Deux mora no riso.
Deux mora nas pequenas coisas.
Deux está em tudo. Tudo é deux – e eu sou também.
"...Por eu ser assim
Se eu sou muito louco
Por eu ser feliz
Mais louco é quem me diz
E não é feliz... Eu sou feliz!"
Mistura de vida, ficção, música e loucura.
Deux mora no riso.
Deux mora nas pequenas coisas.
Deux está em tudo. Tudo é deux – e eu sou também.
1 Aunque hablara todas las lenguas de los hombres y de los ángeles, si me falta el amor sería como bronce que resuena o campana que retiñe.
2 Aunque tuviera el don de profecía y descubriera todos los misterios y la ciencia entera, aunque tuviera tanta fe como para trasladar montes, si me falta el amor nada soy.
3 Aunque repartiera todo lo que poseo e incluso sacrificara mi cuerpo, pero gloriarme, si no tengo amor, de nada me sirve.
4 El amor es paciente y muestra comprensión. El amor no tiene celos, no aparenta ni se infla.
5 No actúa con bajeza ni busca su propio interés, no se deja llevar por la ira y olvida lo malo.
6 No se alegra de lo injusto, sino que se goza en la verdad.
7 Perdura a pesar de todo, lo cree todo, lo espera todo y lo soporta todo.
8 El amor nunca pasará. Las profecías perderán su razón de ser, callarán las lenguas y ya no servirá el saber más elevado.
9 Porque este saber queda muy imperfecto, y nuestras profecías también son algo muy limitado;
10 y cuando llegue lo perfecto, lo que es limitado desaparecerá.
11 Cuando era niño, hablaba como niño, pensaba y razonaba como niño. Pero cuando me hice hombre, dejé de lado las cosas de niño.
12 Así también en el momento presente vemos las cosas como en un espejo, confusamente, pero entonces las veremos cara a cara. Ahora conozco en parte, pero entonces conoceré como soy conocido.
13 Ahora, pues, son válidas la fe, la esperanza y el amor; las tres, pero la mayor de estas tres es el amor.
Cheguei apressada, achando-me atrasada, mas aparentemente cedo demais – preciso de um relógio de pulso: encontrei colegas descontraídos pelo corredor, a porta da sala designada para a aula escancarada, poucas carteiras ocupadas. A minha favorita, logo na frente, estava ali, livre pra mim. Sentei, me acomodei, separei meu material e como vi que ainda teria alguns minutos, fiquei me distraindo no celular. Uma colega passou por mim pra sentar na carteira ao meu lado e perguntou, estranhando: "ih, ele ainda não chegou não?". Respondi quase em câmera lenta, sonolenta por causa da rinite que me castigava e sem tirar os olhos da tela.
Meu "não" lentificado quase virou engasgo quando percebi que, da luz que entrava pela porta aberta, uma silhueta surgia com passos rítmicos, exibindo uma maleta. Conforme ele foi adentrando a sala, a aura solar que vinha do exterior foi revelando seu rosto: era ele, que olhava diretamente pra mim e apresentava um leve sorriso, passando um pouco de confiança e alegria em me ver (afinal, entre feriados e problemas práticos dele, foram 10 dias de hiato). Como adolescente desajeitada, só consegui desviar timidamente o olhar e sussurrar à colega que ele tinha chegado.
Logo atrás, os outros alunos também adentraram e a aula teve início. Como dessa vez eu fiz questão de estudar o texto proposto, fiquei buscando brechas para interagir, entre uma explicação e outra, mas eu não conseguia pensar em nada de tão sonolenta. Sobre o tablado, com o livro nas mãos, às vezes eu percebia seu olhar instigador por cima dos óculos visivelmente novos, como quem esperava algo. Só me restou aceitar que nada disso irá passar de lembrança em breve, já que a prova já estava marcada pra dali 10 dias e fim de disciplina. Fiquei na minha, apenas concordando com a cabeça e um sorriso quando ele falou das questões atuais do Senado.
Mas parece que isso mexeu com ele: ele voltou aos poucos a ser aquele professor mais agitado, gesticulador, tirando mil exemplos práticos da cartola. E foi numa dessas que demorei mas me surpreendi – falando sobre a lei seca, ele lembrou:
"Antigamente, era muito comum as pessoas beberem sem limites e depois pegarem no volante. Esse é um exemplo de que leis podem mudar os costumes – por exemplo, se eu saio e vou beber, deixo que ela (e aponta pra mim) dirija; os casais hoje em dia combinam entre si...", então se apressou ao tentar se recompor: "assim como amigos também quando saem, combinam de pedir um carro por aplicativo...".
E acho que isso me encorajou. Na verdade, mais adiante eu realmente fiquei meio confusa com a concepção de uma ideia e ele, encostado num canto do quadro ao expô-la, ficou observando minha cara de "meme da Nazaré confusa" olhando pro outro canto. Chamou o meu nome e ao percebê-lo me observar, muito timidamente, a dúvida foi saindo quase distraída e algo parecia tê-lo acendido novamente, pois desandou a explicar de todas as formas possíveis pra que não ficassem dúvidas. Ao fim, se posicionou à minha frente, ainda sobre o tablado, óculos novos sobre o nariz marcante, e um olhar de quem, se pudesse, me chamaria pra tomar um chopp pra gente debater todas essas coisas. Sorri agradecida porque eu tinha entendido o tal conceito.
E a aula chegou ao fim. Enquanto ele fazia a chamada, eu ia guardando minhas coisas ainda sonolenta e quando me dei conta, boa parte da turma já tinha saído e a chamada concluída. Uns outros dois alunos ainda o abordaram, um em cada lado de sua mesa, então fui saindo de fininho (porque da última vez que tentei me aproximar após a aula, ele nem deu conta de responder meu voto de "bom feriado" – ainda que, quando eu já estava distraída quase na porta da sala, tenha ouvido ele gritar em resposta, mas nunca saberei se foi realmente pra mim). Fui então passando discretamente e o percebi me observando sair. Sussurrei, meio sem graça, um "tchau" baixinho pra não incomodar, e ele acenou com um sorriso e fez questão de cumprimentar mandando "um abraço!". Sorri dando uma piscadinha inconsciente (o que faço com todo mundo) e tive a impressão de ter sido recíproca. Corri pro bandejão.
O dia passou, andei pra cá e pra lá, falei com gente, e decidi que era hora de voltar. Caminhei até a estação das barcas e lá dentro, um músico independente tocava "Knocking on heaven's door", o que me deu, por si só, um ânimo diante da exaustão. Até que lembrei do ocorrido com o "teacher crush" na aula da manhã. Minha mente foi então desenrolando todo o novelo dos acontecimentos, não só do dia mas dos últimos meses e, mais uma vez, olhando o mar pela brecha da vidraça, me perguntei: "será?..."
Automaticamente o músico começou a cantar:
"Estranho seria se eu não me apaixonasse por você... O sal doce para os novos lábios..."
Quando as portas para a plataforma de embarque das barcas se abriram, ainda atordoada, busquei manter meus passos firmes por entre os transeuntes que seguiam a mesma direção. Ainda deu pra ouvir o som do músico ficando cada vez mais distante, lá atrás:
"(...) Colombo procurou as Índias, mas a Terra avisto em você.
O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário (...)"
(30/06/2025)
"Eu estou sempre aqui, olhando pela janela.
Não vejo arranhões no céu nem discos voadores.
Os céus estão explorados mas vazios.
Existe um biombo de ossos perto daqui.
Eu acho que estou meio sangrando.
Eu já sei, não precisa me dizer.
Eu sou um fragmento gótico.
Eu sou um castelo projetado.
Eu sou um slide no meio do deserto.
Eu sempre quis ser isso mesmo:
Uma adolescente nua, que nunca viu discos voadores,
e que acaba capturada por um trovador de fala cinematográfica.
Eu sempre quis isso mesmo: armar hieróglifos
com pedaços de tudo, restos de filmes, gestos de rua,
gravações de rádio, fragmentos de tv.
Mas eu sei que os meus lábios são transmutação
de alguma coisa planetária.
Quando eu beijo eu improviso mundos molhados.
Aciono gametas guardados.
Eu sou a transmutação de alguma coisa eletrônica.
Uma notícia de saturno esquecida,
uma pulseira de temperaturas, um manequim mutilado,
uma odalisca andróide que tinha uma grande dor,
que improvisou com restos de cinema e com seu amor,
um disco voador…"
Acordei já era fim de tarde.
Pela janela aberta que dá pro quintal, entrava o resto do Sol que se punha e uma música que vinha de longe, como se viesse através do vento.
Era Engenheiros do Hawaii. Reconheci a melodia e senti conforto como quem encontra um bilhete esperado numa garrafa em alto-mar, ou como quando um cheiro muito conhecido invade os pulmões, mas não lembrava e nem entendia a letra cantada. Quis buscar a letra na internet, mas ela cessou antes que eu pudesse me conectar, justamente como surgiu: do nada.
Ainda lembrei de tentar buscá-la uma ou duas vezes até o fim do dia, inclusive no banho. Mas a melodia já tinha se perdido. Deixei pra lá. Não devia mesmo ser um sinal pra mim como eu pensava.
O resto da noite se passou e eu já me distraía antes de pegar no sono rolando pela rede social quando passei por alguém que fez um trocadilho com o nome dessa mesma banda. Era mesmo um sinal? Resolvi arriscar e joguei "letras Engenheiros do Hawaii" no Google. Logo apareceu uma lista e minha intuição pediu pra clicar na primeira que me apareceu (porque eu sou péssima com títulos de música). Foi em cheio:
3 X 4
"Diga a verdade
Ao menos uma vez na vida
Você se apaixonou
Pelos meus erros
Não fique pela metade
Vá em frente, minha amiga
Destrua a razão
Deste beco sem saída
Diga a verdade
Ponha o dedo na ferida
Você se apaixonou
Pelos meus erros
E eu perdi as chaves
Mas que cabeça a minha
Agora vai ter que ser
Para toda a vida
Somos o que há de melhor
Somos o que dá pra fazer
O que não dá pra evitar
E não se pode escolher
Se eu tivesse a força
Que você pensa que eu tenho
Eu gravaria no metal da minha pele
O teu desenho
Feitos um pro outro
Feitos pra durar
Uma luz que não produz
Sombra
O que não dá pra evitar
E não se pode escolher
Somos o que há de melhor
Somos o que dá pra fazer
O que não dá pra evitar
E não se pode escolher"
Te vejo amanhã? Não sei. Deixei que o Destino faça a sua parte, do jeito que tem que ser.
Boa noite!
Axé-Amen-Shalom!
Eu não consigo te prometer uma estrada sem curvas, porque a vida nunca foi assim para mim, mas quando penso em futuro, penso em construir alguma coisa que tenha paz, não uma paixão que explode e desaparece.
Eu gostaria que você soubesse que nem todo amor precisa ser uma batalha. Nem toda história precisa ser marcada por ausências, desencontros ou dúvidas constantes. Existe uma versão de nós onde os dias são simples, onde eu te procuro porque quero te contar como foi meu dia. Onde você é a primeira pessoa para quem eu mando uma foto de algo bonito que encontrei pelo caminho. Quando penso em você no futuro, não imagino apenas momentos extraordinários. Imagino rotina. Imagino domingos preguiçosos. Imagino viagens planejadas em cima da hora. Imagino discussões bobas sobre qual filme assistir, porque é isso que eu imagino viver com você.
(@Wanderlust)
Te vejo dia 12!
"Quando você foi embora
Fez-se noite em meu viver
Forte eu sou, mas não tem jeito
Hoje eu tenho que chorar
Minha casa não é minha
E nem é meu este lugar
Estou só e não resisto
Muito tenho pra falar
Solto a voz nas estradas
Já não quero parar
Meu caminho é de pedra
Como posso sonhar?
Sonho feito de brisa
Vento, vem terminar
Vou fechar o meu pranto
Vou querer me matar
Vou seguindo pela vida
Me esquecendo de você
Eu não quero mais a morte
Tenho muito o que viver
Vou querer (te) amar de novo
E se não der, não vou sofrer
Já não sonho, hoje faço
Com meu braço o meu viver
Solto a voz nas estradas
Já não quero parar
Meu caminho é de pedra
Como posso sonhar?
Sonho feito de brisa
Vento, vem terminar
Vou fechar o meu pranto
Vou querer me matar..."
EU NÃO ACREDITO!!
Meus deuses, como eu estive errada!! Negando a mim mesma as verdades que minh'alma gritava por medo ou frustração...
Aquilo que veio antes foi "fase de teste" – uma forma de ampliar meu chakra cardíaco o suficiente para poder caber você.
Aquele que te precedia com um abraço-casa nunca foi meu lar. Me forjou através do amor que não soube – ou não pôde – me entregar.
Tive que aprender a curar minhas próprias feridas pra estar pronta, estar forte, já que o que viria em seguida seria tão grandioso que eu sequer poderia imaginar.
Reencontrar você e nossos "filhos" foi uma tarefa árdua, mas não foi em vão: enxergo hoje cada pedaço do que vivemos e mais lembranças chegam me desconstruindo certezas vãs.
O que será de nós daqui pra frente, não sei, pois só depende de nós. Mas voltar a experimentar esse amor finalmente me trouxe o sentido e o propósito que tanto busquei.
Então seguirei em frente, sendo o melhor que eu posso ser. Não posso controlar o destino do mundo, mas hoje sei que posso controlar o meu. E é o seu amor – entregue junto com tâmaras pelas ruas de Istambul há mais de 100 anos, ou hoje, através do seu olhar zeloso – que me fará ir mais longe depois de uma vida inteira desacreditando de mim.
Eu só queria que você também pudesse sentir essa presença divina que sinto em mim. Tenho fé de que, longe ou perto, um dia sentirá (se ainda não se permitiu).
Se um dia "foi um vento que passou, que te trouxe e te levou" (como cantava Verônica Sabino), foi esse mesmo vento que nos trouxe a todos de volta à costa do Gragoatá.
E um vento, você bem sabe, "não dá pra segurar".
"No alto da montanha
Ou em um cavalo em verde vale
E tendo o poder de levitar
É como em um comercial de cigarros
Que a verdade se esquece como os tragos
Sonho difícil de acordar
Quando seus amigos te surpreendem
Deixando a vida de repente
E não se quer acreditar
Mas essa vida é passageira
Chorar eu sei que é besteira
Mas, meu amigo, não dá pra segurar
Não dá prá segurar
Não dá prá segurar
Não dá pra segurar,
Desculpe, meu amigo
Mas não dá pra segurar
Vou dar então um passeio
Pelas praias da Bahia
Onde a Lua se parece
Com a bandeira da Turquia
É o planeta inteiro que respira
Sinais de vida em cada esquina
Tanta gente que se anima
E quando seus amigos te surpreendem
Deixando a vida de repente
E não se quer acreditar
Mas essa vida é passageira
Chorar eu sei que é besteira
Mas, meu amigo, não dá pra segurar
Não dá pra segurar
Não dá pra segurar
Não dá pra segurar
Desculpe, meu amigo
Mas não dá pra segurar..."
(Ira!)
Yakında görüşürüz! Τα λέμε σύντομα...
*(Ler "Neredesin?" - novembro/2024)
Dia desses, estava eu com uma amiga conversando sobre essas "coincidências que não são coincidências" (mas confirmações da espiritualidade) e ela (bem mais nova que eu) se fez essa pergunta que eu já me fiz muito também.
A verdade, é que todos nós somos especiais. Podemos ser ilustríssimos desconhecidos do grande público, não termos muitas posses, mas somos indubitavelmente protagonistas da nossa vida, querendo ou não, e cada um de nós tem um secto de encarnados e desencarnados (muitas vezes, mais desencarnados) que nos ama muito – mesmo que não entendamos muito o porquê.
Eu tive uma trajetória de vida que, por muitos, é considerada muito difícil. Eu nunca achei confortável o lugar de vítima, então fiz dos limões um consistente mousse: bati as claras incansavelmente até construir a base desta minha sabedoria meio torta, mas que me mantém de pé e, às vezes, tbm ajuda outras pessoas. Porém, sempre consciente que, sozinha, eu certamente não iria muito longe (mesmo que a grande maioria não consiga enxergar o bando de companhias que tenho, já que estão em "outro plano").
Dito isso, neste momento, sinto apenas a necessidade de publicizar minha gratidão – pois neste momento, observo os lugares de onde vim, por onde passei, onde cheguei e os caminhos que têm sido abertos pra eu seguir essa viagem louca chamada VIDA, e é de admirar!
"O que tem de ser tem muita força", e sinto hoje que não mais dou murros em ponta de faca: as sementes que plantei estão brotando e está tudo se encaixando, simplesmente pq finalmente as plantei em solo fértil (onde meu coração mandou, NINGUÉM MAIS).
Daqui da onde estou, só posso deixar uma mensagem que eu gostaria muito que a Dannie de 15 anos pudesse ter recebido:
NUNCA DESISTA DE VOCÊ. NUNCA DESISTA DOS SEUS SONHOS – AQUELES QUE NÃO OUSARAM TENTARÃO TE SEDUZIR AO PRÓPRIO MURO DE LAMENTAÇÕES: NÃO PERMITA.
Levanta e anda, e sonha! Não deixem de sonhar nunca. Mas também não parem.
GRATIDÃO!! ✨
Amen-Axé-Shalom!