"Domingo quero te encontrar E desabafar todo o meu sofrer. Estar ao teu lado, esquecer de tudo, Tudo que o amor até hoje nos fez sofrer. Esquecer a briga que deixou ferida E que até hoje não cicatrizou. Te amar de novo faz parte da vida. Abre o coração! Tudo tem sentido e tem razão. Cola o teu rosto no meu! Chega mais perto de mim! Faça de conta que eu sou teu namorado. Amar você é bom demais; É tudo que eu posso querer. Se tudo você tem melhor, Pior é te perder."
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Hoje ele quis uma prova de amor dela. Mais uma dentre tantas dadas. Mas era só prá saber se aquilo tudo valia a pena: cabelo bem penteado, barba desenhada, camisa de botão. No mínimo reparou no rubro de sua boca, não desenvoltura com os outros. Talvez não por coincidências, mas que também estava com camisa de botão. Seu olhar andava tão perfeitamente destacado que ele pôde reparar os contra-olhares. Não era fácil prá ele assim. Nem ele preveria que aquilo o incomodaria tanto. E só o fato dela tê-lo elogiado na última vez, já criava expectativa de um novo elogio... Que hoje ela não deu. Nem o elogio, nem nenhuma outra prova de amor.
Mas ele nunca daria a torcer, nunca! Jamais confessaria que era quando sua vida dava guinadas tão grandes que era nela que ele pensava. Que rebalanceava todas as suas decisões até então. Não confessaria a ninguém que, é quando mais precisa de uma pessoa, é dela que se lembra. E prá que confessaria também, afinal era toda vez que pensava em alguma solução pra'quela situação, quase enlouquecia, absorto pelos próprios pensamentos de culpa? Culpa por ele, culpa pelo que teria feito a ela. Culpa pelo que sentia. Era prá ser feliz, não era? Mas, enfim, quem estava feliz com tudo aquilo?
Ele pensou que talvez o jeito era simplesmente falar, jogar todas as verdades a quem as deveria ouvi-la. Mas e as expectativas que geraria? Seria justo? Mais culpas... Como se elas constituíssem um grande mostro que o estivesse engolindo. Não seriam à toa seus últimos pesadelos com água: era de afogamento a sensação que lhe tomava. Estava sendo embotado pelo próprio sentimento, que tanto roía quanto acalentava. "Pois bem,", pensou ele, "talvez mudando meus planos eu conseguirei minha noite de sono tranquilo...".
Parou no último degrau da escada. "Quem sabe, talvez também uma resposta?".
Já eram quase dois meses. Eu ainda sentia sua falta, mesmo que eu tentasse apagar sua imagem da minha mente. Mas você estava lá, acenando, mais abatido do que de costume. Resolvi atender aos seus chamados.
Como é bom seu abraço. É sempre bom; mesmo que fosse em todos os dias, eu não enjoaria. É como voltar prá casa depois de correr esse mundo de loucuras... É como reencontrar meu centro, reencontrar meu foco. Como tem sido difícil ficar sem ele... E me surpreendi ao nos demorarmos mais que o previsto nos braços um do outro.
Não dá prá voltar atrás numa decisão, ou dá? O coração das pessoas não são áreas de lazer onde podemos entrar e sair a bel-prazer. "Deixa tudo como está", você me dizia. "Eu sempre penso em te ligar, você pensa que eu não penso? Mas não vou fazer isso". Então como eu poderia te ajudar a aliviar um pouco as angústias? Talvez nem assim eu conseguiria ajudá-lo, não é? Até porque tenho que pensar em mim. Mesmo que minha filosofia de vida toda tenha sido me entregar aos outros prá me sentir feliz. Até porque eu já sofri demais me entregando aos outros desse jeito. Até porque eu não sairia satisfeita apenas em te ajudar a desabafar, mas eu ia desejar deitar tua cabeça no meu colo e entrelaçar meus dedos nos seus cabelos enquanto você desabafava. E esse prazer é coisa que você não pode me dar, porque você não quer me fazer sofrer.
Então a cabeça me mandava ir embora, seguir meu caminho, mesmo que você aparentasse querer estender o diálogo. Talvez tocar velhas feridas novamente. Meu coração queria ficar, discutir uma relação inexistente e toda sua complexidade, talvez ouvir mais alguma confissão sua. A cabeça diz "pensa em si", o coração "pensa nele". Por tantos meses fiz o que meu coração quis e não fui feliz! Agora, seguindo a cabeça, também não sou. O que há de errado afinal?
Eu sei o que a sua cabeça diz, pois sua boca está cheia em dizê-lo. Mas seu coração é um baú trancado e enterrado a sete palmos do chão. Você pode deixar escapar pequenas singelezas, mas nada que satisfaça meu coração rasgadamente carente. Tendo eu já ouvido cabeça e coração, talvez seja agora o seu momento de equilibrar também. Abra seu coração: o que ele diz? Você é capaz de me dizê-lo? Ou ao menos tentar?
Talvez, quando você vier a conseguir ao menos tentar ouvir o coração, você tenha algo a me contar. Talvez não. Mas seria válido ao menos tentar. O máximo que vai acontecer é você se equivocar, mas prá isso, meu bem, sempre tem como voltar atrás. Ou não?
Só se sabe quando se tenta.
Então, até um "talvez".
"Ainda é como se fosse nossa primeira noite juntos: parece o primeiro beijo. Lembra da primeira vez que nossos olhos se encontraram? É assim que ainda me sinto, e sinto cada vez mais forte. Quero amá-la para sempre, pois você mantém a chama acesa. Está cada vez melhor, meu amor, e ninguém poderia melhorar o que já era bom. Ainda estou me segurando: você ainda é a pessoa certa.
Então, se você estiver se sentindo sozinha, não se sinta! Você é a única que eu sempre quis! Só quero continuar assim então, se eu a amo um pouco mais do que deveria, por favor, perdoe-me. Não sei o que fazer. Não consigo parar de amá-la. Não me negue essa dor que estou sentindo. Por favor, perdoe-me se eu preciso de você tanto assim. Por favor, acredite em mim pois cada palavra que eu digo é verdade. Ainda parece nossos melhores momentos juntos - parece o primeiro toque, nós ficando cada vez mais próximos... Mas não próximos o bastante pois ainda estou me segurando: você ainda é a número um. Lembro-me do cheiro da sua pele, de todos os seus movimentos, lembro-me de tudo. Lembro-me de você, daquela noite... Você sabe que eu ainda me lembro. A única coisa que eu tenho certeza é a nossa forma de fazer amor! A única coisa da qual dependo é que nós continuemos fortes. E é com cada palavra, cada respiração, que eu estou rezando. É por isso que estou dizendo... Por favor, perdoe-me por não conseguir deixar de amá-la. Sim, eu não consigo deixar de amá-la..."
Sim, eu estava na manifestação de hoje. E hoje eu presenciei covardia de todos os lados.
Durante a passeata, infiltrados jogavam bombas contra o carro de som. Pessoas eram agredidas simplesmente por estarem portando bandeira de partidos ou coletivos.
Já na prefeitura eu não acompanhei muita coisa porque decidi procurar os meus colegas da faculdade. Eu já estava meio afastada nessa tarefa, e notei a correria. Calmamente me escondi atrás da escada do metrô. Quando pensei estar a salvo, vejo cair bem à minha frente uma daquelas latas de gás lacrimogênio. Por sorte eu já estava com a bandana posicionada e eu tinha vinagre, senão eu certamente passaria mal. Mas com que necessidade largar uma bomba de gás num grupo que não tava fazendo nada??? Enfim, consegui uma rota de fuga com uma menina com quem fiz amizade lá mesmo, na hora do maior perigo, e fui com ela andando até a Central, prá finalmente ir embora.
Já na Central, onde até tirei foto com PMs, pensei que tudo tinha acabado. Ledo engano. Notei outra correria e busquei me proteger atrás do abrigo do ponto de ônibus. Mas o gás já se espalhava prá todo lado, voltei a botar a bandana no rosto e fui andando pro terminal atrás da Central. Transeuntes que não esperavam que a confusão chegasse até lá passavam mal com o cheiro do gás tóxico - gente que comia um churrasquinho de gato! Nesse caminho, uns 3 ou 4 tentaram depredar as cercas das obras que estão acontecendo ali, e logo todas as outras pessoas mandaram eles pararem. Eu, pensando até em pegar qualquer ônibus que não estivesse muito lotado (a maioria estava), finalmente avistei um que passava na rodoviária, onde eu finalmente consegui pegar outro transporte prá chegar aqui.
Hoje vi covardia de uma polícia despreparada, vi covardia de incitadores de violência, vi covardia de bandidos que se infiltraram no movimento para depredar, agredir e roubar pessoas.
Tirando isso, foi muito bonito passar pelo Campo de Santana e ver todos os cartazes afixados nas grades... Parecia um grande mural de apelos. Uma pena ter sabido depois que atearam fogo aos cartazes...
Esse é meu relato. Um tanto confuso por ainda estar bem agitada com o que vivi e com a apreensão de não saber se meus colegas estavam bem. Agora com a notícia positiva de todos, vou finalmente tentar descansar. Mas é isso.
"Não falemos mais. As coisas que se amam, os sentimentos que se afagam guardam-se com a chave d'aquilo a que chamamos 'pudor' no cofre do coração. A eloquência profana-os. A arte, revelando-os, torna-os pequenos e vis. O próprio olhar não os deve revelar.
Sabeis decerto que o maior amor não é aquele que a palavra suave puramente exprime. Nem é aquele que o olhar diz, nem aquele que a mão comunica tocando levemente n'outra mão. É aquele que quando dois seres estão juntos, não se olhando nem tocando os envolve como uma nuvem, (...). Esse amor não se deve dizer nem revelar. Não se pode falar dele."
'''Vai, que se for pra ter paz Algo bom vai me levar a ti' Foi o que eu li Dos teus lábios meus que fiz meus só por querer demais E eu que sempre tive mais Por você, reduzi o cartel Rasguei o papel Que a noite e a cidade me fez Professor Te dou serenidade Mais que meu simples querer Eu não sou mais forte do que você Eu temo te perder sem ao menos te ter 'Vem e tira a minha paz' Te sonhei cantando pra mim Fotografei você da maneira que quis em um baile qualquer E esse sereno que cai Se juntou com o choro meu Choro meu que tão teu e das moças que deixei em desalinho É a mais pura verdade Que eu não posso negar Foi ganhando e perdendo que aprendi a amar Sentimento tardio Logo pode chegar, ou não Me ajude a ver no que isso vai dar Quem sabe eu possa ser teu par? Quem sabe meu peito é teu lugar? Faz da tua Psicologia Uma sessão de auto-terapia Quem vai cuidar de você? Tão te usando nessa indecência Eu sinto falta da tua inocência Eu sou vida pra você Te confesso verdades Que eu nunca quis contar Me perdi no caminho Fugindo do teu lugar Hoje eu sigo sozinho e você tem um par Tá na mão do Destino qual futuro ditar... Quem vai ser você? Quem vai ser você pra mim?"
(Autoria desconhecida - encontrado nos Facebooks da vida...)
"Eu que não fumo, queria um cigarro Eu que não amo você Envelheci dez anos ou mais Nesse último mês Eu que não bebo, pedi um conhaque Pra enfrentar o inverno Que entra pela porta Que você deixou aberta ao sair. Senti saudade, vontade de voltar Fazer a coisa certa Aqui é o meu lugar Mas sabe como é difícil encontrar A palavra certa, a hora certa de voltar, A porta aberta, a hora certa de chegar... Eu que não fumo, queria um cigarro Eu que não amo você Envelheci dez anos ou mais Nesse último mês. Eu que não bebo, pedi um conhaque Pra enfrentar o inverno Que entra pela porta Que você deixou aberta ao sair. O certo é que eu dancei sem querer dançar E agora já nem sei qual é o meu lugar Dia e noite sem parar eu procurei sem encontrar A palavra certa,
a hora certa de voltar, A porta aberta,
a hora certa de chegar..."
Florbela Espanca foi uma poetisa nascida em Portugal, no dia 8 de dezembro de 1894. A sua vida, de apenas trinta e seis anos, foi plena, embora tumultuosa, inquieta e cheia de sofrimentos íntimos que a autora soube transformar em poesia da mais alta qualidade, carregada de erotização, feminilidade e panteísmo. (fonte: Wikipedia)
Acho que não foi à toa que essa noite sonhei que estava viajando numa nave espacial, a caminho de outro planeta. Talvez seja só meu inconsciente dizendo que realmente preciso ficar "fora do ar" por um tempo.
Está se tornando recorrente essa angústia cujo motivo (ou motivos) eu não conheço. Eu precisaria que a vida parasse só uns dias prá eu poder mergulhar em mim mesma, me compreender, me conhecer, e assim poder botar minha própria vida no lugar... É, mas a vida não para. Nem sequer por um minuto. Preciso de um tempo só pra mim e a vida tá lá, me chamando, o tempo todo. Resultado? O corpo somatizando tudo que eu não consigo elaborar. Dor aqui, dor ali, indisposição, uma leve tontura... Jogo a melancolia prá debaixo do tapete e o resultado é esse. Mas faço o quê???
Não quero mais gritar mentalmente que está tudo bem enquanto o corpo diz que não está. Não quero mais fazer parte desse círculo vicioso. Não quero mais tentar me distrair com as pequenas alegrias que a vida me dá, porque nada mais é do que isso: mera distração. Fico brincando de pique-esconde comigo mesma quando na verdade eu queria me encarar de vez. Sem máscaras, sem filtros, simplesmente olhar prá mim mesma. Aceitar minhas contradições internas, resolver meus próprios impasses. E a partir daí, tomar fôlego pra recomeçar.
Mas se a vida tá lá, sem me dar tempo prá respirar, faço o quê?
Às vezes eu só queria não ser tão intensa... Ou pelo menos não parecer tão sublime.