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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Ressignificar - "Quando Bate Aquela Saudade"

Verbo Transitivo Direto
Atribuir um novo significado a; dar um sentido diferente a alguma coisa.
(Fonte: Dicionário Online de Português.)

(Bye the way, adorei as novas fotos. ;) S2


"É você que tem
Os olhos tão gigantes
E a boca tão gostosa
Eu não vou aguentar
Senta aqui do lado
E tira logo a roupa
Esquece o que não importa
Nem vamos conversar
Olha bem mulher
Eu vou te ser sincero
Quero te ver de branco
Quero te ver no altar
Não tem medo não
Eu sei vai dar errado
A gente fica longe
E volta a namorar depois
Olha bem mulher
Eu vou te ser sincero
Eu to com uma vontade danada
De te entregar todos beijos que eu não te dei
E eu to com uma saudade apertada
De ir dormir bem cansado
E de acordar do teu lado pra te dizer
Que eu te amo
Que eu te amo demais

Olha bem, mulher
Eu vou te ser sincero
Quero te ver de branco
Quero te ver no altar
Não tem medo, não
A gente fica longe
A gente até se esconde
E volta a namorar depois
Que é você que tem
Os olhos tão gigantes
E a boca tão gostosa
Eu não vou aguentar
Olha bem, mulher
Eu vou te ser sincero
Eu tô com uma vontade danada
De te entregar todos beijos que eu não te dei
E eu tô com uma saudade apertada de ir dormir bem cansado
E de acordar do teu lado pra te dizer
Que eu te amo
Que eu te amo demais..."


Bonus Track

sexta-feira, 13 de julho de 2018

O Meu Amuleto - ou "Volta pra Casa"

Era tarde de 4 de novembro de 2016. Eu já estava mais que decidida, aliás havia semanas que eu estimulava que aquilo acontecesse: depois da Assembleia Estudantil da noite anterior, a reitoria havia sido ocupada. Depois da portas abertas, decidi dormir em casa e fazer as malas com calma - parecia que eu sabia que passaria um bom tempo por lá.

Depois de organizar umas lista de itens pra arrumar uma bagagem funcional e mínima (afinal eu a carregaria sozinha até o outro lado da cidade pegando 2 ônibus), parti decidida, com a sensação plena de que não só estava fazendo a coisa certa, mas seguindo meu Propósito. Botei os fones do radioráculo no ouvido enquanto esperava o ônibus no ponto, e cada música que tocava parecia me estimular a seguir em frente. E assim segui a viagem confiante, até que ao terminar de acomodar minha bagagem e a mim no último banco do 125, respirei fundo e o radioráculo quase me ordenou: "volta pra casa!".

Não demorou a me dar picos de ansiedade. Era muita novidade pra mim, minha adrenalina já estava lá no alto, com a ajuda do desquilíbrio hormonal causado pela tireoide já dava sinais de defeito. Acho que na verdade, além de tudo, eu também ouvi a voz da mulher que me gerou fazendo coro junto com o Roupa Nova. Nem contei a ninguém dos meus planos, eu só fiz a minha mala e parti, porque eu tinha certeza que eu receberia um banho de água fria, principalmente dela que sempre teve medo de tudo na vida - e por causa dela também tive muito medo (e perdi muitas oportunidades) durante um bom tempo da minha vida. E aquele não era mais o momento de ter medo: depois de tantos anos ajudando aos outros a realizarem seus sonhos, era hora de realizar os meus, de mergulhar de cabeça na profissão que abracei, de escrever a minha história e deixar o legado que creio que devo. Mas, ainda com toda essa certeza no peito, ter ouvido apenas aquela mensagem na música despertou aquela adolescente tímida e assustada que um dia fui, principalmente porque a canção já estava no final, apenas repetindo o refrão "sei que o amor nos dá asas, mas volta pra casa...". De coração acelerado enquanto o ônibus contornava a Central do Brasil, segurei a estrela de Davi, que carrego no pescoço, com força. Respirei fundo, quase catei minhas coisas e pedi pra descer no próximo ponto... Foram poucos segundos, até perceber que meu coração lá no fundo, por baixo daquele monte de fantasmas trazidos pelo pânico, ainda dizia pra prosseguir. Que eu ia me arrepender MUITO se não fosse. Afinal, a música já tinha acabado, talvez fosse melhor me distrair com outra música - e assim fiz, voltando a me concentrar naqueles pensamentos determinados de antes. Fiquei então de procurar a letra completa pra entender melhor o recado. Mas com tudo que ocorreu durante e após a o período na reitoria, fui adiando a tarefa, mas nunca a esqueci.

Até que, recentemente, enquanto eu voltava realmente pra casa (ainda que do mercado do bairro) essa canção tocou novamente no radioráculo, e dessa vez desde o início: foi a oportunidade perfeita pra finalmente entender o porquê, de fato, desta música ter mexido tanto comigo, entre tantas outras, num momento tão decisivo da minha vida. E, mais que isso: compreender que essa música não me faria sentido nenhum se eu a tivesse estudado (ou escutado melhor) antes. Nada é por acaso.

Só hoje, depois de tudo que ocorreu nesses quase 2 anos, o "volta pra casa" passou a fazer todo o sentido pra mim, pois era pra voltar sim, mas pra casa certa; àquela pela qual esperei a vida toda e que eu guardava no fundo do meu coração - e não foi nada fácil finalmente ouvi-lo baixinho, por baixo dos velhos fantasmas do medo... Foi então que esta canção passou a ser mais um dos muitos amuletos que carrego comigo pela vida (dá pra perceber que sou bem supersticiosa, não?).

E pra você, faz sentido?

Shalom!

(Creio que a
Lanterna dos Afogados tenha piscado por esses dias e eu nem tinha visto. A questão é: o que fazer com isso se tudo que já tentei falhou? Vou aguardar ela piscar pela terceira vez com instruções claras, porque estou sempre metendo os pés pelas mãos...)


quarta-feira, 11 de julho de 2018

"- Oi, td bem com vc?"

Oi! Quanto tempo!! Tá tudo bem sim... Quer dizer, estou vivendo um dia de cada vez. Pelo menos a infecção parece ter dado trégua e finalmente descobrimos a causa: parece que alguns cálculos (pois é, descobri que tenho cálculos renais, aff!) se moveram dentro das vias urinárias e arranharam as paredes e foi isso que inflamou. Como a imunidade estava baixa demais, a bactéria resistiu. Aliás, foi também por conta da imunidade perigosamente baixa que sobrancelhas e algum cabelo andaram caindo... Agora tenho que me cuidar, né? Cuidar da alimentação, parar de sassaricar por aí pra evitar infecções oportunistas (o bom sinal é que meu corpo já venceu uma e está acabando com outra) - mas as cólicas cada vez mais constantes também desestimulam bastante meus ímpetos de sair de casa... Ao menos sei que elas têm função (expulsar os cálculos),e já descobri como manobrá-las, mas minha aparência atual também tem me estimulado a me manter reclusa.

Eu só tenho saudade mesmo de ver gente, das trocas de ideia que fazem meu cérebro borbulhar, das piadas dos amigos inteligentes, essas coisas... Minha família tá apoiando sim: não tem como não levar a sério uma pessoa inchada, careca e sem sobrancelhas que anda por aí devagarzinho com uma bolsa de água quente amarrada nas costas, estilo Tartaruga ninja, hahahaha... Mas tive que me isolar na minha casa, não dá mais pra viver lá. Infelizmente, se eu quero voltar a ser a pessoa saudável que eu era, tenho que aprender a ser novamente antes só que mal acompanhada, mesmo que a companhia ofertada seja a da chocadeira que um dia me deu a luz (Ih, tenho várias tretas pra te contar, quando você vier aqui eu te conto detalhes!).

É, pois é, agora eu to rindo, porque eu já tenho ideia do que eu tenho e estou aprendendo lidar bem com as crises. O medo do desconhecido é terrível, principalmente quando esse desconhecido te coloca de frente pra uma dor aguda e constante e ao risco de não saber se sai dessa. Perceber minha imunidade voltando ao normal aos poucos me dá forças porque é sinal de que meu corpo está reagindo, está expressando em si a minha vontade de me manter viva, mesmo que traga junto todas as dores daquela "treta autoimune" que também ainda tenho que resolver, apesar de todas as dores físicas, psicológicas e até morais, pois é difícil pra uma pessoa como eu, que construiu uma vida inteira baseada na completa independência, se ver dependendo ou até mesmo tendo que pedir ajuda a outras pessoas. Sempre fugi da piedade alheia, e hoje tenho que depender dela... Não há pra onde correr: o ser humano é um ser social, ainda que possua individualidade. Me lembrou aquele filme, "Into The Wild", aquele cuja trilha é minha preferida... Você já viu? Quando eu tiver energia elétrica de novo (espero que logo) a gente marca de ver aqui, faz um fim de semana com a galera, igual daquela outra vez q você veio... Com colchões espalhados pela sala... Um monte de gulodice... Saudade daqueles dias, né? Vamos marcar!! Falar com a galera!...

Ah, mas to feliz por você ter ligado... Ando muito entediada e carente de atenção - sabe como é essa gente doente, né? Hahaha... O bom é que acho que dei mais valor a muita coisa e a mim mesma, eu tava fazendo sacrifícios demais, tenho que selecionar os que valem a pena. Senão, ó o que acontece com a gente: a gente fica doente! Não dá mesmo pra salvar todo mundo... Espero que você se cuide pra chegar à minha idade um pouco melhor que eu! A julgar por tudo o que você empreende, gosta de fazer e faz bem, se tem algo que você vai precisar (e que eu te desejo) é saúde e vida longa
!

Muito bom ter notícias suas, viu? Fiquei muito feliz de saber dos seus novos projetos...

Aliás, espero que tenha passado bem a noite... Me conte aí: como foi?
(Fade out do sorriso do Gato de Alice.)

Shalom!

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Os Sinos do Meio-Dia

Eu sei que não estou em minhas melhores condições,
Nem física, nem materialmente,
Talvez nem espiritualmente;
Com certeza, não esteticamente
- talvez eu odiasse te assustar com essa minha cara de doente -
Mas confesso que quando a dor aperta e abraço o travesseiro pra esperar passar,
Tudo que eu queria era que você estivesse aqui.
(E, de certa forma, você sempre está.
Eu sei que está.
Eu vi.)

segunda-feira, 2 de julho de 2018

De volta ao Diário de Bordo

Confesso que fiquei esperando por surpresas que não vieram. Mas foi bom: ajeitei a casa do jeito que eu quis, me obriguei a descansar, meditar, entrar em contato comigo mesma, me cuidar com carinho. Agora olho em volta e me surpreendo com o fato de que nunca, em todos esses anos, estiver tão feliz nessa casa quanto agora. Parece que só agora ela, finalmente, é minha, do jeito que eu sempre quis e sonhei.

Mas talvez... Empolgada com o empoderamento do lar, eu tenha me excedido. Acordei hoje muito indisposta, dores nas articulações, um pouco de fraqueza, minha pele parece queimar o tempo todo, mesmo com protetor solar até no calor do forno. Olhei no espelho agora à tarde e a região das sobrancelhas parece inchada, alguns fios da sobrancelha parecem ter caído. WTF??? Meu corpo parece estar enlouquecendo, e minha cabeça começa a enlouquecer também. Pelo menos consegui ir no mercado e fazer uma comidinha saudável e gostosa pra jantar, reforçar a imunidade. Talvez esteja muito baixa. Vitamina C e ferro. Sem esquecer dos chás que todos me recomendaram.

É estranho tentar voltar a escrever aqui como outrora sabendo que a audiência mudou. Não queria estar surtando na sua frente, mas esse lugar sempre foi minha válvula de escape quando a pressão da panela tá pesada demais. E hoje tá bem pesada. Não tenho mais como esconder.

Pelo menos já tenho médico marcado. Pelo menos estou dentro do lar que sempre sonhei. Só faltam as pessoas que um dia vão chegar.

Hummm... Pelo cheiro no ar, meu jantar já está pronto no forno. Força, levanta da cama, você consegue!

Afinal, já estive bem pior na vida.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Do começo... - A.M.G.A.

É impressionante seu poder de ressignificar todos os elementos pregressos da minha vida desde que você entrou nela...

"Amor, Meu Grande Amor,
Não chegue na hora marcada:
Assim como as canções,
Como as paixões e as palavras...

Me veja nos seus olhos,
Na minha cara lavada.
Me venha sem saber
se sou fogo ou se sou água.

Amor, Meu Grande Amor,
Me chegue assim, bem de repente:
Sem nome ou sobrenome,
Sem sentir o que não sente.

Que tudo o que ofereço
é meu calor, meu endereço,
A vida do teu filho
desde o fim até o começo.

Amor, Meu Grande Amor,
Só dure o tempo que mereça:
E quando me quiser,
Que seja de qualquer maneira.

E enquanto me tiver,
Que eu seja a última e a primeira.
E quando eu te encontrar,
Meu Grande Amor,
me reconheça...

Pois tudo o que ofereço
é meu calor, meu endereço,
A vida do teu filho
desde o fim até o começo..."

domingo, 24 de junho de 2018

Me afogando em mim mesma

Sempre amanhã,
Talvez no fim do dia,
Pode ser que eu tenha um sinal direto.
Pode ser que eu tenha uma notícia.
Talvez uma mensagem perdida numa garrafa lançada em alto-mar.
Talvez a Lanterna dos Afogados pisque 3 vezes -
Talvez seja a luzinha do celular.
Mas é sempre talvez.
Sempre "pode-ser-amanhã".
Porque por hoje, esperei em vão:
"D'us, por favor, apareça na televisão..."

(Engolindo tantas águas, não há mesmo rim que aguente...)



quarta-feira, 20 de junho de 2018

"Amor Omnia Vincit" - ou Manual Prático para Transformar Água em Vinho

Um dia vamos ter que parar de brincar de "gato-e-rato"... Ou no mínimo, pararmos de buscar fora o que só existe dentro de nós mesmos: a Verdade.

O verdadeiro magista deveria saber, como sabemos as bruxas, que basta encontrarmos o perfeito equilíbrio entre razão e emoção e seremos capazes de feitos surpreendentes - que o digam as benzedeiras, capazes de grandes curas apenas com sua (razão + emoção) e um copo d'água.

O Amor nunca poderá estar sob a Vontade, já que são duas faces da mesma moeda representada no Ás de Ouros do Tarot, que fala de realização. A Vontade thelemista, sendo um processo mental ainda que poderoso, não passa de planejamento objetivo do percurso; nada mais que o motor já preparado e de tanque cheio, estacionado na Grande Avenida das Potencialidades do Ás de Paus. Ela nunca sairá do lugar, nem encontrará o seu destino concretizado sem que o Coração, com seus impulsos elétricos de sístole e diástole, lhe dê a partida. E se esse Coração estiver cheio de Ágape, somos capazes de tomar o Poder do Ás de Espadas nas mãos e nos tornarmos os deuses que sempre fomos, criando para nós a realidade que desejamos ardentemente - "basta ter a Fé do tamanho da semente da mostarda", como nos ensinou sabiamente um excepcional mago kabbalista de Nazaré, há cerca de 2000 anos.

Permitamos nós que, enfim, o Cálice do Ás de Copas transborde.

Shalom!



quarta-feira, 13 de junho de 2018

Oração - "Bring Salvation Back"

Hoje me perguntaram o que era o Amor. E eu vi que eu nunca soubera.

Só hoje entendi que o Amor é a Vontade que nos move a submergir das cinzas das próprias mágoas e dos resquícios da nossa vaidade para tentar salvar aquilo sem o qual esse Mundo não nos faria sentido algum.

(Eu sei, é difícil, "como aceitar a salvação?"...)

Dizei apenas uma palavra e seremos, ambos, salvos.

Amen.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Reflexo

Se eu nasci pra te encontrar,
Viver sem você talvez seja
O que mais tem me matado.