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domingo, 30 de janeiro de 2011

Mais um capítulo...

Pois é, mta coisa mudou, mta coisa ainda é a mesma... Mas definitivamente, o conjunto da obra virou de cabeça prá baixo!

Sim, finalmente me separei. E agora sem retorno. Estava vendo a hora de nos matarmos qualquer hora dessas... Ele nunca me entendeu, eu nunca o entendi, melhor assim. O chato é q por enquanto todos os meus planos de estudo foram por água abaixo, já q tenho q bancar as coisas aqui. To correndo atrás de formas de ganhar dinheiro sem ter q deixar as crianças com alguém, até pq a caçula exige cuidados. Enfim...

Semana passada fomos a uma nova doutora - uma psiquiatra infantil - com ela. Aliás, com a família toda! Finalmente o pai resolveu se envolver com o problema da filha... Mas ambos ficamos P da vida pq a dra. mal olhou prá cara da minha filha. Diante de tudo q contei, não pediu prá ver exames nem nada, só substituiu o Depakote por Trileptal, e pelo q li na bula, numa dose ínfima! Apesar de discordar, estou dando a medicação pq quero evitar uma nova crise igual ao q ela teve há 2 semanas - uma crise braba, provavelmente desencadeada pela separação minha e do pai. Mas já estamos buscando outro profissional.

Pois é, 2 semanas atrás, à noite, a caçula teve 2 crises, 2 dias seguidos. E o pior de tudo foi enxergar meu reflexo nos olhos dela. Primeiro, a costumaz agressividade, ataque de ira, impulso de quebrar tudo e agredir a todos física e verbalmente (parece difícil pensar nisso prá uma garotinha de 5 anos, mas sim, eu assisti tudo de camarote). Logo depois ela caiu num pranto "sem-mais-nem-menos", eu perguntava o q ela tinha, ela não sabia dizer, só sabia dizer q não conseguia parar. No primeiro dia a abracei até q o choro passasse. No segundo fiquei com medo e busquei uma emergência psiquiátrica infantil. Daí, sabe o q descobri??? Q não existem emergências psiquiátricas infantis no Rio de Janeiro!!!! Um absurdo!! Tentei então levá-la na emergência q eu costumo ir qndo estou com problemas, mas apesar de ter sido bem recebida entre as enfermeiras, o médico de plantão simplesmente deu as costas... Tudo bem, ele não é especialista em crianças, mas me deu ÓDIO!!! Sorte daquele médico é q eu ando bem estabilizada, graças a Deus... Até qndo não sei pq tá faltando lítio no meu posto mas, enfim... Isso é assunto prá outro tópico.

Minha preocupação é não saber lidar com o TB infantil. O meu só começou na adolescência, não tenho mta experiência nesse quesito... É estranho ver minha filha agindo como se estivesse possuída, ou sei lá... Mas olhando de fora, não deve ser mto diferente do q eu tenho. A questão é: se demorou tanto prá eu aprender a lidar com o MEU transtorno bipolar, qnto tempo vou levar prá lidar com o transtorno bipolar da minha filha???

Oh, dúvida cruel...

E assim vamos, "caminhando e cantando e seguindo a canção"...
Até a próxima!
Ia'Orana!

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