias, além de toda negligência em relação a mim e meu irmão, SEQUER NESSES MOMENTOS, tive um mínimo de "gratidão" ao menos por isso, sem lembrar daquela imundície física e moral que entranhavam cheiros meus peitos por conta daquelas dupla de ratazanas covardes: isso mesmo: meu pai e minha mãe.
Desejo agora que meu irmão esteja se cuidando onde que que esteja, depois de tanta sujeira da qual fomos cúmplices.
Sinto muito ter saído numa era tão bacana, com tantas coisas boas, e ter desperdiçado tanto do meu tempo bom tentando me recuperar desses polvos nojentos.
Adeus.
quarta-feira, 9 de setembro de 2026
A Hora da Estrela
Deux mora no riso.
Deux mora nas pequenas coisas.
Deux está em tudo. Tudo é deux – e eu sou também.
domingo, 6 de setembro de 2026
O Banquete de Signos (ou O Carrossel de Déjà Vus)
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
1 Corintios 13
1 Aunque hablara todas las lenguas de los hombres y de los ángeles, si me falta el amor sería como bronce que resuena o campana que retiñe.
2 Aunque tuviera el don de profecía y descubriera todos los misterios y la ciencia entera, aunque tuviera tanta fe como para trasladar montes, si me falta el amor nada soy.
3 Aunque repartiera todo lo que poseo e incluso sacrificara mi cuerpo, pero gloriarme, si no tengo amor, de nada me sirve.
4 El amor es paciente y muestra comprensión. El amor no tiene celos, no aparenta ni se infla.
5 No actúa con bajeza ni busca su propio interés, no se deja llevar por la ira y olvida lo malo.
6 No se alegra de lo injusto, sino que se goza en la verdad.
7 Perdura a pesar de todo, lo cree todo, lo espera todo y lo soporta todo.
8 El amor nunca pasará. Las profecías perderán su razón de ser, callarán las lenguas y ya no servirá el saber más elevado.
9 Porque este saber queda muy imperfecto, y nuestras profecías también son algo muy limitado;
10 y cuando llegue lo perfecto, lo que es limitado desaparecerá.
11 Cuando era niño, hablaba como niño, pensaba y razonaba como niño. Pero cuando me hice hombre, dejé de lado las cosas de niño.
12 Así también en el momento presente vemos las cosas como en un espejo, confusamente, pero entonces las veremos cara a cara. Ahora conozco en parte, pero entonces conoceré como soy conocido.
13 Ahora, pues, son válidas la fe, la esperanza y el amor; las tres, pero la mayor de estas tres es el amor.
segunda-feira, 13 de julho de 2026
Praiana
E eu pensando em você.
A barca atravessa a baía
E eu pensando em você.
Mochila pesando nas costas
E eu pensando em você.
Os passos parecem seguros.
Mas eu tô pensando em você.
Casais namoram na areia,
E eu pensando em você
O vento embaralha o cabelo,
E eu pensando em você.
A chuva invadindo a cidade,
E eu pensando em você.
Saudade apertando no peito
E na cabeça, você.
Os olhos no horizonte
Procurando você.
Ausência presente no tempo,
Lembranças a me perder.
Perdida me encontro em caminhos
Que sempre me levam a você.
Destino, me encontre de novo:
Não quero mais me esconder.
terça-feira, 30 de junho de 2026
Hoje a terra avisto em você
Cheguei apressada, achando-me atrasada, mas aparentemente cedo demais – preciso de um relógio de pulso: encontrei colegas descontraídos pelo corredor, a porta da sala designada para a aula escancarada, poucas carteiras ocupadas. A minha favorita, logo na frente, estava ali, livre pra mim. Sentei, me acomodei, separei meu material e como vi que ainda teria alguns minutos, fiquei me distraindo no celular. Uma colega passou por mim pra sentar na carteira ao meu lado e perguntou, estranhando: "ih, ele ainda não chegou não?". Respondi quase em câmera lenta, sonolenta por causa da rinite que me castigava e sem tirar os olhos da tela.
Meu "não" lentificado quase virou engasgo quando percebi que, da luz que entrava pela porta aberta, uma silhueta surgia com passos rítmicos, exibindo uma maleta. Conforme ele foi adentrando a sala, a aura solar que vinha do exterior foi revelando seu rosto: era ele, que olhava diretamente pra mim e apresentava um leve sorriso, passando um pouco de confiança e alegria em me ver (afinal, entre feriados e problemas práticos dele, foram 10 dias de hiato). Como adolescente desajeitada, só consegui desviar timidamente o olhar e sussurrar à colega que ele tinha chegado.
Logo atrás, os outros alunos também adentraram e a aula teve início. Como dessa vez eu fiz questão de estudar o texto proposto, fiquei buscando brechas para interagir, entre uma explicação e outra, mas eu não conseguia pensar em nada de tão sonolenta. Sobre o tablado, com o livro nas mãos, às vezes eu percebia seu olhar instigador por cima dos óculos visivelmente novos, como quem esperava algo. Só me restou aceitar que nada disso irá passar de lembrança em breve, já que a prova já estava marcada pra dali 10 dias e fim de disciplina. Fiquei na minha, apenas concordando com a cabeça e um sorriso quando ele falou das questões atuais do Senado.
Mas parece que isso mexeu com ele: ele voltou aos poucos a ser aquele professor mais agitado, gesticulador, tirando mil exemplos práticos da cartola. E foi numa dessas que demorei mas me surpreendi – falando sobre a lei seca, ele lembrou:
"Antigamente, era muito comum as pessoas beberem sem limites e depois pegarem no volante. Esse é um exemplo de que leis podem mudar os costumes – por exemplo, se eu saio e vou beber, deixo que ela (e aponta pra mim) dirija; os casais hoje em dia combinam entre si...", então se apressou ao tentar se recompor: "assim como amigos também quando saem, combinam de pedir um carro por aplicativo...".
E acho que isso me encorajou. Na verdade, mais adiante eu realmente fiquei meio confusa com a concepção de uma ideia e ele, encostado num canto do quadro ao expô-la, ficou observando minha cara de "meme da Nazaré confusa" olhando pro outro canto. Chamou o meu nome e ao percebê-lo me observar, muito timidamente, a dúvida foi saindo quase distraída e algo parecia tê-lo acendido novamente, pois desandou a explicar de todas as formas possíveis pra que não ficassem dúvidas. Ao fim, se posicionou à minha frente, ainda sobre o tablado, óculos novos sobre o nariz marcante, e um olhar de quem, se pudesse, me chamaria pra tomar um chopp pra gente debater todas essas coisas. Sorri agradecida porque eu tinha entendido o tal conceito.
E a aula chegou ao fim. Enquanto ele fazia a chamada, eu ia guardando minhas coisas ainda sonolenta e quando me dei conta, boa parte da turma já tinha saído e a chamada concluída. Uns outros dois alunos ainda o abordaram, um em cada lado de sua mesa, então fui saindo de fininho (porque da última vez que tentei me aproximar após a aula, ele nem deu conta de responder meu voto de "bom feriado" – ainda que, quando eu já estava distraída quase na porta da sala, tenha ouvido ele gritar em resposta, mas nunca saberei se foi realmente pra mim). Fui então passando discretamente e o percebi me observando sair. Sussurrei, meio sem graça, um "tchau" baixinho pra não incomodar, e ele acenou com um sorriso e fez questão de cumprimentar mandando "um abraço!". Sorri dando uma piscadinha inconsciente (o que faço com todo mundo) e tive a impressão de ter sido recíproca. Corri pro bandejão.
O dia passou, andei pra cá e pra lá, falei com gente, e decidi que era hora de voltar. Caminhei até a estação das barcas e lá dentro, um músico independente tocava "Knocking on heaven's door", o que me deu, por si só, um ânimo diante da exaustão. Até que lembrei do ocorrido com o "teacher crush" na aula da manhã. Minha mente foi então desenrolando todo o novelo dos acontecimentos, não só do dia mas dos últimos meses e, mais uma vez, olhando o mar pela brecha da vidraça, me perguntei: "será?..."
Automaticamente o músico começou a cantar:
"Estranho seria se eu não me apaixonasse por você... O sal doce para os novos lábios..."
Quando as portas para a plataforma de embarque das barcas se abriram, ainda atordoada, busquei manter meus passos firmes por entre os transeuntes que seguiam a mesma direção. Ainda deu pra ouvir o som do músico ficando cada vez mais distante, lá atrás:
"(...) Colombo procurou as Índias, mas a Terra avisto em você.
O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário (...)"
(30/06/2025)
domingo, 7 de junho de 2026
"Odalisca Androide" (Fausto Fawcett)
"Eu estou sempre aqui, olhando pela janela.
Não vejo arranhões no céu nem discos voadores.
Os céus estão explorados mas vazios.
Existe um biombo de ossos perto daqui.
Eu acho que estou meio sangrando.
Eu já sei, não precisa me dizer.
Eu sou um fragmento gótico.
Eu sou um castelo projetado.
Eu sou um slide no meio do deserto.
Eu sempre quis ser isso mesmo:
Uma adolescente nua, que nunca viu discos voadores,
e que acaba capturada por um trovador de fala cinematográfica.
Eu sempre quis isso mesmo: armar hieróglifos
com pedaços de tudo, restos de filmes, gestos de rua,
gravações de rádio, fragmentos de tv.
Mas eu sei que os meus lábios são transmutação
de alguma coisa planetária.
Quando eu beijo eu improviso mundos molhados.
Aciono gametas guardados.
Eu sou a transmutação de alguma coisa eletrônica.
Uma notícia de saturno esquecida,
uma pulseira de temperaturas, um manequim mutilado,
uma odalisca andróide que tinha uma grande dor,
que improvisou com restos de cinema e com seu amor,
um disco voador…"
quarta-feira, 3 de junho de 2026
O Vento que te trouxe
Acordei já era fim de tarde.
Pela janela aberta que dá pro quintal, entrava o resto do Sol que se punha e uma música que vinha de longe, como se viesse através do vento.
Era Engenheiros do Hawaii. Reconheci a melodia e senti conforto como quem encontra um bilhete esperado numa garrafa em alto-mar, ou como quando um cheiro muito conhecido invade os pulmões, mas não lembrava e nem entendia a letra cantada. Quis buscar a letra na internet, mas ela cessou antes que eu pudesse me conectar, justamente como surgiu: do nada.
Ainda lembrei de tentar buscá-la uma ou duas vezes até o fim do dia, inclusive no banho. Mas a melodia já tinha se perdido. Deixei pra lá. Não devia mesmo ser um sinal pra mim como eu pensava.
O resto da noite se passou e eu já me distraía antes de pegar no sono rolando pela rede social quando passei por alguém que fez um trocadilho com o nome dessa mesma banda. Era mesmo um sinal? Resolvi arriscar e joguei "letras Engenheiros do Hawaii" no Google. Logo apareceu uma lista e minha intuição pediu pra clicar na primeira que me apareceu (porque eu sou péssima com títulos de música). Foi em cheio:
3 X 4
"Diga a verdade
Ao menos uma vez na vida
Você se apaixonou
Pelos meus erros
Não fique pela metade
Vá em frente, minha amiga
Destrua a razão
Deste beco sem saída
Diga a verdade
Ponha o dedo na ferida
Você se apaixonou
Pelos meus erros
E eu perdi as chaves
Mas que cabeça a minha
Agora vai ter que ser
Para toda a vida
Somos o que há de melhor
Somos o que dá pra fazer
O que não dá pra evitar
E não se pode escolher
Se eu tivesse a força
Que você pensa que eu tenho
Eu gravaria no metal da minha pele
O teu desenho
Feitos um pro outro
Feitos pra durar
Uma luz que não produz
Sombra
O que não dá pra evitar
E não se pode escolher
Somos o que há de melhor
Somos o que dá pra fazer
O que não dá pra evitar
E não se pode escolher"
Te vejo amanhã? Não sei. Deixei que o Destino faça a sua parte, do jeito que tem que ser.
Boa noite!
Axé-Amen-Shalom!
segunda-feira, 1 de junho de 2026
A Travessia
Eu não consigo te prometer uma estrada sem curvas, porque a vida nunca foi assim para mim, mas quando penso em futuro, penso em construir alguma coisa que tenha paz, não uma paixão que explode e desaparece.
Eu gostaria que você soubesse que nem todo amor precisa ser uma batalha. Nem toda história precisa ser marcada por ausências, desencontros ou dúvidas constantes. Existe uma versão de nós onde os dias são simples, onde eu te procuro porque quero te contar como foi meu dia. Onde você é a primeira pessoa para quem eu mando uma foto de algo bonito que encontrei pelo caminho. Quando penso em você no futuro, não imagino apenas momentos extraordinários. Imagino rotina. Imagino domingos preguiçosos. Imagino viagens planejadas em cima da hora. Imagino discussões bobas sobre qual filme assistir, porque é isso que eu imagino viver com você.
(@Wanderlust)
Te vejo dia 12!
"Quando você foi embora
Fez-se noite em meu viver
Forte eu sou, mas não tem jeito
Hoje eu tenho que chorar
Minha casa não é minha
E nem é meu este lugar
Estou só e não resisto
Muito tenho pra falar
Solto a voz nas estradas
Já não quero parar
Meu caminho é de pedra
Como posso sonhar?
Sonho feito de brisa
Vento, vem terminar
Vou fechar o meu pranto
Vou querer me matar
Vou seguindo pela vida
Me esquecendo de você
Eu não quero mais a morte
Tenho muito o que viver
Vou querer (te) amar de novo
E se não der, não vou sofrer
Já não sonho, hoje faço
Com meu braço o meu viver
Solto a voz nas estradas
Já não quero parar
Meu caminho é de pedra
Como posso sonhar?
Sonho feito de brisa
Vento, vem terminar
Vou fechar o meu pranto
Vou querer me matar..."