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domingo, 20 de julho de 2008

A "Liberdade-Saudade"

Visitei recentemente o bairro da Liberdade em SP, e, como se não fosse emocionante o suficiente conhecer este bairro no ano do centenário da imigração japonesa (sim, admito q sou piegas e amo mitologias e tradições, ainda q não as acredite), tbm era o 30º Tanabata Matsuai (ou Festival das Estrelas). Estava tudo tão lindo, decorado, pessoas pendurando papéis coloridos com desejos escritos em ramos de bambu, enfim, pura emoção de viver uma tradição num "mundo" tão "diferente".

É impressionante como os costumes orientais se diferenciam tanto dos nossos ocidentais. O próprio café-da-manhã no Hotel Matsubara confirmava. Em meio a cafés-com-leite e pães-com-manteiga e/ou geléia, bolos de arroz e sopas.

Mesmo assim, ainda q as diferenças sejam enormes, somos o mesmo mundo. Ainda q tentemos separar as coisas, tudo faz parte de apenas uma realidade: A Q VC VIVE.

Sabe, andei um pouco deprimida depois de andar repensando algumas coisas da minha vida - talvez para ter assunto prá conversar com a terapeuta: passei minha vida toda buscando quem realmente sou??? MENTIRA!! Essa é uma verdade q eu nunca quis encarar de frente! Foi difícil olhar prá mim mesma e me dar conta de q vivi em universos paralelos, onde aquilo q todos chamam de "realidade" se dissolvia completamente e amigos imaginários vinham me visitar, sem q eu me desse conta. Qntas vzs, na adolescência, fui surpreendida pelos meus pais falando sozinha em inglês (claro q meus amigos imaginários são estrangeiros, pq sou mto chique, rss)? E qntas vzs assumi a mim mesma o q estava acontecendo? NUNCA! E derrepente me vejo, hj, tentando digerir esse fato. Tudo aquilo q vivi foi mentira? Os afetos e coisas q conquistei, as risadas, a sensação de amparo qndo eu estava triste, tudo não passou de loucura da minha cabeça?? "Louca!", cheguei a dizer a mim mesma, "certamente já deveria estar num manicômio há mto tempo!!". O louco é sempre o último a saber... E chorei, chorei até poder me esquecer de q metade do q vivi da minha vida eram mentiras q eu mesma criei (criei mesmo?).

Mas o q doeu mais nem foi essa facada em meu próprio orgulho. Foi relembrar de tudo q passei com meu "melhor amigo imaginário", lembrar da vontade de dar um abraço nesse amigo e não poder. Já sentiu saudade do q não existiu? Pois é, dói pacas.

Só q, apesar de tudo isso, acordei no dia seguinte me dando conta q a nossa vida nada mais é do q aquilo q a gente VIVE, seja "real" ou "imaginário", até pq a nossa realidade é aquilo q vivemos no coração. E no MEU CORAÇÃO tudo foi e é real, pq foi a realidade q eu criei prá mim. Não posso negar a mim mesma os personagens q fizeram parte da minha vida, e na verdade, nem sei se quero expulsá-los. Parece q ainda sinto o calor de suas companias, e ainda sussurro algo a eles, mas AQUELE abraço, ainda faz falta...

Ah!! Nem contei a lenda do Festival das Estrelas! Vou tentar resumir: Orihime (representada pela estrela Vega) se casou com um rapaz (a estrela Altair) mas de tão apaixonados, deixaram por fazer suas tarefas normais. Então, o pai de Orihime, um poderoso deus do reino celestial, determinou q eles vivessem separados e só se reencontrassem uma vez por ano, no sétimo dia do sétimo mês, mas apenas se seguissem suas tarefas no resto do ano.

E assim é o Tanabata Matsuri: todos comemoram o encontro da estrela Vega e da estrela Altair através da Via Láctea. E acho q por conhecer a lenda, toda a festa q assisti se tornou ainda mais bonita. É difícil acreditar q 2 estrelas "apaixonadas" esperem por um ano inteiro para se encontrar, não é? Bem, isso no q chamam de "mundo real". Q grande ilusão: real é o q vivemos, por dentro ou por fora de nós, ainda q não condiga com a opinião alheia.

E assim vivi, amei, aprendi, chorei, busquei, existi. Ainda q em meu Universo Particular.

E ainda ganhei 2 novos amigos: Vega e Altair. Tem coisa melhor?

Ia'Orana!

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