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terça-feira, 16 de novembro de 2010

E a vida segue...

Sinto como vivendo com um estranho. É esquisito qndo as pessoas nos surpreendem de forma negativa. Afinal, eu sei q as pessoas mudam conforme o tempo passa, mas esperamos q seja sempre prá melhor. Mas as pessoas nem sempre encaixam em nossas expectativas...

Pelo menos, nisso tudo, descobri no meu pai um grande amigo. Nunca tínhamos tido talvez a oportunidade (ou talvez eu mesma não o tenha permitido), mas hj qndo penso no meu pai, sinto q alguém está do meu lado. De verdade.

Bem, semana passada eu fui na minha psiquiatra e na neuropediatra da caçula. Com minha psiquiatra, falei de tudo q estava me aborrecendo, ela não teceu nenhum comentário - creio q, diferente da maioria das pessoas, ela não ache q o incidente foi culpa minha e da minha "doença" - só ficou preocupada com minha tricotilomania q parece q está aumentando. Aumentou a dose de fluoxetina e disse q se não melhorar, vamos ter q trocar o lítio pelo topiramato. Detalhe: não tem no posto. Mas o governo fornece lá na Praça Onze... E eu acho q vou ter q me render, pq na verdade a fluoxetina parece estar piorando a situação. Vou esperar as férias para testar a nova medicação. Com tantos compromissos até o fim do ano, tenho medo do topiramato dar algum revertério...

Na neuropediatra saí com uma pulguinha atrás da orelha. A dra. parece ter informatizado o consultório, então as consultas estavam demorando mais q o normal. Só q a caçula estava IMPOSSÍVEL - 1 semana sem o Depakote - e a dra lá, inserindo os dados dela no laptop da mesa ao lado.

Ela pegou o EEG, olhou, afirmou q estava tudo normal, perguntou se ela tinha se dado bem com a medicação e continuou fazendo anotações no laptop. Do ângulo em q eu estava consegui ler em capslock BIPOLARIDADE. Qndo a dra. voltou-se de frente prá mim novamente, resolvi perguntar qual era o diagnóstico. Ela disse q não podia dizer, q só um neuropsicólogo poderia definir e cedeu o cartão do dr. Aí perguntei "Então estamos tratando o q?".

-"Hiperatividade psicomotora"
-"E um psicólogo pode ajudar no caso dela?"
-"Só quem pode dizer isso é o neuropsicólogo..."

Não disse mais nada, peguei a receita do Depakote e saí. Fiquei pensando "será q procuro um segundo neuropediatra, o tal neuropsicólogo (q não é coberto pelo plano) ou busco um psiquiatra infantil?"...

Cheguei em casa e expus minha dúvida no Orkut (quem disse q Orkut não serve prá nada?). Outras mães nas mesmas condições (inclusive uma outra mãe bipolar, como eu) se manifestaram, e me ajudaram a tomar a decisão: em caso de bipolaridade, o ideal é um psiquiatra. Eu me trato com psiquiatra! Quem me diagnosticou foi uma psiquiatra! Ora bolas, era o q mais fazia sentido!!

Então é isso. Esperei esse feriadão passar prá marcar psiquiatra pediátrico, otorrino, enfim, fazer um check-up total nas meninas! A mais velha anda com anemia, tbm tenho q ver isso...

E assim vamos, seguindo sempre, pq parar é para os fracos!

Ia'Orana!

2 comentários:

Soninha disse...

ola,bom dia pra vc eu só consegui ler esse relato sei hoje de manha entao nao to interada de tudo,mas gostei de vc e te achei mesmo sendo bipolar uma super mae,eu imagino como vc deve ter momentos dificeis no seu dia a dia...
amiga te admiro muito e sempre que eu conseguir quero vir aui ver vc.
bjos e um ótimo domingo pra vc e sua familia,...!

Anônimo disse...

A felicidade está mais perto do que voce pensa.
Todos tem problemas, e nao existe meio melhor de enfrenta-los do que amar, respeitar e demonstrar.

Ame a si mesma, e ame suas filhas mais ainda. A vida é muito curta para perder tempo com definições. Trate do coração, que a mente descança.

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