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domingo, 18 de outubro de 2009

Texto do www.psiconet.org.br

Recebi esse texto, mas infelizmente não consegui localizar a autora. Por isso, a única referência q posso dar do texto é o www.psiconet.org.br. Acho q vale a pena...

"Tudo no mundo e nas pessoas têm e funcionam por um padrão. Quanto mais humana a ciencia, mais sutil é o padrao, pq afinal, as pessoas são diferentes em varios sentidos.

Mas vejam a medicina, as doenças têm um padrão, os remédios têm um padrão, que não funciona para todos os casos, por isso tantos remedios diferentes, mas tem um padrao. Por exemplo, pq tantos antiinflamatorios? Um dos motivos é que pessoas tem sensibilidade, alergia e outras doenças que impedem que tomem alguns deles.

Eu acho que a bipolaridade em si não é doença. Não somos doentes. Somos diferentes.

Já confirmei com muitos bipolares a sensação que tive quando recebi meu diagnóstico ha vinte anos atras.

Foi um misto de alivio e indignação.

Alivio pq pensei, que bom, tudo o que fiz e faço de "estranho" não é culpa minha, é doença e tem um nome e tratamento.

Indignação pq a única coisa que sempre tive certeza na minha vida, aquela em que baseei todo o meu valor enquanto pessoa e ser humano era minha mente, meu raciocionio e minha inteligencia. Quem aquele medico pensava que era para me dizer que eu não podia confiar na minha mente?

E foi essa indignaçao que me levou todos esses anos a uma busca obsessiva por uma resposta, por uma solução.

Então cheguei a esta conclusão, a bipolaridade em si não é doença, não sou doente, sou diferente.

Mesmo sabendo tudo o que ja se descobriu, incluindo as ultimas descobertas de que a amigdala cerebral no bipolar, responsavel pelas emoçoes, é maior e se estimula sozinha. Que o lobo frontal, responsavel pela razao, é ligeiramente menor.

Mesmo assim.

A bipolaridade simplesmente faz com que nossas emoções sejam tão intensas que suplantam a razao.

E nossa ansiedade de tentar viver neste mundo é tao grande que abre brechas para doenças como depressao, panico, paranoia, e outras comorbidades.

Só que o mundo e a ciência são limitados e, ao inves de se tentar encontrar formas e ferramentas de aproveitar o que de melhor a bipolaridade pode trazer, encontraram formas de achatar nossas emoçoes para nos adequar ao mundo.

Somos mais propensos à psicose por exemplo, pq a intensidade de nossas emoçoes é demais e constante. Qq pessoa "normal" que passasse por uma situação que a fizesse realmente sentir na pele uma emoção na intensidade com que sentimos, tbm piraria, alias pira mesmo.

Ora, eu quero e preciso me adequar ao mundo, mas quando olho o mundo que está aí fora.......... ai

E a que preço, não?

Então, me dei conta, no meu caso, e minha psicologa e meu medico concordam, que preciso muito mais de psicoterapia do que de remedios. Pq ja encontrei um remedio que "segura" as doenças que vêm com a bipolaridade.

Pq a solução está em me autoconhecer, conhecer, acreditar e respeitar meus limites, minhas dificuldades e minhas qualidades e criar e encontrar ferramentas minhas para encontrar um lugar para mim no mundo.

Fiquem com Deus
jamais desistam de vcs"

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A depressão

Gente, qnto tempo não venho aqui! Mas é perfeitamente compreensível, visto q meti o pé na depressão denovo... Foram algumas semanas q custei a entender q o problema era esse. Eu só tinha apatia e vontade de dormir o tempo todo, além da falta total de apetite. Achei q ia ser bom pois eu precisava perder mesmo uns quilinhos, mas fazer nada o tempo todo não dá... Nem eu mesma tava aguentando.

Num impulso, dobrei a dose de fluoxetina, e me prometi relatar à médica assim q o resultado da minha litemia estiver pronto. E melhorei. Quer dizer, não to 100%, mas o medicamento me ajuda a detectar qndo tô em baixa, e, melhor ainda, me dá forças prá tentar levantar.

Sabe, eu não costumo ligar mto prá opiniões alheias, mas as vzs me irritam pessoas q falam de depressão como se fosse uma "onda". Claro, devem ter casos de pessoas q se escondem através duma depressão declarada (o q pode ser falsa, pois raramente o depressivo declama sua doença), mas eu realmente SEI q pensamento positivo, lavar uma louça ou um tanque de roupa suja não são solução nenhuma para o problema. A depressão é tratada como uma frescura, o q não é. É uma doença q pode ficar bem grave se não for tratada, podendo levar ao suicídio. Isso é engraçado?? Não acho nem um pouco.

Quem anda na corda bamba como eu certamente deve ter o mesmo medo q eu tenho: o de tropeçar na depressão vez ou outra. É como andar num caminho esburacado e derrepente vc cair no buraco da depressão. Pior é q o tombo é tão rápido q vc demora a se dar conta de onde vc caiu. Pelo menos eu tenho mto medo da depressão pq ela chega sem eu nem sentir. Só algumas semanas depois de me ver mergulhada em tristeza, sem vontade de viver e com vontade até de dar por encerrada essa minha jornada terrena, é q eu detecto o problema. Aí vem outro: como sair?? Terapia, medicamento, força de vontade... Por onde começar?

A depressão é o fantasma q me ronda à noite, q me faz ter medo do escuro como uma criança. Me faz tentar andar prestando atenção em cada passo, pq ela pode estar à espreita e me pegar a qualquer momento. E uma vez nas garras dela, é uma luta tentar se desvencilhar. De verdade. Cansa literalmente. Cansa mto mais do q ter q lavar um tanque de roupa suja...

Mas, infelizmente, enquanto o ser humano não entender seus próprios problemas, não poderá entender o problema do outro. Mto menos respeitá-lo.

Chamam mtos de nós de loucos, mas qntos desses não estão precisando dar uma passadinha num psiquiatra??? Esquecem q qndo apontam um dedo a alguém, outros quatro apontam prá si mesmos...

Agora, é bola prá frente!!
Ia'Orana!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Independence Day

Hj tocaram o Hino Nacional na igreja aqui do lado da minha casa. Me surpreendi em lembrar ainda do hino inteirinho!! E nem banquei a Vanusa!! (Sabe-se lá, com o monte de remédios q eu tomo, né, apesar de nenhum ser prá labirintite - leia-se 51...)

Enquanto isso espero o resultado do vestibular q fiz no último sábado. Terceira vez tentando uma bolsa prá fazer Enfermagem. Sei não, mas 3 sempre foi meu número de sorte. Quem sabe?...

Ai, minha Nossa Senhora das Bolsas Universitárias... O resultado é amanhã!
Até lá com notícias...
Ia'Orana!

domingo, 23 de agosto de 2009

Acho q não é bem isso...

Talvez o q me faça falta não é a loucura. É o entusiasmo q os momentos de hipomania me dão...

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Coisas q não consigo entender...

É engraçado como nos acostumamos com a loucura. Tentamos nos livrar dela a todo custo, na vã esperança de nos tornarmos como os outros... Daí, qndo chegamos perto da lucidez, tudo parece pálido. Pálido assim, sem cor. Apatia pura. Olho prás pessoas na rua e penso se a vida de todo mundo é assim... Acho q a única diferença é como os outros aceitam essas coisas da vida... Tudo normal deveria ser legal, mas meu olhar só enxerga apatia. Será assim com mais alguém??

O lítio me deixou assim, equilibrada. Mas equilibrada demais. Apática. Não, não me sinto deprimida, apenas conformada com as coisas da vida, mesmo com algo pulsando bem lá no fundo de mim, totalmente inconformada com essa conformação. Equilíbrio estranho... Q parece não se encaixar em mim. No q me encaixo então?? Essa insatisfação é o q me devora por dentro... Não lutei e luto tanto por esse equilíbrio?? Agora parece q vivo a vida de outrem, e q simplesmente, "tá tudo bem". E não era prá ser assim? Pq meu âmago implora pelo retorno da loucura????...

Vai saber...

Ia'Orana!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A loucura da mulher

"Mas vamos lá. Pra começo de conversa, não acredito que haja uma única mulher no mundo que seja santa. Os marmanjos devem estar de cabelo em pé: como assim, e a minha mãe???

Nem ela, caríssimos, nem ela.

Existe mulher cansada, que é outra coisa. Ela deu tanto azar em suas relações que desanimou. Ela ficou tão sem dinheiro de uns tempos pra cá que deixou de ter vaidade. Ela perdeu tanto a fé em dias melhores que passou a se contentar com dias medíocres. Guardou sua loucura em alguma gaveta e nem lembra mais.

Santa mesmo, só Nossa Senhora, mas cá entre nós, não é uma doideira o modo como ela engravidou? (não se escandalize, não me mande e-mails, estou brin-can-do).

Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar nosso poder de sedução para encontrar "the big one", aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá para ocupar uma vida, não é mesmo? Mas além disso temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir de vez em quando que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca, pensaremos em jogar tudo pro alto e embarcar num navio-pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar uma cafetina, sei lá, diga aí uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha.

Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascina a todos.

Todas as mulheres estão dispostas a abrir a janela, não importa a idade que tenham. Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota. Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só sendo louca de pedra."

(Martha Medeiros)

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Amor Maior - Jota Quest

"Eu quero ficar só
Mas comigo só
Eu não consigo
Eu quero ficar junto
Mas sozinho assim
Não é possível...

É preciso amar direito
Um amor de qualquer jeito
Ser amor a qualquer hora
Ser amor de corpo inteiro
Um amor de dentro prá fora
Um amor que eu desconheço...

Quero um amor maior
Um amor maior que eu
Quero um amor maior, yeah!
Um amor maior que eu

Então seguirei
Meu coração até o fim
Prá saber se é amor
Magoarei mesmo assim
Mesmo sem querer
Prá saber se é amor
Eu estarei mais feliz
Mesmo morrendo de dor, yeah!
Prá saber se é amor
Se é amor

Quero um amor maior, yeah!
Um amor maior que eu
Quero um amor maior, yeah!
Um amor maior que eu"

quinta-feira, 16 de julho de 2009

To na fase "down"...

E pensar q há poucos dias estava esfuziante, saltitante, de ter momentos de ter medo de mim mesma... Agora tudo q consigo ver é em preto-e-branco, como se minha vida fosse um nada. E o pior é q me sinto culpada pq olho prá minha vida e tudo está acontecendo como eu queria, tudo está lindo - se não fosse a depressão... Antes não, eu realmente tinha pendências na minha vida q eu tinha q mudar - a propria vida fez questão disso - e sofri mto com todas as transformações. Mas sofri feliz, pq sabia q era necessário pro meu próprio bem, pro meu melhor caminhar. E agora, q tudo anda bem... Só tenho forças prá chorar, mtas vezes nem prá sair da cama... E ainda tenho q cuidar das crianças prá deixar com meus pais antes de sair prá trabalhar...

Sabe qndo tem dias q cansa?? Pois é, essa coisa de ser bipolar me cansou, já. Nunca fui lá mto "normal", e talvez por isso, por agora estar me tratando e tudo, q não consigo aceitar essas modificações de humor sem sofrer mto. O q piora a depressão. Como cortar o círculo vicioso?...

Mas a esperança ainda é a última q morre... Tenho q crer nisso...
Ia'Orana!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Esquizofrenia

"Olhem!!! Olhem ali! O diabo quer me pegar!!! Não deixem!!!!!!!!!!!!..."
Desesperada, ela apontava para a janela, logo ao lado da tv ligada no noticiário local, e tentava se esquivar de algo q o marido e uma outra parente não entendiam.

Não entendiam pq não viam.

Assim começou minha vida. Mas nenhum dos 3 personagens sabiam disso. Eu era um embrião e já estava às voltas com a loucura...

Fora as estórias contadas mais tarde, prá me atingir com a ilusão de me fazer "me comportar": as quedas de barriga da minha mãe. A intenção dela, pelo q dizem q ela dizia nas crises, era se livrar de mim.

Por mtos anos me senti culpada, achando q fora eu q trouxera a doença para minha mãe, mas depois, com a proximidade q a minha doença causou entre nós, fiquei sabendo q minha mãe tem esquizofrenia desde a adolescência.

Receber o diagnóstico de bipolaridade foi assustador, mas redentor de alguma forma. Mágoas antigas foram deixadas prá trás com a compreensão dos fatos, além da ponte q todo o tratamento psicológico e medicamentoso construiu entre minha mãe e eu. Por um lado, é triste q mãe e filha tenham a insanidade como maior ligação, no entanto, antes a doença q une do q a doença q separa. Era o q a esquizofrenia era prá mim: uma barreira entre minha mãe e eu. Pelo menos até eu ver-me tbm às voltas com psiquiatras e etc.

Hj pela manhã,ao programa Mais Você, na Rede Globo, e o tema de uma das reportagens e entrevista foi a esquizofrenia. É sempre reconfortante se identificar com alguém, e ouvir as estórias de pessoas q foram tbm atingidas pela esquizofrenia de seus parentes não é diferente. Agora, fiquei pensando nas minhas filhas: têm uma avó esquizofrênica, uma mãe bipolar, e uma delas apresenta déficit de atenção. Q futuro as aguarda?...

Temo por elas e por mim mesma. Pq a culpa - tão natural no papel de mãe - é ainda mais doído qndo descobrimos q nossa herança genética deu aos filhos uma deficiência de presente. Sei disso pq vi nos olhos de minha mãe...

Ia'Orana!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Coincidências???

A vida tem uma penca de coincidências q me faz ficar aqui, pensando, se são apenas coincidências mesmo... As datas, as melodias... O q faz parte da minha vida tbm faz parte da vida de outrem, mas será q isso quer dizer algo?

No Espiritismo, "não há coincidências".

Mas na minha mente, "será q não?" e se não, "por quê, afinal?".
Ia'Orana!