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sábado, 5 de maio de 2012

Eu que não sei nada da vida

E eu que já estava tão mulher - tão sábia e convicta das minhas experiências - sabia identificar as chances de um possível relacionamento, avaliando até onde valeria a pena investir. O amor prá mim, havia virado isso: uma bolsa de valores onde o interesse é fugir das perdas o máximo possível; análise fria de conjunturas porque, afinal, eu já era grandinha. E chorar por alguém era algo que tinha ficado lá prá adolescência - ou eu simplesmente tinha cansado disso. Agora o coração só mergulhava se a cabeça concordasse. E fim de papo.

Daí, conheço você, um frio percorre a espinha, não sei nem seu nome mas sinto uma força magnética. HELLOOO!!! Acalma teu coração, menina crescida... Vc sabe que se apaixonar não é assim! Não queremos quebrar a cara novamente, não é? É, pois é. Afinal, era apenas o primeiro dia, ainda nos esbarraríamos por aí e daí eu veria que, de repente, você não era nada daquilo que eu poderia estar esperando.

E nos esbarramos assim, uma vez ou outra. Eu me sentindo a mais tola das mulheres, sem saber o que dizer, e negando a mim mesma a sensação de que você queria chamar minha atenção. Expectativas malditas! Não as quero mais no meu mundo! Me esforcei e não foi difícil acabar com qualquer encantamento que pudesse estar nascendo. Até porque, não era sempre que nos víamos. Só que parece que, em dado momento, o Destino resolveu mexer com tudo... Bastou um simples abraço de despedida no ponto de ônibus e toda minha precaução ruiu. No dia seguinte, mais um cumprimento caloroso, uma noite cheia de carinhos, abraços, arrepios. Nada mais. E foram tantos encontros e reencontros que eu acreditei que dessa vez seria diferente. Mas nem tudo pode ser como a gente deseja, né?

Se eu ainda fosse o tipo de pessoa que simplesmente se envolve por uma noite e depois parte prá outra, quem sabe tudo me seria mais fácil? Mas, você sabe, eu não sou. Eu tentei, e você deve ter visto que tentei manter o ar blasé, mas hoje entrego o jogo. Decidi me poupar dos seus abraços carinhosos e qualquer outro tipo de expressão de afeto. Somos colegas, mas não dá prá sermos amigos enquanto tenho tempo contado prá te tirar de vez da cabeça - mesmo que você insista que não é isso que você quer e que vai continuar me abraçando como se nada tivesse acontecido.

A verdade é que perdi minhas rédeas, não consigo mais fazer minhas análises frias como boa menina crescida... O coração fica aos pulos e os suspiros vão pelo ar... A vida de ambos vai acabar virando um inferno... Será que você entende? Porque eu, na verdade, tento e tento analisar e não consigo. Só há uma certeza: você precisa sair da minha vida - e eu nem sei direito como fazê-lo. A mulher tão madura que você conheceu regrediu - tomou a poção da Alice e ficou tão pequenininha... Se perdeu dentro de si. Não tente me encontrar: preciso seguir esse caminho sozinha. E creio que você também tenha os seus próprios caminhos prá seguir...

Obrigada pelos dias tão felizes. Guardarei no meu coração - mas agora não. Entenda.
Ia'Orana!
Shalom!

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