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domingo, 31 de agosto de 2008

Ando tão à flor da pele...

Andei acelerada... Acelerada demais, falava demais, comprava demais... Daí sempre vinha a "rebordosa", como sempre. E os altos e baixos continuam, e cada vez piores... Até aumentei a dose do estabilizador de humor (sem autorização médica - NUNCA FAÇAM ISSO) e hj acabou o calmante. No desespero, encontrei alento num café com Domecq. Depois de meses já acostumada com a idéia de não beber por causa dos remédios, comecei com um vinhozinho aqui (tentação das tentações!), e daí fui caindo, caindo, até cair no Domecq no café. Deus abençoe minhas noites de sono...

"Eles" estão por aí, por todos os lugares, e às vzs é difícil não ouví-los. Sombras q esgueiram-se pelas paredes, sussurrando o incompreensível, mas q me perturbam os pensamentos do mesmo jeito. Fica tudo embaralhado, não consigo pensar ordenadamente, e qndo vejo, já cometi as sandices de uma mente acelerada. E aí vem a deprê de novo.

E assim ando por aí. Às vzs sorrindo um sorriso choroso, ou chorando um choro alegre - a alegria e a tristeza me dominam qndo deveria acontecer exatamente o contrário. Quem sou eu senão o corpo, a mente e o coração?? Mas sinceramente, acho q nas últimas semanas eles brigaram, pq um não anda se entendendo com o outro...

Qndo eu digo ocasionalmente q sou bipolar, as pessoas geralmente ficam curiosas, mas sinceramente, nem eu mesma sabia explicar ou mesmo entender o q é ser bipolar. E li numa dessas comunidades do Orkut (q não são poucas) uma explicação simples mas mto real: é normal as pessoas ficarem felizes ou tristes - em diversas intensidades - conforme as situações q ocorrem com elas. Pro bipolar, tudo fica sem controle: vc fica triste qndo devia estar alegre, fica alegre qndo devia estar triste... E ultimamente meu destempero anda cada vez pior.

Estou só esperando o resultado dos meus exames prá voltar na psiquiatra. A terapia já tá perdendo a graça prá mim. Não aguento mais ficar falando de mim, principalmente pq eu mesma não entendo nada desse ser q sou. É bom só prá chorar, chorar, chorar, lavar a alma, mas isso eu poderia fazer num cinema, com um filme bem água-com-açúcar. Bem... Pensando bem, contando preço de entrada, pipoca além dos lencinhos, as sessões com a psicóloga saem bem mais em conta...

Tá vendo? Eu mesma não me contenho num simples post... Pura montanha-russa...
Boa semana a todos!
Ia'Orana!

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

A verdade está aqui dentro

Ingenuidade minha ter sido sempre sincera. Ingenuidade minha esperar a mesma sinceridade das outras pessoas. Estão todas o tempo todo interpretando. A diferença é q umas interpretam mais q outras. E as q mais interpretam são as q mais apedrejam a sinceridade ingênua do outro.

Me sinto vivendo num castelo de mentiras, onde tudo é de faz de conta, onde tudo pode ruir a qualquer momento. Suas paredes de areia não me fazem me sentir protegida. "Só a Verdade vos libertará" é o q diz a Bíblia, e por mais piegas q pareça, é o q já veio embutido no meu coração qndo eu nasci. Ascessório de fábrica, entende? Não há decepção nem mágoa no mundo q consiga tirar isso do meu peito. E é por isso q dói tanto assistir pessoas q vc ama amando de forma tão hipócrita. Pq - me corrijam se estou errada - no amor não cabe hipocrisia. Será q sou tão ingênua assim?? Pq será q ainda acredito no ser-humano, principalmente qndo ele deveria ser seu companheiro e vice-versa, e saber q ele não confia em mim (o q me faz deixar de confiar nele).

Será q virei um monstro, uma bomba-relógio preste a explodir simplesmente por receber a verdade??? E fica sempre tudo assim, no ar (isso qndo não caem informações no meu colo), tudo sempre bem, mas quem disse q está bem? Qndo me dou conta as paredes de areia estão ruindo e meu coração fica em pedaços. Dá prá evitar isso antecipando as coisas? Ou eu estou atropelando tudo? Ou será q o real caminho da vida é esse mesmo, eu fingir q nada sei, todos fingirem q nada sentem, e assim, nesse poço vazio de falsidade, seguirmos todos juntos, uma sociedade inteira, caminhando em seus ciclos de vida como sempre foi?

E ainda dizem q estamos em tempos modernos...

Continuamos com as mesmas tolices de sempre, os mesmos preconceitos, o mesmo sexismo, o mesmo bando de MERDAS q carregamos geração após geração.

Ah, sei lá... Tô cansada. Pq evitar a dor se ela tem q ser vivida (visto q estamos vivos - os mortos não sentem dor, certo?)?

Ah, Ingenuidade... Pq não me deixas só prá q eu possa ser cruelmente hipócrita como todos os outros...?

Ia'Orana!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

ATENÇÃO À ESTA NOVA DOENÇA: NORMOSE

(Fonte desconhecida)

"Lendo uma entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, considerado o fundador da ioga no Brasil, ouvi uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal.
Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar.
O sujeito 'normal' é magro, alegre, belo, sociável e bem-sucedido. Quem não se 'normaliza' acaba adoecendo.
A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.
A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?

Eles não existem.

Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado.
Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha 'presença' através de modelos de comportamento amplamente divulgados.
Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos.
Melhor se preocupar em ser você mesmo.
A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa.

Você precisa de quantos pares de sapato?
Comparecer em quantas festas por mês?
Pesar quantos quilos até o verão chegar?

Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta.
Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu 'normal' e jogaram fora a fórmula,não patentearam, não passaram adiante.

O normal de cada um tem que ser original.
Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros.
É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.

Eu não sou filiada, seguidora, fiel, ou discípula de nenhuma religião ou crença, mas simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera.

Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos
homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes."


E eu concordo!
Ia'Orana!

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Antes que seja tarde (Patu Fu)

"olha, não sou daqui
me diga onde estou
não há tempo não há nada
que me faça ser quem sou
mas sem parar pra pensar
sigo estradas,sigo pistas pra me achar

nunca sei o que se passa
com as manias do lugar
porque sempre parto antes que comece a gostar
de ser igual, qualquer um
me sentir mais uma peça no final
cometendo um erro bobo, decimal

na verdade continuo sob a mesma condição
distraindo a verdade, enganando o coração

pelas minhas trilhas você perde a direção
não há placa nem pessoas informando aonde vão
penso outra vez estou sem meus amigos
e retomo a porta aberta dos perigos

na verdade continuo sob a mesma condição
distraindo a verdade, enganando o coração

na verdade continuo sob a mesma condição"

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Como se sentir uma celebridade

Primeiro vc descolore todo o cabelo e pinta-o de roxo. Logo vc receberá olhares dos mais diversos pelas ruas, mas coisa q qualquer um pode sobreviver. Daí, qndo vc cansar do seu look, com a raiz já dando o ar de sua graça, pegue apenas algumas mechas, faça um soap-cap apenas para tirar o roxo, e tinja-as de pink. Saia de casa de óculos tipo Ray-Ban e bang!, vc terá todos os mais diversos olhares nas ruas, ouvirá as pessoas cochichando assim q passam por vc, as pessoas se aproximam de vc prá perguntar como vc fez aquilo, quase como quem pede autógrafos!!! É impressionante!!

Claro, esse processo não é mto recomendado para pessoas com mania de perseguição e anti-sociais, mas para os q sonham em participar de um BBB ou coisa assim, parece bem divertido! :D

Bem, mas tentando falar sério agora, não sei como consigo falar as coisas q fervilham o pensamento de uma bipolar em 30 minutos de terapia. Principalmente nessa semana, em q vivi os mais intensos sentimentos: tristeza, culpa, raiva, a felicidade de reencontrar velhos amigos e parentes e pôr em dia coisas q vc queria pôr prá fora há mtos anos, ou mesmo se sentir confortável em dividir lembranças q fazem parte de vc e das quais vc tbm faz parte! É... Pq cansa achar interessante as lembranças de outras pessoas, lembranças essas das quais vc não faz parte.

Eu só quero uma coisa hj: reencontrar aquela q eu era no ano passado, mais segura, mais auto-suficiente emocionalmente, sabe? Derrepente parece q desde q o ano entrou, voltei a ser dependente e isso é horrível. Quero sair desse labirinto. E eu sei q eu posso, pois já estive fora dele antes... Só me resta lembrar do caminho.

Ótima semana!
Ia'Orana!

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

O ser "normal" e o ser "comum"

Voltando da terapia semanal, exausta e frustrada por ter sido furtada em meus poucos trocados prá voltar prá casa, me deparo com um casal q vinha do outro lado da rua, em direção contrária. Era um casal de cegos de braços dados, cada um com sua bengala, o homem ainda carregava um carrinho com uma espécie de barril. Fiquei pensando na vida deles, como conseguem viver e até mesmo transitar tranquilamente pela Madureira-formigueiro. Me imaginei sem minha visão e vi q eu não era nada. Não sou nada sem minha visão, sem minhas pernas q gritavam de dor, sem os projetos q temo darem certo, sem meus amigos do meu universo paralelo, sem meus medicamentos, sem a tv a cabo, sem internet, sem uma penca de roupas q pendem em meu guarda-roupa na esperança de serem usadas... Enfim, não vivo sem uma penca de coisas q podem ser totalmente extirpadas da minha vida.

O desapego é uma coisa mto difícil. Principalmente o desapego moral. O orgulho mtas vzs empaca nossa vida. A humildade de se reconhecer, "baixar a crista" e pedir desculpas é mto difícil. Mas aprendi nessa semana o qnto é gratificante e o qnto pôde fazer de melhor na minha vida.

Estou mto feliz de ainda ter todos aqueles "supérfluos" dos quais não vivo, mas estou decidida a me desfazer de boa parte. Afinal, fica difícil seguir a caminhada qndo a bagagem está mto pesada...

Me sinto hoje, mais leve... Deixei a bagagem aberta e as coisas foram sendo deixadas pelo caminho. Estou leve, me sinto livre de ser o MEU normal.

Pq não existe "normal", e sim "comum". Assim como ser "incomum" já é comum prá mim...

Ia'Orana!

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