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domingo, 10 de fevereiro de 2013

"Coisas que eu sei..."

Muita gente me procurou a vida inteira em busca de conselhos. Mesmo na tenra idade da pré-adolescência, adultos viam em mim uma conselheira. E eu sempre soube lidar com isso. Simplesmente porque é mais fácil lidar com os problemas alheios, não é?

Não exatamente. Nunca tive problemas em encarar de frente meus problemas. Me considero uma pessoa forte nesse sentido. No entanto, mesmo que eu consiga dizer aos outros o que fazer e o que sentir, eu não sei lidar com minhas atitudes e sentimentos.

"Por que são seus. Se fossem de outra pessoa era só mandar catar coquinho e dane-se", minha irmã me disse, recentemente. E é verdade! Se gostam ou não de mim, estou pouco me lixando. Se me odeiam ou adoram, o problema é de quem sente. AÍ É QUE ESTÁ: o problema é de quem sente. Eu consigo lidar com o fato de talvez não gostarem de mim, mas não consigo lidar com as pessoas que eu não gosto. Eu consigo lidar sarcasticamente com a raiva de alguém direcionada a mim, mas não consigo lidar com a minha própria raiva retida. Daí me dá azia, indisposição, vontade de dormir o dia inteiro prá ver se passa... E não passa! Como lidar?

Na sexta-feira, Dona Maria Mulambo - que não a minha - me questionou sobre minha insegurança. E aí? Como eu faço prá exterminá-la? Ela fez lá algumas recomendações, no entanto esse já é um problema meu muito antigo, tão distante quanto as lembranças mais longínquas que consigo ter. Gosto de ser como sou, mas é tão superficial... Não consigo me amar intrinsequicamente. Em algumas leituras, dizem ser um problema de relacionamento com os pais, lá mesmo, na infância. Bem, meu relacionamento com meus pais foi bem atípico - como discutirei n'alguma outra oportunidade - mas o passado não dá prá mudar. O que me importa é o "daqui prá frente"! E como será daqui prá frente?? Como eu mudo meus padrões de comportamento?

Estou fazendo as pazes com minha Oxum, como recomendado. No entanto, da parte psicológica, cuido como? Volto ao terapeuta? Leio mais auto-ajuda? Repito mantras de positividade?

E a minha raiva?? Dou um murro na cara de quem cobra sem dar? De quem dá ataques de ciúme sem saber dar exclusividade? De quem chega a invadir minha privacidade prá satisfazer seu próprio ego?... (Preciso de algo que não o diálogo, porque esse eu já tentei...)

Grrrrrrrrrrrrrrrr...

Enquanto não consigo descobrir, vou estudar que rende-me mais...

Shalom!



sexta-feira, 27 de julho de 2012

Por que eu te amo?

Me explica que coisa é essa... Essa taquicardia, esse gaguejar adolescente provocados pelo impacto da tua presença. Você entra com o corpo pendendo prá frente, como se já agradecesse a aplausos prévios. Espírito de artista - por isso eu consigo te ler e você consegue me ler. Depois se aproxima e me dá um abraço terno, suave. Mi casa, su casa, nos encontramos em um porto seguro. Éramos só nós dois envoltos de uma nuvem de paz, afogando em afeto a saudade contida. Depois de longo tempo, nos separamos em slow motion - os rostos próximos, era como um ímã: bastaria apenas um movimento e nossos lábios, ávidos, se misturariam como tantas vezes já fizeram. Prá descontrair, você brinca, se prepara prá me dar um "abraço de urso", dança e me faz rir. Me envolve de novo em seus braços, me ergue, a euforia toma conta de mim. "Você é levinha...", você parece se surpreender. Eu gargalho como criança na montanha-russa, querendo que aquele momento fosse eterno. Meus pés aos pouco voltam ao chão. Tudo o mais parece igualmente mágico, pois você parece amar aos meus. E eu o amo ainda mais.

Em casa, meu telefone toca. Imaginei meus pais me dando bronca porque fiquei de ligar e não liguei. Mas, prá minha surpresa, era você, mais uma vez. Atarefado, pegando ônibus, só prá perguntar frivolidades. Quem te aguarda não precisa dessa tua atenção? Me questiono, curiosa, mas nem ligo mais. Continue cantando meu nome, pensando em mim quando menos perceber: eu te aceito assim.

Porque eu te amo, e você amar aos meus já me seria suficiente. Porque eu te amo e ainda conto com o amor dos meus por você. Porque eu te amo e enquanto as canções te trouxerem até mim, estarei em paz. E enquanto teu abraço existir, me perderei  no tempo e no espaço. E te amarei enquanto as almas se confundirem ainda que os corpos se percam em distância.

Porque eu te amo assim? Não sei explicar, nem sei dizer onde isso tudo começou - foi à primeira vista? Não sei. Só sei que minha cabeça só pensa em dizer "eu te amo" quando penso em você. Teus nomes invadiram meu coração e o coração emburreceu o cérebro, que não sabe dizer mais nada a não ser "eu te amo". "Meu riso é tão feliz contigo" e minha boca sorri sozinha ao lembrar dos nossos gracejos, enquanto os olhos represam a intensidade dos meus sentimentos. Meus órgãos todos enlouqueceram, e eu só queria enlouquecer ao teu lado...

Eu te amo. E basta assim.
(Pelo menos por hoje.)



Shalom!

sexta-feira, 18 de maio de 2012

"Entre borrachas e apontadores..."

Até quando você vai fugir? Vai fingir que não me olha, que não espera meu abraço, que não espera a hora de mexer no meu cabelo? Até quando vai arrumar desculpas prá me ligar sem ter que dizer o óbvio? Até quando vai disfarçar a alegria de falar comigo? Todos já notaram, será que só você não vê?

O desejo contido querendo sair, a mágica entre nós mesmo nos momentos descontraídos... A situação está quase insuportável tanto prá você quanto prá mim?

Pois hoje, antes que caíssemos no erro mais uma vez, lembrei do dia em que você implorou para que eu não o tentasse. Bom, se é assim que tem que ser, eu fiz o meu melhor. Eu não sei se você entendeu, mas você é inteligente e maduro... Até porque, com tantos afazeres na agenda, você não vai abrir espaço só prá criar esse conflito, não é mesmo?

Preciso de mais afazeres na minha agenda também... Assim penso menos nisso.

Bem, ainda não é pecado se preocupar com um amigo, ou rir puerilmente com ele... Sigamos então brincando na nossa "velha infância", e tudo seguirá como num "trem da alegria". Simbolismos bregas, eu sei. Mas só nós entendemos...



Shalom!