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sábado, 19 de novembro de 2011

Reencontros da(s) vida(s)

Semana estranha... Depois de quase 9 meses sem fumar e sem nem sentir falta, comecei a sentir forte desejo por cigarros. E por vinho licoroso, q acho doce demais. Apesar disso, ao chegar perto de um fumante e do tal vinho, o desejo sumia. Algo estava acontecendo... Esse desejo por coisas q nem gosto não era meu. Não tive dúvidas de q era um chamado.

Fazia tempo q eu não pisava num templo umbandista. Falta de tempo, medo de me apegar a uma religião q talvez eu não conseguisse seguir, não sei. Conheço pouco dessa religião, e confesso q antes de pisar num terreiro em 2009, tinha até certo receio. É o tal do "pré-conceito" q a gente acha q não tem, mas tem... Daí comecei a frequentar um templo perto do trabalho, e então ler sobre o assunto - isso prova q o preconceito é resultado da ignorância. Só o conhecimento pode extirpar esse mal da sociedade.

Tive q desapegar da crença qndo fui dispensada do trabalho e fiquei impossibilitada de frequentá-la. Vida vai, vida vem, a gente vai esquecendo... Mas qndo os problemas surgem, a gente logo lembra de D'us e da espiritualidade, essa é a verdade. E como humana, fiz o mesmo. O velho e bom Centro Kardecista q eu frequentei tanto, não conseguia mais - sempre tem acontecido empecilhos nos horários das reuniões. Sempre sonhei trabalhar lá, e ainda sonho, mas vejo q o momento é outro...

Resolvi seguir minha intuição, e diante de uma sexta-feira atarefada (incluindo uma consulta com um reumatologista), consegui tempo de pisar mais uma vez no terreiro onde descobri minha mediunidade de incorporação. Ainda não estou estudando-a como deveria pelo temor de não dar conta o suficiente, mas ela  parece cada vez mais sintonizada.

Caminhando da casa da minha mãe até o ponto da kombi lembrei q precisava levar 1 kg de alimento não perecível. Passei no mercadinho suburbano e busquei o item mais barato possível. Contei moedas prá poder ter passagem prá ir e prá voltar. Só chegando lá lembrei q tinha q comprar uma vela, fiz as contas e vi q iam faltar 10 centavos: ou prá vela, ou prá passagem. Eu não queria deixar essa pro pobre do motorista da kombi, afinal, aquilo é o ganha-pão dele. Pensei em pedir um desconto na compra da vela, mas acho q eles usam o dinheiro prá caridade. Na fila, já aflita com a "história triste" q iria contar ao cambono q trabalhava de caixa, me distraí e quase tropecei de leve. Olhei pro chão e não havia nada prá q eu tropeçasse, a não ser uma reluzente moedinha de 10 centavos. Peguei-a ainda com os pensamentos dormentes - só depois de notar q não tinha dono, me dei conta de q era exatamente o valor prá pagar a vela & a passagem sem prejudicar ninguém. Era, com certeza, um sinal divino de q minha intuição estava certa; e eu estava exatamente onde deveria estar.

No início da "gira" (como costumam chamar as sessões espirituais) q era do povo de esquerda, os atabaques eram incansáveis e eu não mais sentia aqueles desejos infundados. Fui sentindo forte sudorese nas mãos e sonolência. Aos poucos esse sentimento me seduziu e ao fechar os olhos senti um princípio de transe - se é q isso existe. Mentalmente tentei controlar o q, pelo q senti, desejava mto se manifestar - fechei os olhos e "conversei" com meus guias, no silêncio do meu pensamento. Ao lado do banco em q eu estava sentada vi, ainda de olhos fechados, uma linda cigana com enorme vestido, todo vermelho, e uma rosa da mesma cor nos cabelos, rodando e dançando (no dia seguinte fiquei sabendo q na nossa infância, meu irmão já a tinha visto tomando conta de mim). Do outro lado, vi um homem de camisa de cetim preto, mto parecido com a q alguns médiuns estavam usando. Achei q era auto-sugestão, mas os sintomas deram trégua. Pensei q, se eu tivesse q trabalhar com eles, era naquela noite q eu receberia um sinal. Por isso não foi surpresa qndo fui atendida por uma senhora incorporada com uma pombagira q me confirmou q sou médium e me convidou a trabalhar na casa espontaneamente. Já cansei de saber q o q os outros chamam de "coincidência" simplesmente tem uma razão de ser pra espiritualidade. Não me surpreende mais. Mas mesmo assim, é fascinante, não?

Na hora do descarrego, qndo toda a assistência é chamada a entrar no terreiro, fazer orações e entoar cantos (os chamados pontos), já fui "conversando" com minhas entidades prá, qndo viessem, q viessem com calma. E assim foi, na vinda e na ida. Tudo aconteceu serenamente, enquanto entoavam cantos prá Oyá, Obaluaê, e exus q identifiquei q andam comigo. Senti forte identificação com o povo q trabalha no cemitério. Assusta?? rsrss... Qndo a gente entende q Vida e Morte nada mais são do q estágios do espírito, não assusta mais... Por isso o estudo do Evangelho Segundo Espiritismo e do Livro dos Espíritos é tão importante. E sou grata por tê-los estudado antes.

Resumidamente: a noite foi linda, tive contato com outros guias q não tivera antes, sensações diferentes mas q não me assustam mais. Consegui controlar extravagâncias. Simbiose perfeita entre meus guias - q vieram prá me "limpar" - e eu, a médium inexperiente. Era como reencontrar velhos amigos q eu não via há tempos e q queriam trabalhar comigo... Eu estava plena e me sentia no caminho q D'us Gostaria q eu estivesse. E isso era - e é - o mais importante: A VONTADE DE D'US. Me senti Sua serva - sentimento q quero eternizar. E acho q foi isso q me incentivou a escrever sobre essa noite. A bela sensação de me sentir conectada com o Pai. Saí do templo quase levitando...

Obgda, Senhor, pelas coisas belas q acontecem sob Tua Ordem!!

Ia'Orana!
Shalom!

Um comentário:

Cicero Edinaldo disse...

DEUS GUIA OS NOSSOS PASSOS A CADA INSTANTE. aS VEZES ELE DEIXA A GENTE CAIR, MAS SEMPRE ESTÁ COM A MÃO ESTENDIDA DO NOSSO LADO! BASTA A GENTE QUERER SEGURA-LA!
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(um ano de blog. Obg por fazer parte dessa história)

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