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sábado, 4 de maio de 2013

"Mentir prá si mesmo é sempre a pior mentira"

Foges de quê, menino bonito?

As águas não estão correndo por onde deveriam?

Foste tu que disseste que o curso de um rio não se deve alterar. Não era certo. Mas o que é o certo afinal? Tu abrindo as asas verdes por sobre esse céu nebuloso? Esse vento frio que traz as ondas do mar com brumas de cerveja? Tudo o que usas para empinar e planar, se possível correr prá longe, muito longe daquele lugar comum?

Foges como se não tivesse quem te aguardasse. Se aninhas longe da tua árvore prá se concentrar melhor na escapada. Só se concentra em voar. Preferes cair a enfrentar o precipício que cavaste. E do ninho original, onde deveria morar teu conforto, precipita-te e voa. Que é, afinal, que grita esse teu peito em carne crua? Que desestrutura a vida boa que sonhaste?

E o que te mantém retornando ao precipício? A ausência com a qual contara?

Sobe, menino, sonha! Abre teu peito e tuas asas às coisas nobres que só os céus podem te dar. Voa acima das nuvens negras, não as deixe sombrear teus olhos castanhos. Voa por sobre a indefectível lua vermelha, rubra de vinho, sobrevoa as pedras. Observa, menino! Olha o coração sendo levado pelo mar! Podes imaginar ter tudo sob controle, mas haverá o dia em que fugir não será mais o suficiente. Em que sobrevoar o que é bonito se tornará mais que um simples desejo de um dia. Se tornará necessidade de toda uma eternidade.

E a mim, anjo caído?... Só resta juntar os pedaços?

Shalom!


quarta-feira, 10 de abril de 2013

Dizem que sou louco... (A gênese)


Nunca me perguntaram diretamente, mas talvez tenham algumas pessoas curiosas sobre como escolhi a "Balada do Louco" como tema para o blog.

Há também uma relação da música com meu transtorno bipolar. Da forma como o transtorno (e o reconhecimento dele) me fez ver a vida de um novo ângulo. A versão do Ney Matogrosso muito me toca, mas, mais que isso, eu tenho um vínculo emocional com essa música.

Cresci ouvindo essa música da minha mãe, desde que me conheço por gente. Ela, portadora de esquizofrenia, quando tinha crises e "ouvia" vizinhos falando mal dela, ela cantava, a plenos pulmões "Dizem que sou louco...". A música passou anos me causando taquicardia, porque eu sabia que quando minha mãe começava a cantá-la, outras coisas nada agradáveis decorrentes das crises vinham em seguida... Eu tinha pavor de uma simples música, como se fosse a trombeta do apocalipse. A agressão com que a minha mãe cantava também me assustava. O curioso é que ela desafinava de tão forte que cantava, mas sempre teve uma voz linda. Era prá ser um episódio feliz da infância.

Pois bem, cresci, tentando jogar meus fantasmas prá debaixo da cama. Já longe de casa, a música me causava lágrimas. Até um dia que eu simplesmente ouvi Ney Matogrosso cantar. Eu estava passando por uma crise pessoal que obviamente me levou à uma emocional. Meus sentimentos corriam em montanha-russa. E eu, de repente, me senti tão acolhida por aquela canção... Eu podia ouvir a voz da minha mãe entoando-a junto ao Ney, um perfeito contraste. E de repente eu a entendi. E como sempre acontece, a gente passa a deixar de temer o que entende. Minha mãe não era mais uma entidade distante, porque eu agora conseguia sentir um pouco de suas perturbações. Na virada do ano, criei o blog, já com esse nome, mas sem a pretensão de relatar nada. Em março tive o diagnóstico do transtorno bipolar. E comecei a publicar minha "via-crúcis". Como a vida do paciente psiquiátrico não é - e não deve ser - sua doença, eu escrevo sobre outras coisas, obviamente.

Hoje, ouvindo a canção na voz do Ney, ainda me emociono. Olho prá trás, prá todos os medos e sessões de pânico que vivi na vida. Olho prá onde cheguei agora. Prá pessoa que me tornei, que consegue, hoje, detectar sua própria crise e controlá-la em momentos preciosos. A canção hoje ainda me leva às lágrimas, mas dessa vez, de emoção, porque olhando prá trás e prá todos os monstros-do-armário contra os quais lutei, consigo enxergar uma força que só essa canção me proporciona.

Shalom!




terça-feira, 9 de abril de 2013

A arte do falar e do calar


Tenho andado pensativa. Mais observando do que agindo. Sempre observei pessoas pedindo por mais sinceridade, mas que não conseguem ouvir o que não querem. Como lidar?

Quando você está a fim de um cara, você quer dizer prá ele que está a fim, que pensa nele, que lembrou dele... Mas inventa só de falar! Existe toda uma gama de pessoas que dizem "não faça isso, ignore!". Pior que, quando você passa a estar a fim de outra pessoa, a primeira corre atrás. Coincidência?

Aprendi agora a falar da mesma forma. Se eu já não gostava de jogos, imagina agora! Se eu gosto de alguém, vou dizer prá essa pessoa, independente do que eu obtiver como resposta... Porque se alguém tem de gostar da gente, tem de ser do que a gente é, e não do que a gente mostra ou deixa de falar... Isso é apenas uma armadura que não protege ninguém!

As pessoas querem ouvir o que querem ouvir. Não ouse dizer o que você realmente pensa! Essa tem sido a regra que mais tenho acompanhado ao longo da vida. Mas eu, na minha ingenuidade eternamente infantil, continuo falando. Só que agora, aprendi COMO falar. Considero esse o bônus da maturidade.

Mesmo quando o que você tem a dizer pode desagradar, eu recomendo que fale. Mas não fale como um boçal; considere os sentimentos alheios porque sim, eles têm sentimentos! Se você considerar o próximo, certamente suas chances de ser considerado aumentam.

Sim, eu gosto de gente que é o que é, sem disfarces. Gente que diz gostar porque gosta, não porque quer conquistar. Gente que me aceita sem melindres. Gente que olha nos olhos. Gente que não vá usar o que eu disser contra mim. Gente que fala mais de ideias do que de gente.

Parece confuso? Pode ser. Tenho observado tanta coisa, tanta coisa... Tem sido difícil organizar as ideias. Pessoas têm me surpreendido cada vez mais... Mas faz parte do aprendizado. Um dia eu finalmente aprendo - e que esse dia demore, porque quando o aprendizado está completo, é hora de partir desse mundo...

Pretendo retornar a esse tema de melhor forma futuramente. Afinal, as relações humanas são construídas do que é dito e do que não é. E eu só estou aprendendo...

Shalom!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Me pego pensando...

Sim, eu tenho pensado em você.

Tão surpreendente quanto quando tudo começou, também não sei especificar quando tudo desandou... Foi algo que eu disse? Ou algo que deixei de dizer? Algo que fiz ou que deixei de fazer? Bem, que importa agora? A única coisa que fica são as lembranças dos beijos quentes, dos olhares antropofágicos, dos sorrisos, da pele, do cheiro.

Eu poderia prever tudo o que viria depois. As ligações que se seguiram, tão quentes quanto aquela noite. Talvez alguns outros encontros prá beber algo. E eu beberia embevecida cada pequeno detalhe das suas experiências. Cada estrela do universo que vive dentro de você. Mas eu não sei o que aconteceu quando você se foi... E fiquei perdida no meio do caminho como um cão caído do caminhão de mudança.

Penso que poderia ser diferente. Mas em quê? Penso como devo me comportar quando nos encontrarmos - e imagino que isso possa acontecer a qualquer momento. Penso, penso, penso... Penso em você, é isso.

Não sei se você retornará algum dia. Não sei em que esquina da vida nos reencontraremos. Não sei nem o que me espera na próxima esquina!... Mas sei que agora - assumo como que prá mim mesma pois parecia incrédula - tenho pensado em você.

Saudade.

Shalom!

domingo, 31 de março de 2013

Pessach

E mais uma vez, a Páscoa chegou. Espero que venha trazendo o renascimento que sempre promete à minha vida por anos e anos...

A quaresma é sempre uma época difícil prá mim. Mesmo que eu nem me dê conta. Parece um inferno astral, só que mais intenso. Mas, mesmo assim, mantenho a fé porque sei que logo em seguida vem ela, a Páscoa, trazendo alento ao meu coração.

E é só isso que eu espero em minha fé: renascimento. Forças prá renascer quantas vezes forem necessárias! Forças prá sair de estórias que já não me adicionam em nada! Forças prá me refazer após cada decepção! E para voar mesmo quando o vento for desfavorável...

Senhor, livra-me da maldade, dentro e fora de mim. Livra-me dos enganadores, das pessoas falsas, daquelas que vêm buscar saber da minha vida online prá tentar usar o que leu offline contra mim (e ainda acham que eu não sei)... Livrai-me das pessoas de má-fé, das destruidoras de esperanças, das que buscam subir na vida passando por cima dos sonhos e do bom coração dos outros...

E obrigada. Muitíssimo obrigada por me revelar sempre a Sua Verdade. Por sempre fazer com que o que é meu me encontre. Obrigada pela minha consciência tranquila. Obrigada por tirar das minhas costas a culpa por não conseguir salvar aqueles que não querem ser salvos. Obrigada por estar de pé e manter o amor no coração suficiente para estender a mão àqueles que, mesmo assim, retornam me pedindo auxílio. Que eu me mantenha firme para auxiliar sem deixar que me machuquem novamente. Que eu me mantenha firme para não deixar que mentiras me tirem o que é meu. Que eu me mantenha firme na minha sinceridade quase infantil, que tanto já me machucou, mas que tanto já esclareceu também.

Só tenho a agradecer, Senhor, vislumbrando a chuva de bênçãos que estão ali, à frente. Visualizando a proteção que só o Senhor poderia me dar - e me deu. Há uma legião de luz à minha volta e meu coração transborda de amor. Muito obrigada!

E que venham as reviravoltas da vida nos surpreendendo!

Shalom!
FELIZ PÁSCOA!!

terça-feira, 19 de março de 2013

O Velho Karma e o Charmoso Gentleman

"Eu te amo", ele sussurrou com a boca em seus cabelos.
Era ele, seu Velho Karma. Tinha chegado afobado, saiu do carro ainda elétrico mas com sorriso de vitória de quem conseguiu encontrar um lugar que nunca tinha ido antes.
Conversaram rapidamente trocando palavras atropeladas, então ele a abraçou. Ela acomodou o rosto em seu pescoço; ele beijou seus cabelos, falou um monte de coisas, mas ela só lembrava do "eu te amo" -  por afetuosidade ou raiva.
Na mesma pressa, ele entrou no carro e saiu buzinando impacientemente. Ela achou engraçado o jeito dele dirigir, mas não podia se concentrar naquilo agora. Tinha um evento para cobrir.

Estava tão cansada e atarefada que ao chegar ao seu próprio evento mal pôde dar atenção aos convidados. Era tanta coisa prá resolver... Mas havia aquela figura que havia tempos chamava sua atenção. Tantos tempos que ela já nem acreditava que poderia acontecer algo...

Foi botando as coisas em ordem, aos poucos relaxando. Conversando com um ou outro, dançando, bebendo até. Não conseguiu encher a cara como queria, mas bebeu o suficiente para relaxar. Ou para provocar várias idas ao banheiro.

Numa delas, sentiu-se seguida. Ela subia as escadas de volta para o salão e o Charmoso Gentleman estava lá, de pé, parado no topo. Pediu-lhe a mão com seu charme peculiar. Mesmo que ela não sentisse nada, era improvável recusar. Continuou subindo os degraus e o abraçou. Trocaram palavras simpáticas e cada um seguiu seu trajeto em direções divergentes.

Mas tinha a despedida. Ahhh, as despedidas... São sempre situações limítrofes que testam nossa capacidade de decidir se "vai ou racha". Abraçaram-se afetuosamente, ela ainda com um dos docinhos da festa na boca. Indiretas, duplos sentidos, até o momento em que se encararam. Dali foi irresistível, e todos os outros em volta pareciam ter sumido. Um beijo que começou timidamente com um selinho. Mas ela queria mais. E buscou. Envolveram-se então em um beijo intenso, as línguas compartilhavam o sabor e a textura do doce que ela nem tinha conseguido engolir. Mas ele tinha que ir. Ela tinha que ficar. Ficar e processar o que tinha acabado de ocorrer. O que parecia improvável por anos, aconteceu. E tão inesperadamente... Ela agora tinha muitos motivos para não ficar pensando no "eu te amo" do Velho Karma. Ele apenas disse - quem disse que faria algo sobre isso? Talvez fosse a hora de virar a página e escrever uma nova estória, com um novo protagonista...

Depois da noite que ela passou no apartamento do Charmoso Gentleman que conquistou seu beijo na festa, ela caminhava pela noite chuvosa refletindo.
Por que não? Não é?

Shalom!

Hoje só Bethânia consegue me expressar...

"De repente fico rindo à toa sem saber por quê
E vem a vontade de sonhar, de novo te encontrar
Foi tudo tão de repente, eu não consigo esquecer
E confesso tive medo, quase disse não
Mas o seu jeito de me olhar, a fala mansa meio rouca
Foi me deixando quase louca já não podia mais pensar
Eu me dei toda para você

De repente fico rindo à toa sem saber por quê
E vem a vontade de sonhar, de novo te encontrar
Foi tudo tão de repente, eu não consigo esquecer
E confesso tive medo, quase disse não
E meio louca de prazer lembro teu corpo no espelho
E vem o cheiro de amor, eu te sinto tão presente...
Volte logo meu amor"



terça-feira, 12 de março de 2013

"Trancado" - Ana Carolina

Ondas de calor e frio. Pernas mal se consomem - ou se concebem, tanto faz.

De braços dados, rostos tão próximos, um esperava a deixa do outro para se deixarem consumir pelo desejo tão coagido. E contando coisas da vida, ele dá a entender que precisa de uma massagem. Ela se prontifica como se tivesse sido vontade dela. "Too late, girl!", já era o fim da linha.

As pernas dela perdem as forças como da primeira vez... Ele não só passa o braço: puxa-a mais para si e depois acomoda gostosamente sua cabeça no ombro dela. Era o encaixe perfeito.

Como a menininha de 11 anos que foi, se perdeu em seus pensamentos e não soube o que fazer. Conseguiu apenas comandar o braço para que explorasse afetuosamente as costas dele. E assim ficaram por alguns minutos. Que importavam os transeuntes ou os veículos ao redor?

Por um momento ela pensou que ele ia falar o que ela ansiou por tanto tempo. Ou que desse o tão prometido presente.

Os olhos fixos nos do outro. Uma pena, uma angústia! Desconectar o conectado é muito difícil. E as auras agora pareciam uma. Uma aura vermelha e laranja que se misturavam numa mágica inimaginável.

Parecia clichê, mas era duro partir.

Ela se afastou andando de costas. Os braços desenlaçavam-se ao ritmo em que crescia a distância, lentamente.
Ele ainda tentou puxar algum assunto, alguma âncora que os fixasse ali.

Mas era tarde: por hoje. Por sempre. Ela já tinha se machucado demais. "Ela nunca mais lançará os lábios contra os seus, rapaz! Ela só será sua agora quando você buscá-la". Mas não mais até a metade - desta vez até o fim.

“Deveria ter sido finito. Mas havia aquela lua mal intencionada, a música parecia feitiço, os desejos pareciam punhais, a pele vazava lembranças. O vinho e as velas, cúmplices de aroma e luz. As certezas diziam que não. O tempo era de abandonos. Não era a escolha certa...” (Cesar Insensato)


Shalom!

domingo, 10 de março de 2013

O que é o Amor?

Você acredita em D'us?

Eu sempre acreditei. Ninguém em ensinou a acreditar, eu simplesmente O sentia. E com o tempo, fui ouvindo dizer que D'us é Amor. Dizem que está lá, na bíblia. Na verdade, eu mesma vi na época em que fiz catecismo (quem diria eu, umbandista ferrenha, já me embrenhei nos catolicismos da vida).

D'us é Amor e está em tudo. Assim me ensinaram, mas assim acredito também. Tive, em 2011, aquele sonho em que eu via D'us, pude sentir uma onda de Amor se espalhando por toda a Terra. E não era só Amor por mim. Era por toda e qualquer criatura, toda e qualquer geografia. Amor por uma pedra, consegue imaginar? Pois eu não conseguia imaginar, até o dia em que VI. E não era simplesmente amor, era Amor com A maiúsculo, um amor intenso e cheio de paz.

Andei com as energias em baixa. Confesso que ainda não estou "curada", mas estou muito melhor. O remédio? Amor. Enxerguei a D'us em cada pequena coisa, em cada palavra amiga de gente que eu amo, em cada olhar, em cada elogio, em cada abraço. Nos soninhos com minhas crias. Na amiga louca que me pagou um táxi só prá me ouvir. Nas mãos espalmada na janela. Nas ligações divertidas, daquelas em que você pode sentir a pessoa sorrindo do outro lado. Em quem provoca risos na minha filha. Houve, essa semana, até Amor em saber que eu provocava Amor também. D'us Estava ali, comigo, enquanto eu me escondia debaixo da marquise prá não pegar chuva. D'us estava na respiração, na transpiração, na piração. No suspiro dentro do ônibus, na agonia de fora dele. D'us Estava ali, na agitação ao chegar em casa, na repetição de um vocabulário particular. D'us Esteve aqui, o tempo todo, do meu lado, e eu finalmente pude enxergar essa semana.

Hoje eu só tenho a agradecer. Porque senti Amor em cada pequeno momento, de dentro prá fora, de fora prá dentro. Se estou curada?? Não sei, ainda não sei... Mas mudei minha perspectiva. Minha fé está mais forte. Minha fé na vida, minha fé no Amor - sim, ele existe!!

E assim, la nave va...

Shalom!


sexta-feira, 1 de março de 2013

Decepciona-me! (Silver Lining)

Sê, tu, a fonte de toda minha angústia. Tira essa felicidade do meu peito.

Pois todas as vezes em que me convenço de que sua presença deterioriza minha vida, vens tu e descontrói toda a monstruosidade que criei sobre ti em mim.

É quando mais preciso que posso contar com teu ombro amigo, tua resistência em cair nas minhas autossabotagens. Tua forma de ser mais forte que meus problemas. Tua confiança em me contar os teus.

Decepciona-me! Não posso mais com essa tua perfeição!

Esse teu jeito de te encaixar tão perfeitamente na minha vida. Esse teu peito onde repouso tão perfeitamente minha cabeça. Essa compreensão um do outro, no olhar, nos gestos, no levantar da vida.

Tiras tu, de mim, meu melhor e meu pior. E pela primeira vez não me envergonho. Aceitas-me do lado avesso e do direito. Minha completude e complexidade não te assustam, mesmo quando me esforço em te assustar. Pelo contrário: aceitas-me porque te vês em mim. Me aceito no reflexo do teu olhar e te espelho no reflexo do meu.

Decepciona-me! Não posso mais contigo. Não posso mais com a nossa compreensão mútua nas nossas insanidades. Não posso mais que desfaças em mim a ideia de que tu serias mais um a apontar-me o dedo. Não posso mais com o fato de que não consigo mais viver sem ti. Decepciona-me de vez, e assim poderei finalmente livrar-me do peito até aqui de mágoas. Seja a gota d'água.

Decepciona-me. E tira do meu sorriso essa razão que é teu amor.

Shalom!




"Diga que sou louca
Em um mundo onde ninguém, ninguém entende
É bom finalmente encontrar alguém, alguém que possa
Você me conhece melhor do que eu conheço a mim mesma
Não me importo com o que eles dizem
Não me importo com o que este mundo acha
Nós temos um ao outro

E isso é tudo o que precisamos

E você me mostra
Não preciso de mais nada
Diga que sou louca
Diga que sou uma tola
Diga que sou louca, talvez seja verdade
Mas sou louca por você, sou louca
Sou louca por você, sou louca
Não posso evitar, não posso evitar
Não posso fazer nada
Sou louca, louca por você
E amo porque sei que você também é louco por mim
Quando perco minha cabeça, quando sou um desastre total
Paro enquanto você ainda fica achando que sou a melhor
E continuo amando você mesmo quando você está um farrapo
Diga que sou louca
Diga que sou uma tola
Diga que sou louca, baby, é verdade
Mas sou louca por você 
Sou louca por você 
Você é o meu lado bom
Você faz a luz surgir
Sou louca, louca por você
E amo porque sei que você também é louco por mim
E quando o mundo tenta nos destruir
Eles nunca o farão
Eles nunca vão nos separar
Eles estão dizendo que isso é loucura e é difícil
Diga que sou louca
Louca por você
Sou louca por você
Não posso evitar, não posso evitar
Não posso fazer nada
Sou louca, louca por você
E amo porque sei
Mas sou louca por você
Sou louca, louca por você
Você é meu lado bom
Você faz a luz surgir
Sou louca, louca por você
E amo porque sei que você também é louco por mim"