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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Diário de bordo desse mundo de loucura

Qnto mais acho q já fui fundo demais, sempre parece q ainda estou mto rasa... Informação demais nunca é suficiente.

Pois bem, levei minha caçula à neuropediatra. No caminho prá lá, ela adormeceu no ônibus, logo pensei "pronto: chegar lá ela vai parecer a mais cândida das criaturas, sonolenta, e eu sou apenas mais uma mãe neurótica...". Quem dera! Foi só botar o pé na sala de espera, onde aguardavam uma outra paciente com um filho de 6 anos, brincando sozinho com seus action figures, a Sofia aos poucos foi "acordando" e revelando-se como é. Começou a levantar da cadeira como se tivesse pó-de-mico nela, trocou de cadeira várias vzs, se meteu na brincadeira do menino, quase tomou da mão dele um de seus bonequinhos, e eu comecei meu arsenal de "pára com isso","sossega um pouco", "senta, minha filha", "não faz isso", enfim... É longo o setlist. A outra paciente então entrou então prá sua consulta, e minha caçula percorreu o consultório em busca de outra coisa prá aplacar sua inquietude, mexeu nas coisas da atendente (q parecia bem acostumada com esse tipo de comportamento infantil, por isso se mostrava bem paciente), até q a atendente teve q sair da sala, eu q buscava meu Neosoro na bolsa fui pingá-lo no nariz - foi tempo suficiente para minha filha encontrar o interruptor e apagar a luz de todo o consultório. A médica gritou lá de dentro, mas demorei a me dar conta de q ela estava brincando. Até isso ocorrer, senti todo o sangue do meu corpo vir circular na minha cabeça. E vontade de correr, fugir dali, como sempre dá qndo minha filha começa a apresentar esse comportamento: é tão cansativo, tão "preocupativo" q eu sempre acho q mudando de ambiente ela se acalma... Enfim, o nome dela foi chamado e fomos conhecer a neuropediatra.

Logo dei de cara com uma janela enorme, escancarada, mostrando o visual do Méier do oitavo andar. Gelei! Mas meu trabalho em conjunto com a doutora fez com q minha caçula se mantivesse longe da janela - claro, eu sentei bem perto da janela prá evitar qualquer ação dela enquanto me distraísse na conversa com a doutora. Apesar de tudo a doutora conversou mais com ela do q comigo mesmo, só me perguntou seus dados, histórico clínico e familiar, comportamento em outros ambientes (como escola, por exemplo), enfim... Claro q o histórico familiar mais atrapalhou q ajudou, é uma confusão de coisas, mas enfim... A dra. passou Depakote Sprinkle prá ela 2 vzs ao dia, prá misturar nos alimentos e um EEG com sono induzido. Perguntei sobre um possível diagnóstico, e ela disse prá aguardar o resultado do EEG e de outros exames q ela passaria prá termos certeza.

Paramos prá tomar um sorvete ao sair do consultório, e eu aproveitei prá adicionar ao sorvete dela a primeira cápsula do Depakote q ganhamos da doutora, com medo de q ela rejeitasse. Graças a Deus isso não aconteceu. Aproveitei então para ler a bula - mesmo já conhecendo o Depakene, não conhecia esse formato do remédio. Será q minha filha é bipolar, como eu?? Não é mto nova prá isso? Será só hiperatividade? Será q tbm tem o tal do TOD?... Nada na bula me respondeu. A internet me deixa ainda mais confusa. Mas tenho observado-a mais, conversado mais com ela, e isso tem me feito ter mais paciência tbm. Li o livro "Mentes Inquietas" da autora Ana Beatriz Barbosa Silva, e tbm me ajudou mto. Mas, mais q isso, Mr.G tbm tá lendo e sendo mais atencioso à nossa caçula. E, além de tudo, ele tbm se encaixou em mta coisa. Será ele um TDAH???...

OMG, como se não bastasse...

Acompanhem nossos próximos capítulos!
Ia'Orana!

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