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quarta-feira, 30 de abril de 2008

Terapia comigo e "sem-migo"

Como a subserviência me irrita!! Ainda q seja da minha própria mãe em relação à mim mesma.

Será q estou prestes a entrar em crise denovo? Não sei, às vzs tudo parece rodar à minha volta... Uma roleta tipo programa Silvio Santos: "olha lá, vai parar na euforia!!!", ou "oh, q pena, parou na depressão, mas vc ainda pode ter outra chance...". Hj, via messenger, mandei um amigo de infância se danar (mas, aqui entre nós, ele bem q mereceu - alias, tava merecendo já há mais de 10 anos...). Minha vontade era fazer o mesmo pela minha mãe à tarde - mas não foi por mal. Ela simplesmente esqueceu de q o trabalho dela já acabou!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Ela é uma mulher de coração enorme (e pela manhã eu estava ensaiando mentalmente um poema prá fazer a ela pelo dia das mães), mas não consegue enxergar a mim e ao meu irmão como indivíduos adultos. E como eu ODEIO isso!!!!!!!!!!!! Pq ela não dá a volta por cima e decide viver a própria vida?? Resolvi ligar a ela prá dizer isso com a melhor das intenções, mas vcs sabem q disso o inferno está cheio - já viu no q deu.

Talvez todo meu ódio se refira ao meu próprio espelho. Olho prá ela e possivelmente me vejo. Apesar de todos os meus "pseudo-esforços" em ir na contra-mão, me tornei um repeteco da sua vida. Sou a dona-de-casa q ela sempre vomitou na minha cara q eu me tornaria (contrariando meus desejos e planos). E não consigo sair disso. E agora ainda têm os problemas mentais. A dificuldade de lidar ao mesmo tempo com medicação pesada e a vida de filhos seus... E eu simplesmente não quero me ver paparicando minhas filhas já adultas, não quero q isso se repita comigo!! Quero respeitar e ser respeitada por elas, mas não quero subserviência, nem de lá, nem de cá. Talvez isso explique tudo...

Hj na terapia, cheguei a duas conclusões q talvez se entrelassem. Primeiro q eu não aprendi - através de exemplos - como expressar afeto. Então tudo q eu fiz e parei pela metade na vida só foi feito enquanto eu era a melhor da turma, e depois abandonado, pq eu queria mostrar a alguém (certamente meus pais) q eu era capaz. A outra conclusão foi q, por causa dessa dificuldade de lidar com o afeto (q, graças a Deus, não afeta minha relação com minhas filhas), estou tendo problemas com meu marido. Meus sentimentos de amor e ódio oscilando por ele estão acabando comigo, e eu não sei o q fazer com tanta intensidade. E eu me sinto perdida.

Vou tentar tomar um rivotril e dormir, enquanto Mr. G. não chega...

Ia Orana!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

A chama q me chama

Está ela em todos os lugares, como se nunca tivesse estado presente na minha vida. Me persegue como quem quer dizer alguma coisa, mas não sabe bem como dizer. O q quer de mim, Música, se conheces minha alma como ninguém mais (nem mesmo eu)? Sabes q dou minha vida a ti, é só pedires - q missão tens para mim?...

Há algo tão entranhado em meu coração q não consigo trazer pra fora. Mas dessas vez não são mais minhas frustrações abafadas, mágoas, rancores retidos. São apenas.. Música! Como msgs q a gente recebe e tem q repassar ao seu destino com certa eficiência. Pensei em voltar a compor, mas não sei, tem mto tempo q não o faço; talvez nem eu o lembre como fazê-lo, rsrsss... Gosto mesmo é de cantar o q vem na alma de alguém, ainda q esta alma não seja a minha. Essa paixão vem acima da minha capacidade de (re)compor minha vida - musicalmente falando.

Tenho visitado mta gente bacana, inclusive compartilhado uns pianos legais - pelo menos enquanto durmo. Teve o sonho com a Elis no dia do aniversário dela (esse dia foi inesquecível) e anteontem sonhei com varias mães (encarnadas e desencarnadas), lideradas por Cássia Eller e Elza Soares, cantando uma canção tão linda, mas tão linda, q eu não conseguia acompanhá-las de tanto chorar. Chorava aos cântaros, e as lágrimas pareciam não ter fim e nem destino, eu simplesmente sentia minha garganta assim, embargando, e a música assim seguia. Era uma canção de melodia impressionantemente linda q falava sobre a missão de ser mãe e fazia analogia entre a vida da mãe moderna com a vida de Maria à época de Jesus, tudo o q sofreu, etc. Acordei tão impressionada com a canção, q corri pro computador buscar a letra da música com alguns trechos q me lembrava, ainda zonza de sono, como "ser mãe é se calçar de luz", entre outros versos q não me vêm agora. Aí sim, me dei conta q Cássia Eller (nem ninguém) nunca compora neste mundo uma canção como aquela. Seria missão minha então trazê-la para o conhecimento dos terráqueos em si? Acho q não, pq não consigo lembrar mais da música, infelizmente (apesar de meus olhos se encherem d'água só de pensar nela). Mas pensei mto em tentar reescrevê-la. Qual seria a autoria? Dannie MacBack e o Mundo Espiritual, o q acham?? hahahaha... Só sei q tenho tido cada vez mais encontros mais intensos, musicalmente falando, enquanto durmo. Com q objetivo? Ainda não sei...

Queria saber do q a música precisa de mim... Já q dela eu preciso prá ainda ser um ser-humano vivo...

Ia'Orana!

sábado, 19 de abril de 2008

O choro e o riso

O choro é inerente ao ser-humano. O choro de alegria, tristeza, de dor, de emoção... O choro pelas coisas indescritíveis e pelas coisas inexplicáveis. Pois bem, o q é o choro?

O q sou eu, o q é vc, o q é a realidade? É real o q vivemos? É real o q vc vê ou o q eu vejo? É real essa luta q travo comigo mesma (ou com os medicamentos), ou sou eu q prefiro assim?

Às vzs acho q estou tão bem (mas tão sonolenta) q talvez tenha sido tudo criação da minha cabeça, q não tenho transtorno nenhum, q não há nem nunca houve "monstros no armário", e q esses remédios são inúteis e só servem prá me tornar imprestável. Pq tive q tomá-los pela manhã, e simplesmente não consegui administrar (como costumo fazer com desenvoltura) uma turma de uns 20 alunos de 8, 9 anos por estar dopada demais. As coisas saíram do controle e eu odeio isso. Parti logo prá casa prá pegar minha mala e subir a serra, me juntar aos meus (e esperar por mais do meu prazer em observar meus fracassos).

Me despedi das outras evangelizadoras da equipe e fui me dirigindo à saída. De cara, uma aluna nova trouxe, discretamente, uma singela florzinha branca (q de certo apanhou no jardim do CE). Isso me fez sair sorrindo, e talvez por isso, outras crianças me acompanharam até o portão. Eram umas 4 ou 5 q pararam a brincadeira prá se despedir, me abraçar, e até ameaçar vir embora prá casa comigo, rs... Fiz piada, todos riram, e diante da minha ordem simpática, todos voltaram-se prá dentro novamente. Fechei o portão e olhei de novo prá florzinha branca na minha mão. Me fez pensar: o q é o choro? O q é o riso? Podia continuar rindo da alegria q as crianças deixaram em mim. Ou chorar de emoção. Eu podia tentar novamente colocar meu piercing novo e rir da dor de conseguir o visual q queria, ou chorar com o fracasso sem dor.

Eu poderia não estar escrevendo agora... Mas estou.
Como há tempos eu não fazia, enquanto medicada (erroneamente).

Emoções são emoções - o problema é qndo elas conseguem te machucar e machucar demais outras pessoas.

Acho q finalmente achei a diferença entre o "normal" e o "bipolar".
E, não: não vou parar de me medicar. Afinal, todo o sono e azia vão passar... E só o melhor de mim vai ficar... Tenho certeza.

Ia'Orana!

sexta-feira, 18 de abril de 2008

E, hj eu tô deprê...

(em total contrapartida com o post de ontem - mas péra lá!! Eu sou bipolar, né? Me deixa...)

Hj foram todos serra acima prá prestigiar o casamento do meu cunhado. Não fui hj pq tenho meus compromissos no centro espírita (e amanhã é dia de reencontro com minha turminha da evangelização - por menor q seja o valor q o resto da população dessa casa dê). Na verdade, nem eu sabia se eu ia querer subir a serra mesmo. Não sei. Sabe aqueles dias em q vc prefere o cachorro a qualquer um da raça humana?? Pois é... E tbm pq, pela manhã, na hora de fazer as malas, eu tava em alfa por causa dos remédios. Mas lá foram todos, felizes. E eu tbm pensei q ficaria, afinal sempre quis um dia inteirinho assim, com a casa só prá mim (mas, sinceramente, eu a queria pelo menos arrumadinha). Mas, no entanto, apesar da privacidade (e talvez por causa das manchetes das quais tenho fugido nas TVs e rádios), um vazio tomou conta de mim. Não mais aquele vazio assustador, q parece mais um monstro do armário do q um vazio. Não, na verdade era aquele tipo de vazio q vai chegando devagarzinho e se instalando, fingindo ser seu amigo e tudo... E tudo q deixa é devastação. Saí do CE e fui então a um centro de consumismo - leia-se mercado - com a intenção de comprar pão (pq senão eu não sairia de casa nem prá isso). Mas fui advertida pelo telefone de q o G. tinha comprado e posto não-sei-onde. Então tá. Fui "olhar as modas", como diziam minhas avós, minha mãe... Acabou a paz. Nem sabia como eu ia estar amanhã prá subir a serra, mas já comprei um piercing novo prá substituir um, comprei outro prá fazer outro furo na orelha, entrei na farmácia e me deliciei na seção de cosméticos, com tantas e tantas coisas tentadoras (pelo menos deu prá esquecer um pouquinho do sono, da solidão de casa, das roupas q não cabem mais, da maquiagem q me dá alergia...). E entre tentações e juízos, comprei sim, uma penca de coisas q nem sei como vou esconder do G. (ah, nem corro mto perigo, ele não lê isso aqui mesmo...). Bem, talvez um dia ele ache, e ache até graça, mas certamente ver isso tudo aqui em casa agora não será nada engraçado. Assim como não foi prá mim ao constatar o valor na caixa registradora.

Mas afinal, já aqui em casa: será q eu REALMENTE precisava comprar isso tudo mesmo??...

Será q um dia vou conseguir responder essas perguntas prá mim?...

Ia'Orana!

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Passando a limpo

Hj foi até um dia bem produtivo. A única coisa q não consegui foi passar meu celular pro meu nome com meu pai mas, sinceramente, já sabia q não conseguiria (pendências no Só PContrariar, sabe como é). Tirando isso, consegui ir à consulta com a psicóloga, ir ao posto médico pegar o valproato (q pro meu desespero só tinha pra hj, até o final do dia - e ainda ganhei ainda mais clonazepam "de brinde"), e ainda deu tempo de ir ao shopping só pra ter certeza de q não está à venda o livro da escola da caçula nos megastores (poxa, e eu q tenho cartão de desconto em um deles...). Pelo menos descobri tbm q o livro do Diogo Lara ("Bipolaridade e Temperamento Forte") não esta à venda nas redondezas, ou seja, uma tentação à menos pros gastos...

Mas a consulta com a psicóloga foi mto boa e produtiva - de forma q eu não imaginava q poderia ser. Acabei chegando a pontos da minha vida q eu já tinha varrido prá debaixo do tapete, apesar de razoavelmente recente. Mas foi bom processar essas coisas. Cheguei à conclusão de q não sou e nem fui vítima da vida, q eu posso ter buscado problemas prá poder "sentir mais emoção", em meio a um tédio q a princípio não consegui detectar. E o melhor de tudo: saí RECONSTRUÍDA. Tive q buscar o caos, me desconstruir prá reconstruir, tudo pq do jeito q eu estava era insuportavelmente estruturado, e tudo q eu queria era "bagunçar o coreto" prá arrumar o q fazer. E não precisou ninguém prá me dizer isso não, a dra. simplesmente foi me fazendo me questionar e as respostas foram surgindo, até mesmo de coisas q eu já tinha relatado minutos antes. Nusssssssssa, melhor q consulta de búzios, tarot, astrologia juntos!!! Saí de alma lavada... Parece q posicionei o primeiro tijolinho da minha "construção". A construção do "quem eu sou"...

Não sei, mesmo tendo tomado o valproato à tarde mesmo (mesmo com o medo de ficar "caindo pelas tabelas" de sono), me senti revigorada. Daí a despirocada de sair pelos shoppings afora buscar os livros q a S. necessitava e de q me interessavam. E apesar d'eu ainda estar ciclando bastante ao longo do dia, meus sentimentos estão menos bagunçados. Já não "odeio" tanto o G. Pelo contrário, finalmente acho q meus sentimentos estão se "aclarando". Mas tbm, não sei se tbm tem a ver com o sono hipnotizador q tenho sentido desde q a psiquiatra adicionou rivotril ao tratamento na 2a. feira... Mas vou suportando, afinal, é ela, a Esperança, a última q morre!

Ia'Orana!

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Back home again...

Infelizmente, uma dengue me derrubou. É, a situação do Rio não tá nada fácil... Mas até q dos casos q vi por aí, meu casos não foi tão grave. Só atípico, com sintomas diferentes dos fartamente divulgados.

Acabou q com isso, tive q interromper o uso do ácido valpróico. Ah! Claro... Nesse meio-tempo, retornei à médica q me atendeu no dia 25 como orientado, e ela tinha aumentado os comprimidos da noite prá 2 (e se ainda estivesse mto angustiada, tomar 2 à tarde tbm). Não achei ruim pq, diferente do ocorrido com outros medicamentos, eu me adaptei rapidamente ao ácido valpróico. Com 1 semana de uso, o sono já tinha amenizado mto, e eu estava mto tranquila, meus relacionamentos pessoais estavam mais tranquilos, minhas idéias mais organizadas, a ponto de eu tomar atitudes mais ponderadas. Senti como reencaixada à minha própria vida, finalmente tomando um remédio q não me fazia me sentir pior (mas tendo q tomar pq era o tratamento padrão de transtornos mal-diagnosticados). Mas aí veio a dengue, com suas pintinhas coçantes e tudo mais, e pelo escrito na bula, decidi ser melhor suspender o ácido valpróico.

A princípio fiquei bem. O problema é q os problemas vão reaparecendo aos poucos. Com 3 dias sem o ácido valpróico, comecei a notar o retorno da ansiedade. A angústia vai aparecendo aos poucos, atrapalhando o sono, uma sensação avassaladora de vazio q surpreende em momentos sem nexo nenhum... A compulsão por arrancar os cabelos pelo menos ainda está quietinha, mas temo por outra crise, como a q me levou à emergência psiquiátrica - consulta na qual não mostrei a área devastada do couro cabeludo por medo de internação. Aliás, todo dia é um dia mto difícil prá esconder os estragos da tricotilomania. Como forma de tentar aumentar as esperanças, procuro fazer massagens nas áreas mais afetadas, prá tentar estimular os cabelos a crescerem mais rápido. Mas é difícil se olhar no espelho, principalmente qndo se gosta tanto de colorir e embelezar o cabelo.

Tenho lido mta coisa sobre bipolaridade, inclusive "Uma mente inquieta", escrito por uma doutora bipolar. Nossa, como me identifiquei!!! É incrível, parecia eu ali, com todas as situações estapafúrdias q tentei amenizar com o passar dos anos... Apesar dela parecer ter fases mais maníacas q eu (pelo menos ao longo da vida - eu tive mais fases depressivas até aqui, mas hj, talvez pelos antidepressivos tomados anteriormente, estou mais maníaca). Mas as sensações são bem parecidas... Nas comunidades Orkut afora tbm. Parece q eu me entendo agora, entendendo aos outros. Isso sim, tranquiliza mto...

Mas é isso. Agora estou apenas repousando, mas os efeitos da dengue já passaram (rápido, até, talvez por procurar ajuda médica logo no começo). A partir de amanhã é q viro estatística - vou fazer sorologia prá dengue no setor de epidemiologia do hospital q me atendeu. Tbm tenho encontro com o psiquiatra (na verdade, uma reunião de apresentação). Depois de recuperada, pretendo iniciar uma dieta urgente: ganhei 5 kgs de tanta água e comida q me empanturrei - aí, já não foi a dengue, mas a ansiedade.

Ia'Orana!

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