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terça-feira, 16 de março de 2010

Mais um dia...

Pois é, no outro post eu disse q tinha psiquiatra marcado né... Adivinha: cheguei no posto e a mulher tava de férias!! Solução: remarcar para maio! Só não desolei totalmente pq consegui o Haldol na farmácia, q estava em falta...

Só o Haldol poderia acalmar a fera q estava me dominando dias antes. Eu tava uma máquina de instabilidade. Parecia um bicho enjaulado, andando prum lado e pro outro, começando coisas e não terminando, idéias diversas povoando minha cabeça sem se concluírem e me dominando totalmente. Voltei a arrancar cabelo. Só o lítio e o Rivotril não estavam dando jeito.

Até q a fluoxetina - ainda em falta no posto - não tá fazendo tanta falta. Sinto algumas angústias às vzs, mas deprê mesmo, tem tempo q não sinto. Há mto tempo eu não sabia o q era isso, ainda mais sem antidepressivo. Estou bem, enfim. Pelo menos nesse aspecto.

Enquanto isso já marquei uma psiquiatra pelo plano de saúde como plano estratégico. Não quero depender de um serviço e esse serviço me deixar na mão. Além do q, queria ouvir uma segunda opinião sobre minha medicação. Mas a princípio vou continuar com a psiq do posto tbm. Pelo menos até me garantir financeiramente prá pagar meus medicamentos...

E, hey!, comecei meu curso de enfermagem!! Estou bem empolgada e acho q isso tem me ajudado mto. Mergulhei no meu armário buscando tudo qnto é roupa branca, já q vou precisar agora... Por enquanto, só teve a primeira aula semana passada, q foi basicamente uma explicação de como vai se dar desde o curso como o estágio. Mto esclarecedor. E tbm prá descobrir a penca de coisas q vou ter q comprar até começar o estágio: é pijama de CTI e centro cirúrgico, maleta com termometro, tesoura, óculos, aparelho prá aferir pressão (é, ainda não decorei o nome, mas tá cedo ainda), estetoscópio, livros, etc... Mas vai valer a pena, já está valendo. Olho prá minha vida e nem consigo acreditar, pq, pouco tempo atrás, me sentia incapaz de fazer qualquer coisa. E agora estou eu, de volta aos estudos (o q eu adoro). Amanhã tem aula novamente. Mal consigo conter a ansiedade...

Em compensação, minha relação tá complicada. A distância do Mr.G do meu transtorno e tratamento tem atrapalhado um pouco. Ele não entende o qnto eu preciso dos medicamentos as vzs... Mas acho q agora ele tá tentando entender. Espero q não seja fogo de palha, senão vai ser difícil continuar uma relação assim...

E assim a vida segue...
Ia'Orana!

segunda-feira, 8 de março de 2010

O q eu tbm não entendo...

Dia 20 eu perdi um tio mto próximo. Juntando com a deprê do último post, eu tava no fundo do poço. Ou melhor, quase. Dia 23 adormeci à tarde e tive um sonho estranho: um amigo meu de infância se despedia pq ia viajar de carro, e eu dizia "liga qndo chegar lá". O telefone tocou e eu acordei. Desde esse dia fiquei agoniada.

O q vc pensa, tendo morrido seu tio, com sua tia internada, vc sonhar q não sabe se um amigo seu chegou ao seu destino?

Uma agonia tomou conta de mim pelo resto da semana. E alguns sinais - como músicas e notícias na TV - me assustavam mais. Dia 25 tive uma crise de choro, tamanha a angústia. Até q dia 27, minha tia q estava internada faleceu.

Eu tava arrasada. Fiquei sem chão. Tomei um Rivotril antes de ir ao velório, mesmo assim eu chorava mais q meus próprios primos... Terminei fevereiro praguejando o mês q tinha passado.

Dia 3, sonhei com o encontro de amigos de infância, e aquele meu amigo q citei no começo do post estava presente. Conversamos agradavelmente, perguntei da esposa, ele disse q a gestação estava bem, mas ela se sentia perseguida por 3 pessoas (depois fiquei sabendo q provavelmente EU seria uma delas - mas acabamos nos resolvendo). Daí minha mãe me ligou e eu tive q ir embora. Esse meu amigo se ofereceu prá me levar em casa. Parte do percurso foi feito de carro, mas daí continuamos a pé, conversando agradavelmente sobre a vida, até q chegamos numa casa (q não era minha), e ele começou a se despedir pesarosamente. Ele sorriu, tocou seu nariz no meu e me deu um abraço como quem ñ vai se reencontrar tão cedo. Acordei às 5:30 da manhã com a sensação de q queria dizer mais algumas coisas antes q ele se fosse.

O sonho era mto real. Tanto q, depois de acordar e cumprir minhas obrigações matinais com filhas e escola, resolvi entrar na internet e visitar o perfil desse amigo. Sua frase dizia tudo: ele havia se mudado prá Curitiba na semana anterior.

Alívio... Não aguentaria perder mais ninguém nesses dias. Principalmente um amigo tão especial qnto ele.

Engraçado q desde os tempos de escola havia essas "coincidências" com esse amigo: coisas q eu prefiro não revelar prá não ser mal-interpretada. Mas lembro q, depois de 3 anos sem contato nenhum, ano passado, eu tinha sonhado com ele, 3 dias antes de nos reencontrarmos no msn. Até cheguei a contar o sonho prá ele e ele brincou perguntando se eu era cigana, rsrsrsss...

Hj estou feliz de saber q ele está fazendo a vida dele num lugar diferente, está feliz, está prestes a aumentar a família, e eu estou feliz, casada, com minhas 2 filhas e prestes a iniciar meu curso de enfermagem (AMÉM!!). Mas, pelo menos da minha parte, há um grande afeto, um sentimento q transcende qualquer entendimento meu. Tem coisas q não se explicam, acho q por isso a vida ainda não me explicou. Acreditam em vidas passadas?? Eu sim. E por enquanto, pelo menos, prá mim é a única coisa q explica essa sucessão de acontecimentos "esquisitos".

Bem, voltando à bipolaridade e seus detalhes, amanhã tem psiquiatra. Tomara q eu consiga a fluoxetina minha de cada dia, pq enfrentar esse turbilhão de coisas, tá meio heavy...

Ia'Orana!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

"Meu mundo caiu..."

Fui no posto pegar meus remedinhos, toda feliz pq estou me dando bem com eles. Mais uma vez, fluoxetina e haldol estão em falta. Mês passado tbm estavam, mas eu tinha uma receita guardada na bolsa e meu pai do lado prá me emprestar o dinheiro, comprei a fluoxetina e resolvi usar o haldol em gotas q eu já tinha em casa.

Só q esse mês não tem receita (a médica está de férias), não tem dinheiro, só tem o haldol (com o lítio e o rivotril). Por um lado é bom, pq garante q eu não arranque meus cabelos (quem acompanha sabe q é literalmente), por outro lado, ficar sem a fluoxetina me deixa meio sem rumo. Tento pensar "espere o q vai acontecer, depois se desespere", mas acho q os medicamentos tbm se tornam muletas psicológicas, acho q vou ter sérios problemas sem a fluoxetina (q já estava pouca, recentemente a dose foi aumentada).

Mas não dá, né? Nossa vida depende de medicamentos q, derrepente assim, simplesmente "faltam", sem a mínima explicação ou previsão de quando volta. É uma falta de respeito essa saúde pública... A privada tbm é. Mas prá bipolaridade eu uso dos serviços públicos justamente pq não tenho condições de comprar a penca de remédios q eu tomo...

Eu acho q o q eu preciso mesmo é trabalhar. Ter meu dinheiro, pôr a cabeça no lugar... Trabalhar é mto bom, ter o dinheirinho certo no fim do mês tbm... Sinto mta falta. O problema é com quem deixar as crianças agora, já q minha sogra q ficava com elas agora tem q cuidar da saúde dela urgentemente... Aff, parece q qndo vem um problema, vem uma avalanche, tudo ao mesmo tempo!!!...

Mas, como disse um dia Renato Russo, "qndo tudo está perdido, sempre existe um caminho...".
Tenho fé.

Ia'Orana!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

February Stars

É... Acho q andei tão lesada q esqueci q o blog existe... Na verdade não há mta novidade na eutimia, acho q isso me desestimulou a postar.

Aí, começou a vir os baratos: vou mudar a cor de cabelo! De cabelo preto-ébano prá loira platinada! E ainda resolvi pegar o sol q o transborda no Rio de Janeiro prá contrastar. To tão diferente q as pessoas não me reconhecem na rua, hahahahahaha... Fugir dos credores agora tá mais fácil. Mas... Fica a dúvida: isso sou eu ou o transtorno?

Aí bateu a mania de um vinhozinho todo final de tarde. Ah, o q é q tem, né? Só uma dosezinha... Dizem q é bom pro coração. Até aí tudo bem, até o dia q me recusei de sair de casa com minha família pq estava impossibilitada: havia passado a tarde no msn bebendo vinho. 5 ou 6 taças generosas, acabei com a garrafa. Passei mal. Perdi o boliche com os amigos. Sou eu ou o transtorno?

As vzs me bate isso, uma vontade louca de beber, seja vinho, cerveja, Ice... E eu não devia estar tomando nada disso. Mas todo mundo pensa "ah, um pouquinho não vai fazer mal...", mas eu sempre passo do pouquinho. Só ontem tomei 2 Ices e uma cerveja. Assim, num meio de semana. Depois fui visitar a bb de um grande amigo nosso - eu tinha pedido pró Mr.G prá marcarmos outro dia, mas todos insistiram, e lá fui eu. Cheguei à conclusão de q minha intuição não falha: toda vez q não to bem prá sair, apesar do Mr.G dizer q é frescura, se eu forço a barra, fico meio abobalhada, as pessoas falam comigo e eu tenho dificuldade de responder, não sei dizer. Na verdade parece q todo mundo tá falando comigo ao mesmo tempo, e eu não consigo focar ninguém. Com ou sem álcool na mente. Mas é claro q o álcool piora tudo.

Chegamos em casa e fomos pro terraço, admirar as estrelas. Crianças dormindo, deu prá eu explicar a minha estranha sensação qndo saio contra vontade ao Mr.G. Mais uma vez, acho q ele não entendeu. "Acho q tenho q virar crente", eu disse. Ele não entendeu, denovo. Queria dizer q tinha q mudar de vida, parar de fumar e beber, ter uma vida mais regrada.

"Então vira adventista. Pelo menos eles são vegetarianos...", ele respondeu.

Parei prá pensar. "É, mas e o meu sushi?"

"Vegetariano não come sushi??"

"Claro q não, é peixe! Eu não sou vegetariana apesar de não comer carnes..."

O silêncio disse "então ferre-se sozinha".

Realmente, ele não entendeu nada.


Ia'Orana!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Eu agora...

... estou feliz, estou plena. Claro, voltei a tomar a medicação - tem dias q esqueço certas doses, mas juro q estou me esforçando ao máximo não pular dose nenhuma.

Na consulta a dra. quis tirar o haloperidol, mas pedi q não, pois andei arrancando mto cabelo. Talvez, qndo eu estiver mais estabilizada, vou tentar me livrar do Haldol aos poucos. Pq realmente cansa tomar tanto remédio.

A dra. tbm aumentou minha dose de fluoxetina. Foi pedido meu. Prá não bater denovo o desânimo q me fez desistir do tratamento... E acho q agora tô bem.

Tbm to sentindo falta de lidar com minha espiritualidade, falta de fazer algo pros outros... Sei lá. Tbm estou empolgada em fazer enfermagem - mesmo q não ganhe a bolsa q tanto quero e não dê prá pagar a faculdade, faço um curso técnico mesmo. Quero mto viver o dia-a-dia da enfermagem, talvez nas emergências, talvez na obstetrícia (minhas áreas favoritas)... Mas é isso q quero viver.

E é assim q entro em 2010: cheia de esperança, de planos, e desejo de tornar minha vida (e a vida de outras pessoas) melhor. Será q consigo?

Só tem um jeito de saber: tentando.

Aqui vamos nós... FELIZ 2010!!!

Ia'Orana!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Mas é bem feito!!!

Pois é, tava tão de saco cheio de tomar tanto remédio q fui me desinteressando, esquecendo aqui, esquecendo ali... Acabou q larguei tudo pro alto mesmo. Eu sabia q tava errado, mas eu me sentia tão bem... Mto melhor do q com os antipressivos. Logo imaginei q não tenho problema nenhum, tava me dopando à toa... Tava ótima sem tomar nada!

Tá bom, uma agitaçãozinha mental. Ah, mas eu podia lidar com aquilo! Tbm voltei a arrancar cabelo, mas achei q minha força de vontade ia melhorar isso (nunca melhorou em quase 20 anos! Não sei de onde tirei essa idéia...). Será q os medicamentos só me deixavam abobalhada? Não queria mais aquilo prá mim. Afinal, sem medicamento eu tava mto mais ligada, mais esperta, mais inteligente, mais genial... Mais, mais, mais! Qndo a agressividade apareceu, até pensei q podia ser a "tal" hipomania, mas, não: na verdade - eu achava - eu estava sendo eu mesma finalmente, os remédios só me reprimiam! Tão cedo não pensava em voltar a tomar nada, e nem sabia se ia na psiquiatra no dia marcado prá consulta (01/12).

Ontem, havia quase 1 mês sem medicamento. Tudo seria lindo se não fosse a confusão q morava dentro de mim. No fim do dia, uma crise: eu não queria levantar, não conseguia falar, só conseguia chorar compulsivamente. Mto pouco lembro da situação, mas Mr.G conta q o pouco q consegui falar foi prá dizer aos brados q queria morrer. Pior: na frente das minhas filhas. Eu não tinha controle de nada. Eu só lembro da angústia, vontade de fugir prá lugar nenhum...

Mr.G me jogou debaixo do chuveiro frio e parece q fui me acalmando. Só tremia mto e não conseguia respirar direito. Pedi água com açúcar e as coisas pareciam voltar ao lugar. Tudo tinha sumido, fui ao samba com a família, só queria beber mto e fumar tbm... Ri, sambei, e mesmo em casa só consegui dormir às 3 da manhã.

Pela manhã, parecia q a nuvem negra tinha passado e levado tudo embora. Do pouco q eu lembrava, não entendia o pq da crise de ontem. Prometi a mim mesma parar de fumar e voltar à tomar a medicação. Qualquer tremor nas mãos é menos pior do q o risco de viver aquilo tudo denovo.

Amanhã tem psiquiatra. Desisti de faltar. Só pedi ao Mr.G prá ir comigo, já q eu lembrava pouco do q aconteceu durante a crise. E agora, aprender com a burrada, né... Voltar a tomar meus remédios direitinho prá encontrar um pouco de paz...

E daí q estabilizada não sou tão genial assim?

Ia'Orana!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Vinte e Nove - Renato Russo

"Perdi vinte em vinte e nove amizades
Por conta de uma pedra em minhas mãos
Embriaguei morrendo vinte e nove vezes
Só aprendendo a viver sem você
Já que você não me quer mais

Passei vinte e nove meses num navio
E vinte e nove dias na prisão
E aos vinte e nove com o retorno de saturno
Decidi começar a viver

Quando você deixou de me amar
Aprendi a perdoar e a pedir perdão

E vinte e nove anjos me saudaram
E tive vinte e nove amigos outra vez"

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Renascida em 2 de novembro

Agradeço pelos calorosos comentários no último post, mas infelizmente não sou eu a autora do texto. Postei-o pq tbm me identifiquei mto.

Hj acordei meio de saco cheio de ser bipolar. Sei lá, de saco cheio do diagnóstico. Eu já sei a mto tempo q eu NÃO SOU o diagnóstico, só tenho q conviver com ele, mas nos últimos meses confesso q, mesmo sem querer, me escondi por trás dele. Acho q deixei de ser eu mesma prá ser "uma bipolar". Ou melhor, uma "pobre coitada de uma bipolar". As vzs, lá dentro do meu ser, há algo q aprecia se fazer de coitado... E eu custo tanto a acreditar nisso q não consigo lutar contra. Pois, está bem, eu reconheço e mando prá longe, AGORA!!! - q falta faz a terapia...

É, não tenho feito terapia pq tbm cansei. Eu só falava sozinha, e falava tanto (o q é fácil prá mim) q acabei sem assunto (o q já é difícil). Não sabia mais sobre o q falar nas sessões, desisti de ir. Quem sabe um dia não encontro um psicólogo q tenha mais a ver comigo (sei q é difícil na rede pública, mas...)?

Ultimamente meus psicólogos têm sido caboclos e preto-velhos. Na falta q tem me feito o Centro Espírita no qual sempre servi por questões de horário, resolvi frequentar um terreiro de Umbanda, mais perto do trabalho. E eles falam umas verdades q batem forte, sabe? Coisas q eu mesma não queria ver, e derrepente me vejo hj, botando dedo em feridas q precisavam prá ser cicatrizadas... Tem dado certo. Minha questão prá próxima gira será as coisas do passado q sempre me assaltam vez em qndo. Qndo eu penso q superei certas coisas, volto a ter notícias aí vejo q M... q eu sou... Essa tem sido minha única fraqueza. Ah, e vinho tbm. Ontem, numa comemoração, enxuguei uma garrafa de vinho e acordei daquele jeito... Já viu...

Mas acho q hj é dia de comemorar. Comemorar não estar entre os celebrados do dia. Ou, como diz minha sogra, celebrar por não ter ninguém querido prá celebrar pela primeira vez esse ano. Mas hj estou celebrando o meu renascimento. Já senti isso antes e passou, mas vou fazer de tudo prá q não passe dessa vez: essa vontade de viver, de pôr em prática meus desejos, de não deixar ninguém mais me botar prá baixo, de parar de me sabotar. Afinal, como disse o preto-velho da última vez "taí uma moça de atitude!". Eu sempre tive, né, pq não vou ter mais?

Ia'Orana!

domingo, 18 de outubro de 2009

Texto do www.psiconet.org.br

Recebi esse texto, mas infelizmente não consegui localizar a autora. Por isso, a única referência q posso dar do texto é o www.psiconet.org.br. Acho q vale a pena...

"Tudo no mundo e nas pessoas têm e funcionam por um padrão. Quanto mais humana a ciencia, mais sutil é o padrao, pq afinal, as pessoas são diferentes em varios sentidos.

Mas vejam a medicina, as doenças têm um padrão, os remédios têm um padrão, que não funciona para todos os casos, por isso tantos remedios diferentes, mas tem um padrao. Por exemplo, pq tantos antiinflamatorios? Um dos motivos é que pessoas tem sensibilidade, alergia e outras doenças que impedem que tomem alguns deles.

Eu acho que a bipolaridade em si não é doença. Não somos doentes. Somos diferentes.

Já confirmei com muitos bipolares a sensação que tive quando recebi meu diagnóstico ha vinte anos atras.

Foi um misto de alivio e indignação.

Alivio pq pensei, que bom, tudo o que fiz e faço de "estranho" não é culpa minha, é doença e tem um nome e tratamento.

Indignação pq a única coisa que sempre tive certeza na minha vida, aquela em que baseei todo o meu valor enquanto pessoa e ser humano era minha mente, meu raciocionio e minha inteligencia. Quem aquele medico pensava que era para me dizer que eu não podia confiar na minha mente?

E foi essa indignaçao que me levou todos esses anos a uma busca obsessiva por uma resposta, por uma solução.

Então cheguei a esta conclusão, a bipolaridade em si não é doença, não sou doente, sou diferente.

Mesmo sabendo tudo o que ja se descobriu, incluindo as ultimas descobertas de que a amigdala cerebral no bipolar, responsavel pelas emoçoes, é maior e se estimula sozinha. Que o lobo frontal, responsavel pela razao, é ligeiramente menor.

Mesmo assim.

A bipolaridade simplesmente faz com que nossas emoções sejam tão intensas que suplantam a razao.

E nossa ansiedade de tentar viver neste mundo é tao grande que abre brechas para doenças como depressao, panico, paranoia, e outras comorbidades.

Só que o mundo e a ciência são limitados e, ao inves de se tentar encontrar formas e ferramentas de aproveitar o que de melhor a bipolaridade pode trazer, encontraram formas de achatar nossas emoçoes para nos adequar ao mundo.

Somos mais propensos à psicose por exemplo, pq a intensidade de nossas emoçoes é demais e constante. Qq pessoa "normal" que passasse por uma situação que a fizesse realmente sentir na pele uma emoção na intensidade com que sentimos, tbm piraria, alias pira mesmo.

Ora, eu quero e preciso me adequar ao mundo, mas quando olho o mundo que está aí fora.......... ai

E a que preço, não?

Então, me dei conta, no meu caso, e minha psicologa e meu medico concordam, que preciso muito mais de psicoterapia do que de remedios. Pq ja encontrei um remedio que "segura" as doenças que vêm com a bipolaridade.

Pq a solução está em me autoconhecer, conhecer, acreditar e respeitar meus limites, minhas dificuldades e minhas qualidades e criar e encontrar ferramentas minhas para encontrar um lugar para mim no mundo.

Fiquem com Deus
jamais desistam de vcs"

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A depressão

Gente, qnto tempo não venho aqui! Mas é perfeitamente compreensível, visto q meti o pé na depressão denovo... Foram algumas semanas q custei a entender q o problema era esse. Eu só tinha apatia e vontade de dormir o tempo todo, além da falta total de apetite. Achei q ia ser bom pois eu precisava perder mesmo uns quilinhos, mas fazer nada o tempo todo não dá... Nem eu mesma tava aguentando.

Num impulso, dobrei a dose de fluoxetina, e me prometi relatar à médica assim q o resultado da minha litemia estiver pronto. E melhorei. Quer dizer, não to 100%, mas o medicamento me ajuda a detectar qndo tô em baixa, e, melhor ainda, me dá forças prá tentar levantar.

Sabe, eu não costumo ligar mto prá opiniões alheias, mas as vzs me irritam pessoas q falam de depressão como se fosse uma "onda". Claro, devem ter casos de pessoas q se escondem através duma depressão declarada (o q pode ser falsa, pois raramente o depressivo declama sua doença), mas eu realmente SEI q pensamento positivo, lavar uma louça ou um tanque de roupa suja não são solução nenhuma para o problema. A depressão é tratada como uma frescura, o q não é. É uma doença q pode ficar bem grave se não for tratada, podendo levar ao suicídio. Isso é engraçado?? Não acho nem um pouco.

Quem anda na corda bamba como eu certamente deve ter o mesmo medo q eu tenho: o de tropeçar na depressão vez ou outra. É como andar num caminho esburacado e derrepente vc cair no buraco da depressão. Pior é q o tombo é tão rápido q vc demora a se dar conta de onde vc caiu. Pelo menos eu tenho mto medo da depressão pq ela chega sem eu nem sentir. Só algumas semanas depois de me ver mergulhada em tristeza, sem vontade de viver e com vontade até de dar por encerrada essa minha jornada terrena, é q eu detecto o problema. Aí vem outro: como sair?? Terapia, medicamento, força de vontade... Por onde começar?

A depressão é o fantasma q me ronda à noite, q me faz ter medo do escuro como uma criança. Me faz tentar andar prestando atenção em cada passo, pq ela pode estar à espreita e me pegar a qualquer momento. E uma vez nas garras dela, é uma luta tentar se desvencilhar. De verdade. Cansa literalmente. Cansa mto mais do q ter q lavar um tanque de roupa suja...

Mas, infelizmente, enquanto o ser humano não entender seus próprios problemas, não poderá entender o problema do outro. Mto menos respeitá-lo.

Chamam mtos de nós de loucos, mas qntos desses não estão precisando dar uma passadinha num psiquiatra??? Esquecem q qndo apontam um dedo a alguém, outros quatro apontam prá si mesmos...

Agora, é bola prá frente!!
Ia'Orana!