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quarta-feira, 28 de novembro de 2018

ATOTÔ!

Atotô! Preciso de silêncio!
Simplesmente pra escutar meu coração.
Seus gritos me ensurdecem e me ferem,
E nem ao menos tanto encontro explicação.
É tanto ódio, mágoa e ressentimento,
E nem ao menos 'cê me dá a solução -
Ao invés disso, bate a porta e planta ventos,
Depois retorna, me exigindo proteção.
E quando eu digo "pare!", não se toca
Apenas pra chamar mais atenção.
Mas de tudo, pense: o que é que dá em troca?
Só Castelos de Tijolos de Sabão.
Já chega! Eu não quero mais mentir,
nem procurar um deus na televisão.
Eu só almejo Paz para seguir
com a Vida; num caminho em contramão
a esse de dores, dramas e perseguição,
Que romantiza transtornos
Brincando com a Morte em vão.

Sinto muito, mas assim não quero não.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Feliz Dia dos Namorados!

"Tento manter a frieza, 
é meu coração que dispara: 
A razão sempre padece 
quando o corpo não se cala. 
No tique-taque do relógio 
é sempre a lembrança que fala, 
pé ante pé na avenida 
mantenho a cabeça na estrada. 
Triste é saber o caminho 
e não te encontrar na chegada."

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Poema sobre namoro bipolar ("Por que não namoro?", por Julie Fast)

"Eu não namoro porque esperar por um cara 
Me ligar e me mandar mensagem me faz chorar 
De frustração e raiva 
Mas não por causa dele 
Ele é só um cara legal da internet ou da academia 
O problema é o zumbido nos ouvidos e o TOC 
Uma mente que corre e olhos vidrados que não podem ver 
O cara não fez nada e geralmente se pergunta "por quê?" 
Eu corto coisas fora e começo a chorar 
Eu nunca consigo explicar porque eu sempre mudo de planos, 
A velocidade do coração e o torcer das mãos, 
A necessidade de meus remédios e da compreensão de um amigo. 
Eu não namoro porque dá muito trabalho!" 

 (Julie Fast - do site BP Magazine - minha tradução para o português)

Confira o original: http://www.bphope.com/bphopeblog/post/Why-I-Done28099t-Date.aspx

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Poema do nascer-do-sol

(ou "Poema do Sol Laranja") 

"Loucura é fitar tua nuca molhada e não poder tocá-la, sentir o cheiro e o sabor, nem me misturar no teu suor.
Pior ainda: loucura é não poder publicar, em doces versos descarados, o desejo que inflama o centro do meu céu.
Chama louca que vive em mim, trazendo o nascer de um novo dia pela janela. Que não vê relógio ou calendário, nem se importa com nossos registros civis.
Ela só queima.
Mas queima só.
Quiçá na esperança de que isso um dia mude...
Quiçá, simplesmente inflama à revelia...
Mas queima. E quase dói. Porque ela tem que ser abafada pelas convenções."

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

O Louco e o Sonho - Thiago de Rezende

"O louco acordou
Chorou, riu e sonhou
E viu no céu um brilho intenso
Da cor que ele sempre sentiu
No seu intimo vendo o mundo que penso
Sim, mas era noite, noite escura
Mas jura o louco que sabia a verdade
Pois quando perdeu-se na sua vaidade
De ter o mundo falso aos seus pés
O louco então voltou a sonhar
Mesmo acordado começou a pensar
Na vida vadia que um dia ele tinha
De passado passado em panos tardios
Assim o louco lembrou que era louco
E voltou a se perder no mundo que criou
O louco assim de repente voltou
As horas passaram, ninguém o viu
O louco parado no canto partiu
Em mais uma nova e inédita viagem
Sem ter que precisar um dia passagem
Para ir além das fronteiras da vida
O louco simplesmente seguiu sua partida
E foi embora o louco dali
Sem sair do lugar ninguém mais pode ver
O que existia no louco pra se ver
O mundo que ele pintava assim
De cores e dores que cantava pra mim
O louco simplesmente se silenciou
E nunca mais o louco acordou"