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quarta-feira, 30 de julho de 2008

O q realmente somos?

Há uns dias atrás tive um sonho q me deixou perturbada. Era um encontro de velhos amigos, eu já tinha 34 anos e, conversando com os outros me dei conta de q àquela altura da minha vida não tinha realizado nada. Acordei voltando os 7 anos atuais e repensando minha vida. Eu não costumava pensar assim aos 20 anos, pelo contrário, achava q fazia mtíssimo prá idade q eu tinha. Mas o problema das crianças prodígio, é q elas crescem. E perdem sua graça. Teria eu q fazer coisas cada vez mais magníficas para evitar esse sentimento de falta de realização?

Hj é dia de terapia e fui no ônibus pensando em algo prá dizer, pq estava totalmente sem assunto. Lembrei desse sonho e foi a forma q encontrei para iniciar o diálogo com a psicóloga. Me dei conta de q faço mtos projetos, mas q eles só me reluzem enquanto estão lá, na estante. Na hora de pô-los em prática, simplesmente entro em pânico! Pq me saboto tanto? E não é por falta de capacidade não, nem auto-confiança, nem de conhecimento dos próprios talentos; é simplesmente pq parece q tudo perde a graça prá mim qndo está em via de acontecer. Já na saída do consultório, a psicóloga me disse algo q pareceu me nortear (ou desnortear) pelas ruas, ao voltar prá casa: "mta gente não consegue lidar com o medo de falhar, vc simplesmente precisa aprender a lidar com o medo de dar certo!".

Pq alguém pode ter medo de dar certo??? Acho q a pergunta agora q emerge com mais urgência é: como me livrar desse medo de dar certo? Pq, seja com 27, seja com 34, com q idade for, eu não posso passar o resto da minha vida dentro do casulo tendo medo de voar...

Cheguei em casa e me deparei com a revista Cláudia, pedindo prá ser aberta. Tinha um trecho do novo livro do Paulo Coelho q me fez pensar ainda mais:

"Mas o espírito não tem nome, é a verdade pura, está habitando aquele corpo por determinado período e um dia o deixará - sem q Deus se preocupe em perguntar: "Quem é vc?" qndo a alma chega diante do julgamento final. Deus perguntará apenas: "Vc amou enquanto estava vivo?". A essência da vida é esta: a capacidade de amar, e não o nome q carregamos em nossos passaportes, cartões de visita, carteiras de identidade. Os grandes místicos trocavam seus nomes e às vzs os abandonavam para sempre. Qndo perguntam a João Batista quem ele é, diz apenas: "Sou a voz q clama no deserto".(...)"

E a minha voz, clama pelo q?
Ótima semana a todos!
Ia'Orana!

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