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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Back to Black (or White, or Grey)

É difícil postar sem internet... Vamos dizer, impossível, rs...

A vida tá corrida, o q me dá pouco tempo para me desanimar da vida. Mas tem sintomas q são bem visíveis dos contrastes q ainda tenho vivido. A depressão não se deixa esquecer pela falta de apetite. Ainda q eu me force a comer, ânsias de vômito me obrigam a parar e tomar fôlego, seja lá o q eu esteja fazendo.

Já a ansiedade chega cheia de volúpia, com seus impulsos físicos, gastronômicos, insones... Nunca consigo achar meu limite no comer, na agressividade, e mto menos consigo dormir. Tento então tirar o melhor dela, pq nem sempre a ansiedade agita - ela tbm paralisa. Então qndo não paralisa, eu a tomo com todas as forças e reviro a casa atrás de coisas q não fazem mais sentido prá mim, mas podem fazer prá outro alguém. É bom "aliviar a bagagem", abrir caminho para novas coisas q não deixam de ser apenas materiais, mas q ainda assim fazem parte do caminho do espírito.

2008 foi um ano complicado prá mim. Deixei cair a mulher forte e confiante q eu era em algum lugar e me rendi a um diagnóstico. Parafraseando Maísa, "meu mundo caiu", não sabia mais quem era e vivi um tornado, um terremoto interno q me tornou frágil como a estrutura de um edifício. Essa coisa de 8 ou 80 tá me cansando à medida q vou chegando aos 30. Não sou mais uma adolescente - ainda q me veja dessa forma ainda - tá na hora de encontrar meu equilíbrio. Não preciso ser essa explosão q todos esperam de mim o tempo todo: posso ser uma lanterna, de luz constante e tranquila, não mais um pisca-pisca de Natal... Q droga, já to caindo no ridículo. Mas fazer o q se os sentimentos mais profundos - assim como as cartas de amor - são todas ridículas? Tem coisa mais ridícula q um revival de fim de ano? Mas, continuando com Álvaro de Campos: "Afinal, só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor é que são ridículas."

Se não vê-los até lá, feliz Natal!
Ia'Orana!

Um comentário:

Maíra disse...

Hey Dannie! Quanto tampo não passo por aqui!
Faz um tempo que entrei aqui e vi que você não parecia bem. Poxa, amiga... que chato isso... depressão é uma coisa horrível mesmo! Mas a principal luta contra ela só depende de nós e mais ninguém.

Beijos!

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