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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Fechando mais um ciclo

Finalmente, completo meus 28 anos. E parecia q nos dias q antecederam o "grande dia" fui ficando mais consciente. Mais consciente da minha melancolia e da minha fraqueza. Foi daí q consegui forças prá buscar essa pessoa q sempre fui e q gosto de ser. Estou feliz e satisfeita com a vida, e mto mais tranquila. Estou mais consciente de mim e, o melhor: me aceitando como sou!!

Não estou mais apreensiva de como será o futuro. O futuro sou eu quem faço. Assim como fui eu q fiz minha própria vida até aqui. E a gente fica pensando tanta besteira, tanta superstição...

Meu 2009 já está sendo bom desde agora! Pq sou EU q faço meu estado de espírito!! Minha mente é a força q faz a minha vida, e não posso esperar pelo contrário, senão, dá no q deu... Eu apagando a mim mesma cada vez mais, prá dar espaço a uma ficha médica. Eu não sou um diagnóstico! Mas aceito q o diagnóstico faz parte de mim. Só isso!!!

Agora, com as crianças de férias, vou aproveitar prá curtir meu novo estado de espírito com elas...

Ia'Orana!!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Back to Black (or White, or Grey)

É difícil postar sem internet... Vamos dizer, impossível, rs...

A vida tá corrida, o q me dá pouco tempo para me desanimar da vida. Mas tem sintomas q são bem visíveis dos contrastes q ainda tenho vivido. A depressão não se deixa esquecer pela falta de apetite. Ainda q eu me force a comer, ânsias de vômito me obrigam a parar e tomar fôlego, seja lá o q eu esteja fazendo.

Já a ansiedade chega cheia de volúpia, com seus impulsos físicos, gastronômicos, insones... Nunca consigo achar meu limite no comer, na agressividade, e mto menos consigo dormir. Tento então tirar o melhor dela, pq nem sempre a ansiedade agita - ela tbm paralisa. Então qndo não paralisa, eu a tomo com todas as forças e reviro a casa atrás de coisas q não fazem mais sentido prá mim, mas podem fazer prá outro alguém. É bom "aliviar a bagagem", abrir caminho para novas coisas q não deixam de ser apenas materiais, mas q ainda assim fazem parte do caminho do espírito.

2008 foi um ano complicado prá mim. Deixei cair a mulher forte e confiante q eu era em algum lugar e me rendi a um diagnóstico. Parafraseando Maísa, "meu mundo caiu", não sabia mais quem era e vivi um tornado, um terremoto interno q me tornou frágil como a estrutura de um edifício. Essa coisa de 8 ou 80 tá me cansando à medida q vou chegando aos 30. Não sou mais uma adolescente - ainda q me veja dessa forma ainda - tá na hora de encontrar meu equilíbrio. Não preciso ser essa explosão q todos esperam de mim o tempo todo: posso ser uma lanterna, de luz constante e tranquila, não mais um pisca-pisca de Natal... Q droga, já to caindo no ridículo. Mas fazer o q se os sentimentos mais profundos - assim como as cartas de amor - são todas ridículas? Tem coisa mais ridícula q um revival de fim de ano? Mas, continuando com Álvaro de Campos: "Afinal, só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor é que são ridículas."

Se não vê-los até lá, feliz Natal!
Ia'Orana!

domingo, 23 de novembro de 2008

Roda Viva

(Chico Buarque)

Tem dias que a gente se sente

Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu...

A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou...

A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou...

No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...(4x)

E num tem dia mesmo assim?...

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Meus Contrastes

Ai, ai... Tá bom, nem eu mesma me aguento nesse ritmo "semana up, semana down"... Pelo menos consegui meu ácido valpróico, em falta na semana passada no posto. Estava tremendo cada vez mais, e cheguei a pensar em deixar de tomar os remédios por causa disso. Mas botei a cabeça no lugar - principalmente depois da terapia - e foi de cabeça erguida q voltei ao posto buscar a medicação q faltava, firme na ideia de não desistir de mim mesma. A tremedeira passou.

Voltei a me dedicar à minha espiritualidade. Estou relendo - conforme a ansiedade permite - livros q eu já tinha lido e voltei a frequentar as sessões de educação mediúnica no meu CE, além dos estudos e trabalhos q eu já fazia lá. Havia abandonado justamente por estar me sentindo perturbada, frágil demais. E pq o exercício da mediunidade exige uma responsabilidade q eu tinha medo de entregar. Resultado: 2 meses depois, surtei de vez. Mas agora q voltei, me ajuda a me concentrar e oração tbm nunca é demais. Estranho foi conversar sobre isso com minha terapeuta. Sei lá, as vzs pra maioria das pessoas uma coisa nada tem a ver com a outra, e até mesmo eu q acho q tem a ver, me confundo com os pontos de intersecção. Prá isso eu leio mto. E divago mto. Até conseguir minhas próprias respostas...

Ótimo fim de semana! Ia'Orana!

O Bêbado e o Equilibrista

"Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto me lembrou Carlitos
A lua tal qual a dona do bordel

Pedia a cada estrela fria um brilho de a...lu...guel
E nuvens lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas, que sufoco louco
O bêbado com chapéu coco fazia irreverências mil
Prá noite do Bra...sil, meu Brasil
Que sonha com a volta do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu num rabo de foguete

Chora a nossa pátria mãe gentil
Choram marias e clarisses no solo do Brasil
Mas sei que uma dor assim pungente não há de ser inutilmente
A espe...rança dança na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha pode se ma...chu...car
Azar, a esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista
tem que continuar"

domingo, 2 de novembro de 2008

Florbela Espanca

Gosto mto de Florbela Espanca. Ela tem uma intensidade nos seus versos com os quais me identifico mto.

Nas últimas semanas andei me sentindo meio deprimida - e a última consulta com a terapeuta tinha sido tão boa... Senti uma espécie de hopelessness, uma falta de "luz no fim do túnel", como se eu não tivesse amanhã. Me senti velha demais, cansada demais, gorda demais, feia demais prá fazer ou pensar em qualquer coisa. Foi como incorporar outra pessoa, como estar fora da Terra. Passei dias macerando isso sozinha, pq no dia da consulta dessa semana a terapeuta faltou por estar doente. Ainda não estou no meu bem-estar mais pleno, mas estou mto melhor, de uma forma q nem eu sei explicar. Só sei q olhei prá mim mesma e tirei as máscaras nas quais eu mesma me escondi. Afinal, eu ficava pensando "caramba, estou com 27" qndo devia pensar "caramba, ainda estou com 27!", talvez tentando usar como desculpa esfarrapada para meu medo de falhar. Mas tenho mto a fazer ainda nessa vida, e tenho luz, uma luz q é só minha, mesmo q seja bizarra. Uma luz cheia de cores dos meus talentos únicos q hj enxergo! Derrepente minha alma se arrumou, passou um batom vermelho e saiu prá ver o sol... E como era belo! A vida passou a me mostrar outras perspectivas e hj me sinto novamente forte, mesmo por ter me assumido fraca um dia. Claro, ainda tenho medo desse fantasma depressivo q toma minha vida derrepente sem pedir licença, mas quero viver o meu melhor enquanto ainda dá prá estar na parte de cima da roda-gigante (roda-gigante não pq eu morro de medo, prefiro a "velha amiga" montanha-russa).

Não postei antes pois é difícil postar deprimida. Ou com tremor nas mãos. Temo ser da medicação. Amanhã procuro um médico prá saber o q é e dar um jeito nisso q tá me incomodando tanto...

Ia'Orana!

Fanatismo

"Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida.
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!
Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!
Tudo no mundo é frágil, tudo passa...
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!
E, olhos postos em ti, digo de rastros:
Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio e Fim!..."

(Florbela Espanca)

domingo, 19 de outubro de 2008

Quase peço perdão quando alcanço meu alvo,
quando tenho sucesso nalguma empreitada,
por sair são e salvo de certos combates,
completando jornadas que aceito assumir...
Por favor me desculpem por ser persistente,
acabar conseguindo por muito buscar,
unir unhas e dentes na lida diária;
até mesmo ofuscar certos olhos obesos...
Muitas vezes prometo em silêncio infinito,
que serei simplesmente uma chama na palha
ou apenas um grito perdido na noite...
Mas acabo durando, vencendo percalços,
numa "falha" contínua que a tantos atinge;
tantos falsos adidos; parceiros; irmãos...

- Demétrio Pereira Sena

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Bad Hair Day

Ontem a terapia foi assustadoramente produtiva. Acho q em meses eu não tinha uma sessão tão interessante. Talvez tenha sido causado pelo bem-estar causado pelos medicamentos novamente tomados direitinho... Finalmente me dei conta de q não passo q uma menina mimada q não tem objetivos na vida simplesmente pq nunca precisou! Sempre tinha alguém ali por trás me dando total apoio, eu nunca precisei me jogar em nada a não ser q eu quisesse. E mtas vzs eu quis fazer coisas simplesmente pq eu achei q eu podia, mas me dei conta de q eu não TENHO necessariamente q fazê-las (isso talvez explique meu total fracasso e indecisão profissional). Pode não parecer, mas é um avanço. Quem diria q um dia eu me reconheceria como uma "megerinha" (ou uma "megera com simpatia", como eu criei dentro do consultório).

Ah, sei lá. Só sei q ando tbm meio triste. Pior do q ser magra ou gorda é estar no meio do caminho como eu ando ultimamente. Serão os medicamentos? Sei lá, tem gente q diz q o ácido valpróico engorda... Mas eu ainda sinto mta ansiedade... E meu novo corte de cabelo não anda favorecendo em nada (até pq ando com mta preguiça de ficar fazendo escova com o calor q se faz nessa cidade)... Acho q vou raspar a cabeça (Mr.G incentivou a rasparmos juntos), mas acho q vou ficar mais esquisita ainda. Mas afinal, o q é uma cabeça raspada prá quem pinta o cabelo de cores como roxo e pink???

Não se assustem se dia desses vcs se depararem com alguma notícia esquisita por aqui...

Ia'Orana!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

"No one know what's like..."

Pq hj me sinto assim... (E tbm pq amo "House")


Por trás de Olhos Azuis
(The Who)

Ninguém sabe como é, ser o cara mal
ser o cara triste, por trás de olhos tristes
E ninguém sabe como é, ser odiado
ser destinado, a apenas mentir...

Mas meus sonhos não são tão vazios
quanto minha consciencia parece ser
passo horas, sozinho
meu amor é uma vingança
isso nunca é de graça

Ninguém sabe como é, sentir estes sentimentos
como eu sinto, e a culpa é sua!
Ninguem ferroa tão ferozmente, em sua ira
Nenhuma das minhas aflições ou dores.. podem transparecer

Mas meus sonhos não são tão vazios
quanto minha consciencia parece ser
passo horas, sozinho
meu amor é uma vingança
isso nunca é de graça

Quando meus punhos cerrarem, abra-os até quebrar...
Antes que eu os use e perca a calma.
Quando eu sorrir, me dê algumas notícias ruins...
Antes que eu sorria e aja como um tolo.

E se eu beber de algo maligno;
enfie seu dedo na minha garganta.
e se eu tremer me dê seu cobertor;
me mantenha aquecido, deixe-me usar seu casaco.

Ninguém sabe como é, ser o cara mal
ser o cara triste, por trás de olhos tristes.