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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Ciclos

Nesses ciclos q vão e vem, no vendaval q eles deixam pelo caminho, vou esperando me resolver prá poder me manifestar. É complicado escancarar o coração qndo há outras pessoas envolvidas... Já fiz esta bobagem e aprendi deveras!

Enquanto isso, deixo aqui mais um texto q não meu (como tenho feito), mas com o qual me identifiquei mto - talvez por ser "tão bipolar". E, melhor ainda: é de Fernando Pessoa!

"Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu. "

Ia'Orana!

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