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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Fechando um ciclo para abrir outro

É fim do ano. Dois dias para meu aniversário. Momento em que paro para reflexão.

Eu, ouvindo "All Star", me recordo de Nando Reis contando como foi compôr essa música, inspirado no profundo sentimento que o aliou à Cássia Eller. Essa música é quase unanimidade - e, certamente, o amor verdadeiro citado na composição acaba tocando aos corações que a ouvem. Coisas inspiradas no Amor (assim mesmo, com A maiúsculo) sempre chegam aos corações de outras pessoas. É algo que transparece, que transcende o entendimento lógico. Você simplesmente sente, enfim.

2012 foi, decididamente, um ano intenso para mim. Superações fizeram parte do dia a dia, assim como realização de sonhos que eu já nem acalentava mais - talvez, não obviamente. São coisas pequenas para grande maioria das pessoas, mas que ficarão registradas em mim. Conheci lugares e pessoas que transformaram minha percepção da vida. Experimentei sentimentos que até então eu não conhecia. Talvez eu nunca tivesse ido tão longe. Vivi sensações e momentos que me inspiraram a escrever, escrever e escrever. Talvez o que eu faço de melhor.

Descobri um poder dentro de mim que, até então, eu não tinha conhecimento. Amei à primeira vista, me iludi quando pensei que amava, reencontrei o caminho em outros braços, retornei ao primeiro caminho sem medo de errar. Aliás, medo de errar foi o que menos tive comparado a outros anos da minha vida. Estou ainda num longo caminho prá me livrar do medo, mas nesse ano dei meus primeiros passos. Porque eu errei tanto quanto acertei, mas eu tentei.

Vejo agora uma fase se finalizar, pedindo prá dar espaço a um novo ciclo. Me entoquei em meus pensamentos, quis me distrair deles me enchendo de compromissos. Mas sou como a fênix que tem que se recolher para inflamar e ressurgir das cinzas. As cinzas estão aqui, só falta eu renascer. E eu sinto que isso está para acontecer a qualquer momento. Para isso devo queimar meus temores e deixá-los prá trás.

Renovo-me aqui, escrevendo, mais uma vez. Nesse lugar onde tanto nasci quanto morri, em que tanto sorri quanto chorei. Vivi. E escrevendo desejo prosseguir na caminhada. Não há nenhum sentimento negativo que irá me parar - porque sou filha do vento, e vento enquanto escrevo. Meu coração é um tornado incontrolável de paixões e não há nada nem ninguém que o paralise. E porque, toda vez que em meu coração domina o Amor, é quando escrevo melhor, é quando toco outros corações. Como Nando Reis toca ao coração de quem escuta "All Star". Um tanto pretensiosa, mas não sou de ter sonhos pequenos: quanto mais tenho realizado, mais eu quero da Vida, e mais eu sei que a Vida me dará.

Obrigada a todos que fizeram parte, de uma forma ou de outra, dessa antologia linguística de amor e fé, nesse pequeno templo em que exponho minha carne crua e que chamo de lar. Alguns chamam de blog. Eu não me importo.

Ia'Orana!
Shalom!

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