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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Seria triste

Seria muito triste. Muito triste mesmo se se perdessem...

As aventuras que a gente enfrenta. As piadas que a gente debate. Os desenhos que você me faz. As covinhas enfeitando o sorriso.

Os apelidos frutíferos. Seus ataques de ciúmes. As grandes ideia que temos. Os passos no salão. Os dedos entrelaçados.

Muito triste se se perdessem os palpites nas roupas. As desculpas mal-feitas. Os olhos brilhando. Os retornos de ligação.

O apoio nos momentos difíceis. O brincar de brigar. Os pesos carregados, as estradas compartilhadas.

Se se perdesse a expectativa da espera. Os minutos sorrindo. A paz de espírito que nos abraça.

Seria triste se eu perdesse minha inspiração prá escrever. Que triste se você perdesse o motivo que te faz prosseguir.

Que triste se perdêssemos um ao outro na longa jornada da vida: dois corpos que parecem se encaixar, duas mentes que se fazem rir...

Por isso eu não tenho coragem. Você tem?

Shalom!



quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O vôo da Fênix (ou do Sabiá)

Salve-se quem puder! Há algo novo querendo nascer!

Sinto um pulsar dentro de mim, uma certa confusão. Sei que espero algo acontecer, mas não sei o que nem como será. É como parir a mim mesma. É como me preparar para sair do casulo sem saber como irei voar.

Vou catando pedaços de mim pelo caminho na intenção de conseguir montar uma imagem. Tento entender como venho me construindo até aqui pra me desconstruir. E então, me construir novamente. Busco resgatar as flores do meu jardim que deixei por aí. Houve quem as conservasse, houve quem as deixou morrer. Determino agora quem merece ter acesso ao meu novo jardim.

Há quem passeie por aqui buscando observar minha queda ou redenção. Aos que buscam a queda, tenho péssimas notícias: SIM, ESTOU RENASCENDO!! E cada vez maior e melhor! Estou mais dona de mim, mais amante de mim, mais crente na Vida! Porque a Vida tem me enviado todos os dias sinais de que o Universo me ama. Não há como não amar ao Universo cada vez mais...

Porque seus Anjos têm vindo todos os dias me visitar. Porque o Amor Universal não tem que ter porquê.

To seguindo meu caminho e deixando o Universo fazer seu trabalho. Porque, como diz a Kabbalah: "Quando você lembra, o Universo esquece. Quando você esquece, o Universo lembra".

E sou grata por ele estar sempre lembrando de mim...

Shalom!



sábado, 12 de janeiro de 2013

A recaída

De vez em quando - só de vez em quando - eu acordo querendo ser normal. Queria ser como as outras pessoas que ficam tristes quando algo as aborrece e felizes quando algo as alegra. Queria poder me preocupar com o que tenho que me preocupar e poder ignorar o que deveria ser ignorado. Assim, exatamente como as pessoas normais fazem. Rir e chorar com um porquê. Porque essa vida de bipolar cansa, e cansa muito!

Não consegui ir ao posto pegar meus remédios no fim de ano, e eu tava me sentindo bem... Mas assim que deu, fui lá retomar o tratamento. Obviamente eu não poderia passar por isso sem sofrer as consequências, né? Pois é.

As pessoas mais próximas já haviam notado que eu ando meio distante, e eu mesma não tenho me reconhecido nos ambientes que sempre frequentei. Perdi meu mojo, minha energia, meu Ki. E eu simplesmente não consigo encontrar nada que possa me devolvê-lo... Algo que me alegre e ao menos amenize esse rombo no meio do peito, essa falta de propósito. Veja bem: não é que não haja nada que me alegre, pelo contrário, tenho muito com o que me alegrar. Essas coisas simplesmente não conseguem afetar meu coração como afetaria as pessoas normais. E é aí que eu retorno à minha simples vontade de ser normal...

Essa coisa de rir quando tem que chorar e chorar quando tem que rir é muito difícil prá nós, bipolares. É cansativo. É chato. É desgastante. Não há nada de cool nisso como as pessoas pensam. Essa pessoas normais. Nada é raso, é tudo muito profundo - inclusive a dor, mesmo que ela não tenha razão de ser. Mesmo que essa dor tenha brotado do nada, ou da química do nosso cérebro, como dizem os médicos. O cérebro enlouquece e quem padece é o coração. Quase sangra. É quase palpável. Mas não é real. Como explicar a algum "normal" que no peito rasga uma dor que não tem razão de ser? E é aí que eu fico na minha, me recolho à minha insignificância - que não existe quando estou eufórica.

Agora eu sinto muita raiva. Raiva de mim mesma e dessa doença estúpida. Eu só queria viver, sentir como todo mundo, passar pelas experiências que todo mundo passa. Mas não: o caminho mais difícil está prá mim. Fazer o quê, né?... Manter a fé, essa chama que fica por um fio quando estou assim.

Fazer o quê?...

Shalom!

sábado, 5 de janeiro de 2013

Podando o meu jardim

Novo ano começa, os dias passam, o ano passado começa a descolorir em preto e branco. Faço uma leitura boba, mas que me diz as coisas que preciso ouvir. Me fizeram repensar muita coisa.

Por que, afinal, eu comecei o ano como eu quis, e no segundo semestre eu simplesmente me deixei apagar? Aquela mulher segura entrou em coma? Pus a vida nas mãos de outrem, comecei a morrer aí. E, de tantas vezes que eu já fiz isso e me dei mal, eu achei que deveria ter aprendido algo.

Às vezes a vida nos leva por caminhos que não esperamos, e nesses caminhos acabo me esquecendo de mim. Esse "sempre me doar" sempre ressurge em algum ponto e eu fico perdida, me perco dos meus objetivos iniciais. Quando tudo tá dando errado, aí que fico perdida mesmo, e tomo atitudes que chamo de "meter os pés pelas mãos". Dou aos outros um poder que nem sempre sabem o que fazer com ele. To sempre fazendo isso - será que um dia eu aprendo mesmo?

Mas ainda bem que há os ciclos! E que eles se fecham dando lugar a um novo tempo. Só espero seguir firme na minha intenção de ser minha, e só minha. Quem quiser seguir junto será bem vindo, mas que não me liderem! Aliás, podem até tentar, mas que eu seja firme o suficiente prá não deixar que isso aconteça. Tá na hora de fazer o que é melhor pro meu coração, e não deixá-lo mais se submeter ao orgulho dos outros. Porque, enquanto eu fui assim, foi quando me senti mais amada. Quando tomei as rédeas de mim, foi quando tive mais atenção - e não quando eu quase a mendiguei.

Aprendeu agora, cabeça-dura?? Vamos agora iniciar uma nova fase com a auto-estima renovada. Novamente focada em mim. E, que, em cada pequeno ciclo (mensal, semanal, que seja!), eu possa renovar os votos de amor comigo mesma!

Acho que meus guias devem estar satisfeitos. Finalmente entendi o que eles tanto quiseram me dizer... Pai Joaquim da Cachoeira, outro espírito amigo, parece sorrir prá mim. Passou os últimos 2 anos me dizendo prá olhar prá mim mesma, pacientemente me explicando que é a minha própria falta de segurança que leva meus esforços pelo ralo... Olhar pro espelho e se enxergar de verdade... Finalmente! Será que eu consegui?

Haverá de ser a tentativa um exercício diário.

Shalom!

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