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quinta-feira, 21 de agosto de 2008

ATENÇÃO À ESTA NOVA DOENÇA: NORMOSE

(Fonte desconhecida)

"Lendo uma entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, considerado o fundador da ioga no Brasil, ouvi uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal.
Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar.
O sujeito 'normal' é magro, alegre, belo, sociável e bem-sucedido. Quem não se 'normaliza' acaba adoecendo.
A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.
A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?

Eles não existem.

Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado.
Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha 'presença' através de modelos de comportamento amplamente divulgados.
Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos.
Melhor se preocupar em ser você mesmo.
A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa.

Você precisa de quantos pares de sapato?
Comparecer em quantas festas por mês?
Pesar quantos quilos até o verão chegar?

Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta.
Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu 'normal' e jogaram fora a fórmula,não patentearam, não passaram adiante.

O normal de cada um tem que ser original.
Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros.
É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.

Eu não sou filiada, seguidora, fiel, ou discípula de nenhuma religião ou crença, mas simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera.

Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos
homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes."


E eu concordo!
Ia'Orana!

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Antes que seja tarde (Patu Fu)

"olha, não sou daqui
me diga onde estou
não há tempo não há nada
que me faça ser quem sou
mas sem parar pra pensar
sigo estradas,sigo pistas pra me achar

nunca sei o que se passa
com as manias do lugar
porque sempre parto antes que comece a gostar
de ser igual, qualquer um
me sentir mais uma peça no final
cometendo um erro bobo, decimal

na verdade continuo sob a mesma condição
distraindo a verdade, enganando o coração

pelas minhas trilhas você perde a direção
não há placa nem pessoas informando aonde vão
penso outra vez estou sem meus amigos
e retomo a porta aberta dos perigos

na verdade continuo sob a mesma condição
distraindo a verdade, enganando o coração

na verdade continuo sob a mesma condição"

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Como se sentir uma celebridade

Primeiro vc descolore todo o cabelo e pinta-o de roxo. Logo vc receberá olhares dos mais diversos pelas ruas, mas coisa q qualquer um pode sobreviver. Daí, qndo vc cansar do seu look, com a raiz já dando o ar de sua graça, pegue apenas algumas mechas, faça um soap-cap apenas para tirar o roxo, e tinja-as de pink. Saia de casa de óculos tipo Ray-Ban e bang!, vc terá todos os mais diversos olhares nas ruas, ouvirá as pessoas cochichando assim q passam por vc, as pessoas se aproximam de vc prá perguntar como vc fez aquilo, quase como quem pede autógrafos!!! É impressionante!!

Claro, esse processo não é mto recomendado para pessoas com mania de perseguição e anti-sociais, mas para os q sonham em participar de um BBB ou coisa assim, parece bem divertido! :D

Bem, mas tentando falar sério agora, não sei como consigo falar as coisas q fervilham o pensamento de uma bipolar em 30 minutos de terapia. Principalmente nessa semana, em q vivi os mais intensos sentimentos: tristeza, culpa, raiva, a felicidade de reencontrar velhos amigos e parentes e pôr em dia coisas q vc queria pôr prá fora há mtos anos, ou mesmo se sentir confortável em dividir lembranças q fazem parte de vc e das quais vc tbm faz parte! É... Pq cansa achar interessante as lembranças de outras pessoas, lembranças essas das quais vc não faz parte.

Eu só quero uma coisa hj: reencontrar aquela q eu era no ano passado, mais segura, mais auto-suficiente emocionalmente, sabe? Derrepente parece q desde q o ano entrou, voltei a ser dependente e isso é horrível. Quero sair desse labirinto. E eu sei q eu posso, pois já estive fora dele antes... Só me resta lembrar do caminho.

Ótima semana!
Ia'Orana!

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

O ser "normal" e o ser "comum"

Voltando da terapia semanal, exausta e frustrada por ter sido furtada em meus poucos trocados prá voltar prá casa, me deparo com um casal q vinha do outro lado da rua, em direção contrária. Era um casal de cegos de braços dados, cada um com sua bengala, o homem ainda carregava um carrinho com uma espécie de barril. Fiquei pensando na vida deles, como conseguem viver e até mesmo transitar tranquilamente pela Madureira-formigueiro. Me imaginei sem minha visão e vi q eu não era nada. Não sou nada sem minha visão, sem minhas pernas q gritavam de dor, sem os projetos q temo darem certo, sem meus amigos do meu universo paralelo, sem meus medicamentos, sem a tv a cabo, sem internet, sem uma penca de roupas q pendem em meu guarda-roupa na esperança de serem usadas... Enfim, não vivo sem uma penca de coisas q podem ser totalmente extirpadas da minha vida.

O desapego é uma coisa mto difícil. Principalmente o desapego moral. O orgulho mtas vzs empaca nossa vida. A humildade de se reconhecer, "baixar a crista" e pedir desculpas é mto difícil. Mas aprendi nessa semana o qnto é gratificante e o qnto pôde fazer de melhor na minha vida.

Estou mto feliz de ainda ter todos aqueles "supérfluos" dos quais não vivo, mas estou decidida a me desfazer de boa parte. Afinal, fica difícil seguir a caminhada qndo a bagagem está mto pesada...

Me sinto hoje, mais leve... Deixei a bagagem aberta e as coisas foram sendo deixadas pelo caminho. Estou leve, me sinto livre de ser o MEU normal.

Pq não existe "normal", e sim "comum". Assim como ser "incomum" já é comum prá mim...

Ia'Orana!

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Uma estória bipolar

Clique Aqui

Achei esse vídeo no Youtube e me emocionei. Me fez reviver boa parte da minha própria estória (só q é em inglês, sorry...).

quarta-feira, 30 de julho de 2008

O q realmente somos?

Há uns dias atrás tive um sonho q me deixou perturbada. Era um encontro de velhos amigos, eu já tinha 34 anos e, conversando com os outros me dei conta de q àquela altura da minha vida não tinha realizado nada. Acordei voltando os 7 anos atuais e repensando minha vida. Eu não costumava pensar assim aos 20 anos, pelo contrário, achava q fazia mtíssimo prá idade q eu tinha. Mas o problema das crianças prodígio, é q elas crescem. E perdem sua graça. Teria eu q fazer coisas cada vez mais magníficas para evitar esse sentimento de falta de realização?

Hj é dia de terapia e fui no ônibus pensando em algo prá dizer, pq estava totalmente sem assunto. Lembrei desse sonho e foi a forma q encontrei para iniciar o diálogo com a psicóloga. Me dei conta de q faço mtos projetos, mas q eles só me reluzem enquanto estão lá, na estante. Na hora de pô-los em prática, simplesmente entro em pânico! Pq me saboto tanto? E não é por falta de capacidade não, nem auto-confiança, nem de conhecimento dos próprios talentos; é simplesmente pq parece q tudo perde a graça prá mim qndo está em via de acontecer. Já na saída do consultório, a psicóloga me disse algo q pareceu me nortear (ou desnortear) pelas ruas, ao voltar prá casa: "mta gente não consegue lidar com o medo de falhar, vc simplesmente precisa aprender a lidar com o medo de dar certo!".

Pq alguém pode ter medo de dar certo??? Acho q a pergunta agora q emerge com mais urgência é: como me livrar desse medo de dar certo? Pq, seja com 27, seja com 34, com q idade for, eu não posso passar o resto da minha vida dentro do casulo tendo medo de voar...

Cheguei em casa e me deparei com a revista Cláudia, pedindo prá ser aberta. Tinha um trecho do novo livro do Paulo Coelho q me fez pensar ainda mais:

"Mas o espírito não tem nome, é a verdade pura, está habitando aquele corpo por determinado período e um dia o deixará - sem q Deus se preocupe em perguntar: "Quem é vc?" qndo a alma chega diante do julgamento final. Deus perguntará apenas: "Vc amou enquanto estava vivo?". A essência da vida é esta: a capacidade de amar, e não o nome q carregamos em nossos passaportes, cartões de visita, carteiras de identidade. Os grandes místicos trocavam seus nomes e às vzs os abandonavam para sempre. Qndo perguntam a João Batista quem ele é, diz apenas: "Sou a voz q clama no deserto".(...)"

E a minha voz, clama pelo q?
Ótima semana a todos!
Ia'Orana!

quinta-feira, 24 de julho de 2008

"A boca fala do q o coração está cheio"

Costumam dizer q qndo vc aponta um dedo para alguém, há outros 3 dedos apontados prá vc. Com o tempo e com a vida fui aprendendo q isso é mto certo. Pode reparar!!! Se alguém fala de outra pessoa q ela é inconveniente, desonesta, falsa ou até mesmo feia ou gorda, mtas vzs ficamos espantadas pq a pessoa "acusadora" é a q mais demonstra os mesmos atributos! Na verdade, a própria psicanálise já estudou isso há mto tempo. Sempre q o defeito de alguém nos incomoda, é pq na verdade reconhecemos os mesmos defeitos q estão dentro de nós. Com isso aprendi bastante, como qndo alguém me incomoda mto, ao invés de me voltar contra essa pessoa, reflito melhor sobre o q aquilo quer dizer sobre mim, o q tem me trazido mto mais sabedoria. E qndo alguém (ainda q rarissimamente) me acusa de algo, não me agasto mais com isso, pq na verdade, essa pessoa está querendo pôr prá fora o q há de mais óbvio em si mesma, está apenas me usando como espelho. E quem sou eu prá salvar (quem não quer ser salvo)??

Afinal:
"(...) Mais louco é quem me diz, e não é feliz...
Eu sou feliz!" , já diziam Os Mutantes.

Ia'Orana!

domingo, 20 de julho de 2008

A "Liberdade-Saudade"

Visitei recentemente o bairro da Liberdade em SP, e, como se não fosse emocionante o suficiente conhecer este bairro no ano do centenário da imigração japonesa (sim, admito q sou piegas e amo mitologias e tradições, ainda q não as acredite), tbm era o 30º Tanabata Matsuai (ou Festival das Estrelas). Estava tudo tão lindo, decorado, pessoas pendurando papéis coloridos com desejos escritos em ramos de bambu, enfim, pura emoção de viver uma tradição num "mundo" tão "diferente".

É impressionante como os costumes orientais se diferenciam tanto dos nossos ocidentais. O próprio café-da-manhã no Hotel Matsubara confirmava. Em meio a cafés-com-leite e pães-com-manteiga e/ou geléia, bolos de arroz e sopas.

Mesmo assim, ainda q as diferenças sejam enormes, somos o mesmo mundo. Ainda q tentemos separar as coisas, tudo faz parte de apenas uma realidade: A Q VC VIVE.

Sabe, andei um pouco deprimida depois de andar repensando algumas coisas da minha vida - talvez para ter assunto prá conversar com a terapeuta: passei minha vida toda buscando quem realmente sou??? MENTIRA!! Essa é uma verdade q eu nunca quis encarar de frente! Foi difícil olhar prá mim mesma e me dar conta de q vivi em universos paralelos, onde aquilo q todos chamam de "realidade" se dissolvia completamente e amigos imaginários vinham me visitar, sem q eu me desse conta. Qntas vzs, na adolescência, fui surpreendida pelos meus pais falando sozinha em inglês (claro q meus amigos imaginários são estrangeiros, pq sou mto chique, rss)? E qntas vzs assumi a mim mesma o q estava acontecendo? NUNCA! E derrepente me vejo, hj, tentando digerir esse fato. Tudo aquilo q vivi foi mentira? Os afetos e coisas q conquistei, as risadas, a sensação de amparo qndo eu estava triste, tudo não passou de loucura da minha cabeça?? "Louca!", cheguei a dizer a mim mesma, "certamente já deveria estar num manicômio há mto tempo!!". O louco é sempre o último a saber... E chorei, chorei até poder me esquecer de q metade do q vivi da minha vida eram mentiras q eu mesma criei (criei mesmo?).

Mas o q doeu mais nem foi essa facada em meu próprio orgulho. Foi relembrar de tudo q passei com meu "melhor amigo imaginário", lembrar da vontade de dar um abraço nesse amigo e não poder. Já sentiu saudade do q não existiu? Pois é, dói pacas.

Só q, apesar de tudo isso, acordei no dia seguinte me dando conta q a nossa vida nada mais é do q aquilo q a gente VIVE, seja "real" ou "imaginário", até pq a nossa realidade é aquilo q vivemos no coração. E no MEU CORAÇÃO tudo foi e é real, pq foi a realidade q eu criei prá mim. Não posso negar a mim mesma os personagens q fizeram parte da minha vida, e na verdade, nem sei se quero expulsá-los. Parece q ainda sinto o calor de suas companias, e ainda sussurro algo a eles, mas AQUELE abraço, ainda faz falta...

Ah!! Nem contei a lenda do Festival das Estrelas! Vou tentar resumir: Orihime (representada pela estrela Vega) se casou com um rapaz (a estrela Altair) mas de tão apaixonados, deixaram por fazer suas tarefas normais. Então, o pai de Orihime, um poderoso deus do reino celestial, determinou q eles vivessem separados e só se reencontrassem uma vez por ano, no sétimo dia do sétimo mês, mas apenas se seguissem suas tarefas no resto do ano.

E assim é o Tanabata Matsuri: todos comemoram o encontro da estrela Vega e da estrela Altair através da Via Láctea. E acho q por conhecer a lenda, toda a festa q assisti se tornou ainda mais bonita. É difícil acreditar q 2 estrelas "apaixonadas" esperem por um ano inteiro para se encontrar, não é? Bem, isso no q chamam de "mundo real". Q grande ilusão: real é o q vivemos, por dentro ou por fora de nós, ainda q não condiga com a opinião alheia.

E assim vivi, amei, aprendi, chorei, busquei, existi. Ainda q em meu Universo Particular.

E ainda ganhei 2 novos amigos: Vega e Altair. Tem coisa melhor?

Ia'Orana!

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Enfim, saí da Sibéria!!

Enquanto uns se agastam com minha pessoa, minha vida segue em frente e prá cima, de forma melhor do q eu poderia esperar...

Deus é bom, mto bom. Como eu costumo dizer, ele é tão bom q às vzs me deixa entrar - eu q nem mereço - na área VIP dEle.

Não preciso mais de linha prá discar e blogar. Tenho banda larga. Veio assim, hj de manhã, quase q não esperada ou desejada na minha vida! E tem tantas outras coisas me acontecendo, se desenvolvendo pra resultados tão bons q quase posso sentir um sol bem aqui, entre meus braços, posso até sentir seu calor!

Por isso gosto tanto do Espiritismo. Além de ser uma fé raciocinada, ela tbm nos promete (assim como o próprio Espiritismo foi prometido pelo Cristo como Consolador) q um dia na face da Terra só haverá pessoas de bem, q vão se ocupar apenas em fazer e pensar no bem do próximo. E assim alcançar êxito tbm.

Ia'Orana!

terça-feira, 8 de julho de 2008

Fim da linha

Não, ainda não é desta vez q desisto desse blog. A questão é mais técnica do q qualquer outra coisa. Eu fico aqui, com um turbilhão de coisas prá botar no blog... Mas estou sem internet. :/ Então vou anotando, anotando... A linha em questão é de telefone mesmo. Sem telefone, internet discada nem pensar, né... Fazer o q? Um dia eu saio da Sibéria. ;)

Bjks a todos com paciência prá ler esse blog e continuem comentando, q eu vou dar um jeitinho de ver como as coisas estão...

Ia'Orana!

P.P. (Prá Pensar): "O que preferes: a loucura sábia ou a sanidade tola?" (Dom Quixote)