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domingo, 23 de dezembro de 2012

E o mundo não acabou...

Ao teu encontro, teu olho brilha, teu sorriso abre, seu rosto ilumina. Impossível não notar. Passamos o dia juntos, nos abraçamos, tentei te ajudar, "para de me remendar", "só não larguei tudo por causa de você", e eu achando que estava enlouquecendo. "Amore mio", bobagens mil, a cruz de malta enrubescendo, "mas isso não tem nada a ver com nós dois...", "não entendi sua preocupação", guarda teu trabalho, teu olho castanho. Saímos e do meu lado uma moeda parece saltar ao chão. "Vai ver um anjo passou e jogou essa moeda prá você". Sim, eu sei, pensei o mesmo. Num dia que não precisava ter fim, não dissemos adeus. E no dia seguinte, tudo se repete: te encontro, teu rosto ilumina, e eu tento me controlar para não transparecer o mesmo enquanto sua mão busca meu quadril.

Dessa vez os anjos deixaram as moedas de lado: encontrei uma nota de 10 reais no chão. Você sorri, sonolento, pega na minha mão e a abriga na sua. Os dedos se abrem e se entrelaçam, se acomodando. Era como estar protegida debaixo das suas asas, como ser pequenina e usar sua mão de cobertor. Deitei a cabeça no seu ombro com medo de me mover um milímetro a mais e acabar acordando daquele sonho. Mas era real, você ali, com tanto medo quanto eu de se mover um milímetro. Era um momento tão perfeito no tempo e no espaço que qualquer excedente poderia estragá-lo. Não temíamos o fim do mundo, mas o fim daquele momento.

A gente desce, se abraça, deseja boas festas um ao outro você me lança mais uma vez aquele seu olhar pedinte - enquanto peço forças aos céus. Como resistir àquele brilho no olhar? Àquela covinha que você revela marotamente num sorriso - sorriso esse que me devora?

Adeus, preciso ir-me! Pare de me hipnotizar com seus gracejos! Já me deste as respostas que eu precisava. E assim levo comigo, entre outras coisas, o toque da sua mão na minha, a sensação dos dedos atrelados aos seus. E assim vou prá casa celebrando a vida, porque perguntei e fui ouvida.

Até o ano que vem!

Shalom!




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