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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Mais uma vez, Maysa

Férias longe do continente, em outro "mundo", quase pensei tbm ser outra pessoa tbm. Ser mais eu. E fui. E foi mto bom.

Mas a gente tem q voltar pro mundo real, ... E no mundo real, os problemas continuam lá, e com tanta auto-confiança, as vzs podemos lidar com isso de forma menos irracional do q outrora. Bom, mas enfim, talvez seja o primeiro passo para as mudanças q 2009 talvez esteja preparando para nós. Acho q baixar a cabeça tem um limite, e qndo passa desse limite, temos de cortar o mal pela raiz, nem q seja para sacrificarmos a nós mesmo. Um sacrifício hoje, um pouco de paz amanhã.

O problema nem foi esse, pq o "tal purgante" já estávamos tomando havia tempos. Não desce mais. O problema foi q - falando de medicamentos - um dos meus estava em falta no posto na semana passada: a fluoxetina. Até aí tudo bem, só poucos dias mesmo sem medicamento, e continuando com o ácido valpróico, com o rivotril... Não ia me matar, ? Até q ontem, assim, sem mais nem menos, saí do banho, sentei na cama ainda envolvida pela toalha, e me pus a chorar. Chorar mto. Soluçar e quase gritar, se eu pudesse. Sorte das crianças eu tê-las mandado pro banho para não ter q assistir àquela cena deplorável. Não sabia o q fazer, até q alcancei o celular na mesinha de cabeceira e sem pensar mto, liguei pro Mr. G - eu precisava conversar com alguém, e na hora eu nem pensava mto, pq geralmente nesses casos não gosto de preocupá-lo enquanto está trabalhando até pq ele não tem mto o q fazer por mim mas... Sei lá, eu só precisava conversar com alguém!!

Tá bom, ele atendeu. Mas conversar sobre o q?? Eu não tinha motivos para chorar tão intensamente, nem de alegria nem de tristeza; não me sentia deprimida; tudo q eu via qndo olhava prá dentro de mim era nada! A razão prá eu chorar daquele jeito era NADA! Vai fazer Mr. G (ou qualquer pessoa normal) entender isso!...

Vi q a abstinência da fluoxetina estava realmente fazendo o efeito q eu renegara. Decidi sair com as crianças, fui no posto e peguei as benditas cápsulas verde-amarelas...

Minha noite foi um inferno. Aliás, vou ter q penas alguns dias prá voltar tudo ao normal... Não dormi, arranquei mto cabelo e pensei com certa obsessão no certo prazer q a dor as vzs é capaz de provocar... Lembrei de qndo eu ainda podia doar sangue, e aquela agulha finalmente encontrava minha veia, aquele arrepio gelado, a sensação de quase sair do corpo... Como qndo "tatuei" símbolos na minha pele com agulha comum, em casa. Vai tentar explicar a alguém o pq de vc ter feito isso!... Ninguém entende, nem entenderá. A não ser q seja mais um irmão q se contorce por dentro como nós.

Mudando totalmente: estou assistindo à série "Maysa - quando fala o coração". Produção impecável e extremamente interessante. Se tudo correu do jeito contado, certamente Maysa foi mais uma maníaca-depressiva incompreendida. Qntos alcólatras, suicidas, narcômanos tbm não passam de bipolares ou de outros doentes do sentimento incompreendidos? Acho q hj, em quase 2010, já passou da hora do nosso preconceito global parar de provocar finais trágicos como o da cantora - ou vidas traumatizadas por tratamentos desumanos em "clínicas psiquiátricas".

Xô, uruca!! Q 2009 venha com toda sua luz!! Prá todos nós!!

Ia'Orana!

Um comentário:

Ezequiel de A. C. disse...

excelente seu comentário! Talvez Maysa também tivesse um transtorno. Muitos artistas têm. Aliás, pessoas talentosas muita das vezes tem um diagnóstico de transtorno mental. E está mais do que na hora das pessoas verem esses chamados transtornos de maneira diferente!

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