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sábado, 4 de julho de 2015

Mesmo que tu deletes

Mesmo que tudo deletes, preciso trazer a ti uma questão: haverá diálogo? Infelizmente não há nenhum relacionamento que sobreviva de monólogos...


Mesmo que tu deletes, preciso dizer-te que não há mais espaço para sua ausência na minha vida. É totalmente incompreensível para todos que sempre nos viram como dupla dinâmica. É incompreensível pra mim que tu deslegitime uma opinião minha por causa de qualquer outra pessoa de fora. É incompreensível pra mim chegar em casa e não receber uma mensagem louca àquela hora da noite e rirmos feito boçais até a hora de dormir.


É incompreensível ao meu coração acordar pela manhã e não contar contigo para interpretar o sonho bizarro que eu tive. Ou contar do último mico que paguei na rua e te fazer rir loucamente. Ter te contado em primeira mão que cortei os cabelos (e que não gostei), ou que aqueles planos que eu tinha terão de sofrer ajustes. Não te contar da minha dor e da minha vergonha de ter vivido pela primeira vez a prova de que assusto as pessoas na rua - dentro de um ônibus uma moça veio me perguntar por que eu tremia tanto, sabe? Ah: E contar dos dois quilos que perdi.


Te contar das dores e das delicias de ser eu, enfim.


"Mas só contar?", diriam alguns. Mas alguém mais te ouve com tamanha paciência?? Assuma!!


Só queria então dizer que to triste mas joguei pra D'us. Na vida pessoas especiais entram e saem o tempo inteiro e só nos resta aceitar. Posso com certeza viver sem sua presença, mas escolhi que eu prefiro que seja com você. Mas pra isso preciso que tu me ouças também.


Ainda te amo. E pra sempre será.


Shalom!

terça-feira, 23 de junho de 2015

Caminhos

Difícil eu descrever aquela confusão quando, entre colegas, entramos no ônibus. Alguns colegas entraram conosco e conseguiram lugar pra sentar - nós, menos afortunados, ficamos de pé. No entanto, você não deixou de seguir minha figura e mal me distraí, me dei conta de que você estava ali, se equilibrando do meu lado e oferecendo parte do seu peito aberto para me recostar. Como sempre acontece, nos deixamos embalar por uma música que somente nossas almas escutam; instintivamente sabemos o ritmo em que os corações batem. Era mais uma vez estar em seus braços e sentir uma estranha conexão com todo o Universo, como se fôssemos apenas um a contemplar a força de um deus que criou todos os reinos do planeta Terra pelo simples fato de amá-los. Como explicar D'us? Nem mesmo os ateus o sabem, por isso O renegam. Mas por algum motivo único, me sinto una à você quando te abraço, e dançamos o mesmo estranho ritmo; e me sinto D'us, que Cria porque simplesmente Ama.


O ônibus então descia uma ladeira que terminava num T. Você se despediu pois eu pretendia descer só no outro ponto. Com um grupo de passageiros você desceu se despedindo rapidamente e me entregando uma jóia. Acompanhei-o pela janela e o vi atravessar a rua seguindo para a esquerda. Quando o ônibus seguiu, virou à direita, ao contrário do que eu pensava - já aguardando na porta de descida, tirei a jóia que me entregaste do bolso e a observei melhor - era um anel simples, talvez de latão, que dava duas voltas no dedo, tinha uma pequena pedra cor de azul celeste e em cada ponta havia uma seta. Observei-a enquanto o motorista não parava, e só conseguia pensar "não é este meu caminho!". Eu sabia que meu caminho era na outra direção, mas não era aquele ônibus que ia me levar. Eu tinha de ir com minhas próprias pernas. Desci do ônibus e imaginei-o seguindo aquele caminho - em algum lugar dentro de mim algo repetia "seu caminho é com ele!", então eu apertava o passo, imaginando-lhe a vários passos à minha frente.


Será que te alcançaria? Já sabia meu caminho agora, mas seria esse em tua companhia


Apertei mais o passo pensando em você. Eu sei que eu saberia, mas eu não queria seguir nenhum outro percurso que não fosse na sua companhia - e do teu divino dom de me conectar com o Universo.


Shalom! 

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Fogueira - Maria Bethânia

"Por que queimar minha fogueira? 
E destruir a companheira?
Por que sangrar o meu amor assim? 
Não penses ter a vida inteira para esconder teu coração 
Mais breve que o tempo passa, vem num galope meu perdão 

Deixa eu cantar aquela velha história: o amor! 
Deixa eu penar: a liberdade está na dor...  

Por que temer a tua fêmea? 
Se a possuis como ninguém
A cada bem do mal do amor em mim? 
Não penses ter a vida inteira para roubar meu coração 
Pois cada vez é a primeira. Do teu também, serás ladrão.  

Deixa eu cantar aquela velha história, amor! 
Deixa eu penar: a liberdade está na dor...  

Eu vivo a vida, a vida inteira 
A descobrir o que é o amor 
Leve pulsar do sol a me queimar 
Não penso ter a vida inteira para guiar meu coração 
Eu sei que a vida é passageira, mas o amor que eu tenho, não. 

Quero ofertar a minha outra face à dor. 
Deixa eu sonhar com a tua outra face, amor."




sábado, 5 de julho de 2014

Essa noite sonhei com você

E era um sonho alegre, muito alegre aliás, numa mistura de viagem e festa, tirávamos fotos juntos, mas não consegui me lembrar dos detalhes. Passei a manhã com aquela sensação boa e achei que seria justo que eu dividisse com você.

"Tive um sonho bom com você. Bjs" - enviei sem muita esperança de resposta pois sempre o acho ocupado demais.

Não demorou muito recebi uma resposta que me fez sorrir - mais pela resposta que chegou prontamente do que pelas palavras em si. Você me fazia muitas perguntas e eu não entendia porque tanta curiosidade, mas respondia o que eu podia recordar.

Saí do trabalho. Percebendo as mensagens seguidas que recebi, imaginei que não estava trabalhando. Perguntei se estava em casa, pois, de repente, poderia fazer uma visita. Aí veio a resposta surpreendente: você estava fora da cidade, e eu imaginei que seria por algum evento ligado ao profissional mas que são muitos divertidos.

Quando soube, fiquei feliz e perplexa. Talvez você também tenha ficado perplexo. O que sonhei é provavelmente o que você estava vivendo, me senti como se eu também estivesse lá. E fiquei feliz. Afinal, sua compania é sempre agradável e leve, imagino como seria bom estar com você nesses momentos...

Mas essas não são as regras do jogo. Seria uma bobagem pensar que isso poderia mudar... Não acredito em milagres no amor, simplesmente porque minha vida sentimental é uma sucessão de mal-entendidos.

Mas sonhei com você e fui feliz, mesmo sem você aqui. E eu só queria que você soubesse.

Shalom!


domingo, 29 de junho de 2014

Ordem de despejo

Acho que me apaixonei de novo... Aquela alegria na presença, uma ansiedade em se ver...

Mas a quem estou me enganando.

O que me atrai nele é exatamente o que ele tem de parecido com você. O jeito de falar, a sinceridade nua e crua, o jeito popular de ser... E no fundo, lá no fundo que já é mais raso, o que me dói é a saudade de você.

A vida é assim mesmo, ou como diria o poetinha Vinícius de Moraes "a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida"... Lembro do dia em que conversamos e quase fomos às lágrimas, simplesmente porque eu queria me afastar. A vida fez então sua própria mágica e nos afastou longamente.

Enquanto eu chorava de saudade, na rede social - essa indiscreta - me mostrou que fiz o melhor mesmo ao me afastar. Chorei mais uma vez, não mais de saudade, mas por despedida. Estou me despedindo, me desprendendo, to deixando solto, to dando a você a ordem de despejo do meu coração.

A vida tá cheia de outras oportunidades e você não me privou de nenhuma, no entanto é difícil que alguém entre num coração já ocupado. Por isso te peço: "deixe em paz meu coração que ele é um copo até aqui de mágoa".

Sem mais a dizer,

Shalom!


domingo, 11 de maio de 2014

Quando você chega

"Quando você chega, meu universo estanca. Meu coração ensaia um descompasso, mas logo é abrandado pelo doce calor do seu sorriso... Quando você me chama, eu entro em erupção. Tudo em volta perde o sentido. Minhas pernas trêmulas buscam, como um náufrago, o porto seguro do seu corpo..."

(Luís Andrarreis)

sexta-feira, 18 de abril de 2014

terça-feira, 8 de abril de 2014

Unconditionally - Kate Perry

Além de tudo... Através dos tempos... Incondicionalmente....
Estarei sempre aqui.



"Oh, não, eu cheguei perto demais? 
Oh, eu quase vi 
O que está realmente por dentro? 
Todas as suas inseguranças 
Toda a roupa suja 
Nunca me fizeram piscar uma vez 

 Incondicional, incondicionalmente 
Vou te amar incondicionalmente 
Não há medo agora 
Se liberte e apenas seja livre 
Eu vou te amar incondicionalmente 

Venha até mim exatamente como você é 
Não preciso de desculpas 
Saiba que você vale a pena 
Vou acabar com seus dias ruins através dos seus dias bons 
Caminhar por esta tempestade, eu iria 
Eu faria isso tudo porque eu te amo, eu te amo 

 Incondicional, incondicionalmente 
Vou te amar incondicionalmente 
Não há medo agora 
Se liberte e apenas seja livre 
Eu vou te amar incondicionalmente 
Então abra o seu coração e apenas deixe começar 
Abra seu coração e apenas deixe começar 
Abra seu coração e apenas deixe começar 
Abra seu coração Aceitação é a chave para ser 
Para ser verdadeiramente livre 
Você vai fazer o mesmo por mim? 

 Incondicional, incondicionalmente 
Vou te amar incondicionalmente 
Não há medo agora 
Se liberte e apenas seja livre 
Eu vou te amar incondicionalmente (oh, sim) 
 Eu vou te amar Eu vou te amar 
Eu vou te amar Incondicionalmente"

(Kate Perry)

segunda-feira, 31 de março de 2014

"Tiro ao Álvaro"

- Estive muito doente - ele disse. E seguiu contando seus pormenores.
Ela ouviu sem interromper. Mas ao final disse: "Talvez era saudade de mim", e sorriu.
Ele parou, olhou em seu olhos e deixou sair um decidido "Pode ser".
O corpo dela balançava como que dançasse uma música imaginária. Mas parou por alguns segundos, enquanto os olhares se atraíam como ímãs num vão de silêncio. Silêncio esse que só era capaz de superar seus duetos - e como ela sentia falta deles...

Shalom!


De tanto leva "frechada" do teu olhar
Meu peito até parece sabe o quê?
"Táubua" de tiro ao Álvaro
Não tem mais onde furar
Teu olhar mata mais do que bala de carabina
Que veneno estriquinina
Que peixeira de baiano
Teu olhar mata mais que atropelamento de "automóver"
Mata mais que bala de "revórver"

quarta-feira, 26 de março de 2014

You're gonna hear me roar!

E nesses dias de climas tão extremos, me questiono novamente: Que sou eu? Não me pergunte, pois eu não sei a resposta. Antes de dormir, com os 5 comprimidos diferentes que uso, permito-me parar e contemplar as medicações na minha mão. Conto e reconto prá saber se não esqueci nenhum. Eu já devia estar acostumada, mas com mais um medicamento receitado, acabo me confundindo.

Não lembro quando tudo começou. Só lembro de ter tentado tratar um problema, que trouxe outro, que trouxe outro... Meu laudo médico e minhas receitas parecem mais uma lista de mercado. Quando me vi robotizada pelo uso do Haldol, recebi mais uma medicação prá lista. A princípio doeu - chorei como se não houvesse amanhã - mas será que na vida do bipolar existe amanhã?

Nós nunca sabemos o que vamos sentir daqui a 5 minutos, como pensar no amanhã? Mas estou bem, não vou reclamar: enquanto tomo minha medicação certinha, me sinto estável, sem rompantes e sem depressões. Quando lembro de mim como era antes do tratamento ou quando paro com os remédios, me agarro ao tratamento, porque não quero mais viver aquilo. No entanto me questiono se toda essa estabilidade sou eu mesma ou se só virei uma outra versão de mim mesma. Com a estabilidade meu dom de escrever, cantar, emocionar parecem ficar adormecidos - por isso minha ausência do blog por tão longo período. As palavras que antes saltavam dos meus dedos através do teclado parecem ter me abandonado. Além do mais a impregnação de Haldol me transformou num ser robotizado, parecia que eu não era eu, eu não tinha coordenação motora, tinha muitos tremores, meus olhos estavam estranhos, enfim, eu era a cópia da imagem da minha mãe que tive a vida toda. Tive muito medo de ficar imprestável. Aliás, morro de medo de me tornar inapta à convivência social ou inapta a tarefas do dia a dia. Eu quero trabalhar, ser alguém!

Ando num período conturbado, entre problemas de família, problema nos estudos e problemas financeiros. Não gosto da sensação de impotência (quem gosta?), e robotizada pelo medicamento, eu me sentia ainda pior. Vejo amigos com o mesmo problema pedir aposentadoria por invalidez, mas isso seria minha derrota. Eu decidi que quero trabalhar, ter minha ocupação, ter também meu dinheiro suado, só quero ser normal.

A questão é: qual é o meu normal? Quem sou eu? Sou os medicamentos que tomo?

Seja como for, não vou parar com eles. É graças a eles que posso buscar uma vida normal. E o normal não pode ser um martírio prá mim. É isso que tenho que construir.

Shalom!



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