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domingo, 27 de março de 2016

Spot

Nem lembro quanto tempo faz que te pedi que te afastasses - mas a lembrança desse dia, em que quase choramos juntos, ainda é muito viva dentro de mim, ainda que eu tenha me recuperado plenamente. Afinal, era difícil imaginarmo-nos sem as ligações diárias, as confissões e aconselhamentos, a diversão nos momentos de Velha Infância. Mas pra mim também era difícil te ver e não te querer, ou enxergar a agonia enquanto esfregavas nervosamente a cabeça, em crise. Se perguntasses tu, de novo, se era assim que eu seria feliz, hoje eu diria a verdade que menti pensando no melhor pra nós dois: não, não seria e não fui por um bom tempo. Mas podes dizer que sobrevivi e te ver bem também me ajudou a me recuperar.

Depois disso, o destino pareceu também me obedecer e nos encontramos em raras vezes numa infinidade de desencontros. E eu aceito tudo o que vier do Universo, só não consigo evitar de adoecer sem ter a ti pra andar do meu lado. Psicossomática, alguns diriam. Eu particularmente acho que foi algum pedaço de mim que deixei em ti e está fazendo falta. Será que também sentes a falta do pedaço teu que deixaste em mim?

Querido amigo, que hoje segue apenas como lembrança: ainda poderia eu contar com teu afeto e presença? Com as risadas e o entusiasmo que sempre me provocaste? Mais: me permitiria tu reencontrar teu equilíbrio?

Fica a mensagem covarde da tua escudeira que não sabe voltar atrás.

"Porque ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais..."

Minha alma (ainda) ama a sua.

Shalom!
Namastê!

quinta-feira, 24 de março de 2016

Somewhere only we know

Era cansaço - meus olhos quase se fechavam antes mesmo que eu tivesse chegado à cama.

Já recostada na cama, o celular, ali ao lado, dá sinal de que havia chegado uma mensagem de texto. Tentando alcançar o aparelho, em muxoxo e com braços cambaleantes, finalmente li o recado enviado.

Não havia assinatura, mas eu bem sabia de quem era. Nada muito "relevante"; apenas algumas palavras que me deixaram feliz: "Eu sabia que voltaríamos a trabalhar juntos. Estou muito feliz. Está marcado para entre 10 e 11 horas.".

Satisfeita, na penumbra da sala, descansei finalmente minha cabeça sobre o travesseiro, e meus olhos, aos poucos se fechavam levemente...

Da "outra dimensão", vim direto para esta. Meus olhos imediatamente acordaram observando o sol suave que entrava pela janela neste feriado nublado.

Olhei para o relógio. Eram 7:30 da manhã. Por que eu acordava tão cedo??? Talvez a questão nem fosse realmente essa, mas sim o porquê daquela sensação de plenitude pelo sonho que eu acabara de ter. Quem era você? Que novo projeto seria esse? Será que aquele pessoal que me "sequestrou" meses atrás, me liberou finalmente??

Quem vai saber? - sei que eu saberei, um dia, num dia e momento certo, numa catarse repentina. Até lá, adiantará ficar me questionando?

Guardo então apenas a alegria do novo encontro, do novo projeto, do novo entusiasmo e a felicidade genuína que isso tudo me trouxe, mesmo depois de desperta.

Porque nada é por acaso.

Namastê!


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