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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Feliz Nova Idade!

Agora entendo os q as pessoas sempre diziam. Os aniversários vão passando e começam a pesar.

A ideia de fazer 30 anos foi mais assustadora do q fazê-los, realmente. Vivi esse ano, dentro do possível, curtindo a idade redonda, fazendo até graça pq a maioria das pessoas me dá idade bem menor. Já pediram minha identidade e perguntaram por meus pais. Lisonjeiro, não? Não tenho realmente do q reclamar...

E agora, os 31. Eu tava tão tranquila em relação a esse aniversário, ao contrário do último... E foi só o dia chegar q senti meia tonelada nas costas. Eu sei q já vou me acostumar com o novo número, mas o efeito do aniversário dura ainda algumas semanas... Até alguém perguntar se eu tenho 23 anos novamente, rsrss... É, acho q daí relaxo.

O mais interessante é meu novo olhar diante dos caras mais novos. Será já a crise de meia-idade??? Nunca fui de me atrair por moleques bonitinhos, desde novinha sempre gostei da cor grisalha das cabeças mais vividas... Mas ultimamente os homens mais velhos q têm me aparecido parecem tbm estar em crise, se comportando como os meninos com quem convivi durante minha adolescência nos anos 90. Se eu, na época, já achava o comportamento infantil, imagine agora! E tenho visto meninos q parecem tão sérios... Claro q pode não passar de imagem - por dentro certamente há aquele rapazinho morrendo de medo da balzaca decidida aqui. Eu sei. Mas nem tenho grilo mais, quero é me divertir, até pq a vida é curta e minha ampulheta tá correndo...

Sim, tenho sentido falta de uma compania. Os meses de tranquila solidão foram embora me deixando o instinto de "caçadora". Sei q não se conquista caras dessa forma, mas não gosto de jogos e como eu já disse, o legal é me divertir. Até pq, qndo for prá valer, sei q vai acontecer. E aí essa pessoa especial vai me achar especial do jeitinho q eu sou.


Ia'Orana!
Shalom!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Giz

Agora, diante de tanta intimidade com a espiritualidade, tomei a liberdade de me abrir pras minhas curiosidade mundanas e egoístas. Sim, acabei perguntando de você. Pai-Velho repetiu por um longo tempo: "é mto amor... É mto amor... Mto amor...". Depois fui especificando as perguntas, ele foi explicando - "mas não é prá agora".

É, não é a primeira vez que recebo esse tipo de mensagem, mas é sempre bom ser lembrada do dom da paciência. Nem todos têm a minha sorte e prá falar a verdade, eu mesma já cometi todas essas bobagens que você comete agora. Mais verdade ainda, é disso que temo. Mas meu Pai-Velho foi claro ao me alertar que eu não posso te proteger de tudo, não sou sua mãe afinal! Você precisa saber a verdade e também, se eu parar prá pensar, eu acabei aprendendo com todos os meus erros e revelações... Você é igualmente capaz.

Na verdade não sei porque me deu essa curiosidade. Faz poucos dias que tivemos aquela discussão difícil mas que teve um final feliz, como eu já tinha visto em sonho várias vezes. Os pingos foram postos nos "is", eu não alimentava mais nenhuma expectativa, trocamos novidades, você está bem acompanhado e eu em busca do meu Mr. Right - acho até que estou bem próxima dele... Dai eu tenho que perguntar de você?!! Será q sou mesmo maluca? Você deve estar certo: eu machuco aos outros e me machuco. Parece que gosto disso.

Que seja! Só me resta aprender a seguir minha intuição em relação à minha vida afetiva, o resto será como terá de ser... "Lá vem, lá vem, lá vem de novo: acho que estou gostando de alguém".

Mas é de ti que não esquecerei.

Ia'Orana!
Shalom!



terça-feira, 29 de novembro de 2011

Robbie Williams - Angel

Às vezes basta encontrar um único anjo,
e outra legião deles aparece pra você.



"Eu sento e espero - 
Há um anjo contemplando meu destino?
E eles sabem
dos lugares onde nós vamos
Quando estamos grisalhos e velhos?
Pois me foi dito
Que a salvação deixa as asas deles estendidas
Então, quando eu estiver deitado na minha cama,
Pensamentos correndo pela minha cabeça,
E eu sentir que o amor está morto,
Estou amando anjos em vez disso...


E através disso tudo ela me oferece proteção,
Muito amor e afeição,
Esteja eu certo ou errado.
E debaixo da cachoeira,
Onde quer que isso possa me levar,
Eu sei que a vida não me arruinará.
Quando eu vier a chamá-la, ela não me abandonará.
Estou amando anjos em vez disso...


Quando estou me sentindo fraco
E minha dor caminha por uma rua de mão única,
Eu olho para cima
E sei que serei sempre abençoado com amor.
E conforme o sentimento cresce
Ela sopra carne aos meus ossos.
E quando o amor estiver morto,
Estou amando anjos em vez disso..."

sábado, 19 de novembro de 2011

Reencontros da(s) vida(s)

Semana estranha... Depois de quase 9 meses sem fumar e sem nem sentir falta, comecei a sentir forte desejo por cigarros. E por vinho licoroso, q acho doce demais. Apesar disso, ao chegar perto de um fumante e do tal vinho, o desejo sumia. Algo estava acontecendo... Esse desejo por coisas q nem gosto não era meu. Não tive dúvidas de q era um chamado.

Fazia tempo q eu não pisava num templo umbandista. Falta de tempo, medo de me apegar a uma religião q talvez eu não conseguisse seguir, não sei. Conheço pouco dessa religião, e confesso q antes de pisar num terreiro em 2009, tinha até certo receio. É o tal do "pré-conceito" q a gente acha q não tem, mas tem... Daí comecei a frequentar um templo perto do trabalho, e então ler sobre o assunto - isso prova q o preconceito é resultado da ignorância. Só o conhecimento pode extirpar esse mal da sociedade.

Tive q desapegar da crença qndo fui dispensada do trabalho e fiquei impossibilitada de frequentá-la. Vida vai, vida vem, a gente vai esquecendo... Mas qndo os problemas surgem, a gente logo lembra de D'us e da espiritualidade, essa é a verdade. E como humana, fiz o mesmo. O velho e bom Centro Kardecista q eu frequentei tanto, não conseguia mais - sempre tem acontecido empecilhos nos horários das reuniões. Sempre sonhei trabalhar lá, e ainda sonho, mas vejo q o momento é outro...

Resolvi seguir minha intuição, e diante de uma sexta-feira atarefada (incluindo uma consulta com um reumatologista), consegui tempo de pisar mais uma vez no terreiro onde descobri minha mediunidade de incorporação. Ainda não estou estudando-a como deveria pelo temor de não dar conta o suficiente, mas ela  parece cada vez mais sintonizada.

Caminhando da casa da minha mãe até o ponto da kombi lembrei q precisava levar 1 kg de alimento não perecível. Passei no mercadinho suburbano e busquei o item mais barato possível. Contei moedas prá poder ter passagem prá ir e prá voltar. Só chegando lá lembrei q tinha q comprar uma vela, fiz as contas e vi q iam faltar 10 centavos: ou prá vela, ou prá passagem. Eu não queria deixar essa pro pobre do motorista da kombi, afinal, aquilo é o ganha-pão dele. Pensei em pedir um desconto na compra da vela, mas acho q eles usam o dinheiro prá caridade. Na fila, já aflita com a "história triste" q iria contar ao cambono q trabalhava de caixa, me distraí e quase tropecei de leve. Olhei pro chão e não havia nada prá q eu tropeçasse, a não ser uma reluzente moedinha de 10 centavos. Peguei-a ainda com os pensamentos dormentes - só depois de notar q não tinha dono, me dei conta de q era exatamente o valor prá pagar a vela & a passagem sem prejudicar ninguém. Era, com certeza, um sinal divino de q minha intuição estava certa; e eu estava exatamente onde deveria estar.

No início da "gira" (como costumam chamar as sessões espirituais) q era do povo de esquerda, os atabaques eram incansáveis e eu não mais sentia aqueles desejos infundados. Fui sentindo forte sudorese nas mãos e sonolência. Aos poucos esse sentimento me seduziu e ao fechar os olhos senti um princípio de transe - se é q isso existe. Mentalmente tentei controlar o q, pelo q senti, desejava mto se manifestar - fechei os olhos e "conversei" com meus guias, no silêncio do meu pensamento. Ao lado do banco em q eu estava sentada vi, ainda de olhos fechados, uma linda cigana com enorme vestido, todo vermelho, e uma rosa da mesma cor nos cabelos, rodando e dançando (no dia seguinte fiquei sabendo q na nossa infância, meu irmão já a tinha visto tomando conta de mim). Do outro lado, vi um homem de camisa de cetim preto, mto parecido com a q alguns médiuns estavam usando. Achei q era auto-sugestão, mas os sintomas deram trégua. Pensei q, se eu tivesse q trabalhar com eles, era naquela noite q eu receberia um sinal. Por isso não foi surpresa qndo fui atendida por uma senhora incorporada com uma pombagira q me confirmou q sou médium e me convidou a trabalhar na casa espontaneamente. Já cansei de saber q o q os outros chamam de "coincidência" simplesmente tem uma razão de ser pra espiritualidade. Não me surpreende mais. Mas mesmo assim, é fascinante, não?

Na hora do descarrego, qndo toda a assistência é chamada a entrar no terreiro, fazer orações e entoar cantos (os chamados pontos), já fui "conversando" com minhas entidades prá, qndo viessem, q viessem com calma. E assim foi, na vinda e na ida. Tudo aconteceu serenamente, enquanto entoavam cantos prá Oyá, Obaluaê, e exus q identifiquei q andam comigo. Senti forte identificação com o povo q trabalha no cemitério. Assusta?? rsrss... Qndo a gente entende q Vida e Morte nada mais são do q estágios do espírito, não assusta mais... Por isso o estudo do Evangelho Segundo Espiritismo e do Livro dos Espíritos é tão importante. E sou grata por tê-los estudado antes.

Resumidamente: a noite foi linda, tive contato com outros guias q não tivera antes, sensações diferentes mas q não me assustam mais. Consegui controlar extravagâncias. Simbiose perfeita entre meus guias - q vieram prá me "limpar" - e eu, a médium inexperiente. Era como reencontrar velhos amigos q eu não via há tempos e q queriam trabalhar comigo... Eu estava plena e me sentia no caminho q D'us Gostaria q eu estivesse. E isso era - e é - o mais importante: A VONTADE DE D'US. Me senti Sua serva - sentimento q quero eternizar. E acho q foi isso q me incentivou a escrever sobre essa noite. A bela sensação de me sentir conectada com o Pai. Saí do templo quase levitando...

Obgda, Senhor, pelas coisas belas q acontecem sob Tua Ordem!!

Ia'Orana!
Shalom!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Da Páscoa ao Natal... Tudo volta ao normal

No entanto, a imagem "de azuis e lilases" sonhada em "Sonhos Traiçoeiros", chegou até mim...


... mas não veio de seus Olhos Mediterrâneos.

O que isso quer dizer?? Não sei... Ao contrário do q vc pensava, não sei de tudo, infelizmente.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Eu e TB, TB e eu


Sinceramente, não me ofendem as piadas e termos jocosos com as quais as pessoas se divertem em relação ao Transtorno Bipolar. Seu nome, inclusive, virou moda, e as vzs até xingamento. Não me incomodam mesmo, às vzs até entro na brincadeira tbm, mas o q me incomoda é q as pessoas q comentam realmente não sabem NADA sobre o Transtorno Bipolar. É o q as pessoas chamam de "pré-conceito".

Então, como real portadora deste com o qual eu tenho intimidade desde q me conheço por gente (mas q só tomei conhecimento de ser portadora há 3 anos e meio), me sinto não só no direito, como na obrigação de dizer o q realmente ocorre nesta doença.

Primeiro erro: as pessoas acham q os bipolares mudam de ideia a cada segundo. Isso na verdade não se trata de uma característica do transtorno, mas sim uma característica de uma personalidade insegura. Pessoas podem mudar de ideia como quem muda de roupa sendo OU NÃO bipolares. Então o q, afinal, retrata um possível Transtorno Bipolar????

Por tudo q já li, por tudo q já vivi, e por tudo q vejo em outras pessoas tbm diagnosticadas, posso dizer q o maior perigo do Transtorno Bipolar é a INTENSIDADE. A alegria é sem limites, a depressão é sem limites, NÃO HÁ MEIO TERMO. Pessoas saudáveis têm seus momentos de alegria, têm seus momentos de tristeza, mas todos têm razão de acontecer, e na maior parte do tempo essas pessoas vivem a EUTIMIA (humor normal). As bipolares podem tomar decisões errôneas na euforia, acreditando q tudo vai dar certo no fim, podem iniciar um processo de alcoolismo ou de uso de drogas durante essa fase sem medir as consequências. Da mesma forma q a depressão é tão intensa q, na intenção de matar a dor e não a si mesmo, mtos bipolares tentam suicídio ou usam de automutilação. Uso de drogas e álcool nessa fase tbm é comum.

O nosso humor muda "de uma hora prá outra" no sentido de q não há fator externo q faça nosso humor mudar. Como disse uma psiquiatra minha certa vez, "é tudo química do cérebro". A química muda, o humor muda. Mas não é o tempo todo: há euforias q duram meses, há depressões q duram meses, até anos. Pessoas deprimidas por anos q tiveram apenas um episódio de euforia sem motivação externa podem ser diagnosticadas como bipolares. É por isso q o diagnóstico é tão difícil, pq depende da observação do paciente durante anos.

Em mtos casos - como aconteceu comigo - uma pessoa é considerada deprimida ou ansiosa demais (TAG, assunto prá outro post), passa a fazer tratamento com antidepressivos e daí a "bagunça" começa. Tudo pq os antidepressivos em bipolares não surtem o efeito desejado se usados sem um moderador de humor. Durante meu tratamento para ansiedade, eu tinha picos de euforia, e dias de depressões cada vez mais profundas, coisa q eu não entendia. Portanto, me sinto na obrigação de alertar: PAREM DE ACHAR QUE ANTIDEPRESSIVO É PÍLULA DA FELICIDADE!! Ela precisa ser receitada por um psiquiatra competente, q observará o seu comportamento ao longo do tratamento.

O Transtorno Bipolar tem grande fator genético, assim como outros Transtornos Mentais. Geralmente quem tem TB tem algum parente q tem ou já teve episódios depressivos ou psicóticos (mania de perseguição). No meu caso, meu avô paterno teve depressão, minha mãe tem esquizofrenia, eu tenho TB e comorbidades (doenças q acompanham o transtorno), a minha filha caçula tbm teve o diagnóstico de TB. O mais importante, tanto para o paciente qnto para os parentes e amigos é compreender a situação e aceitar q uma qualidade de vida é possível com o tratamento correto. A psicoterapia tbm ajuda mto. No começo, foi difícil prá mim pensar q eu teria q tomar remédio prá sempre, remédios q "modificariam meu comportamento" - houve certa crise de identidade. Com ajuda de uma psicóloga, aprendi exercícios prá compreender quem eu sou de verdade, o q o transtorno faz na minha vida, ou os medicamentos. Hj não faço mais terapia psicológica, mas foi 1 ano e meio de mto aprendizado.

Hj eu me trato com a  mesma psiquiatra de 3 anos e meio atrás, com quem me entendo mto bem. Há abertura de diálogo dos dois lados, e toda mudança de medicação é discutida de igual prá igual. Acho isso importante. Pq a gente muda mtas vzs até encontrar a medicação certa... Agora o foco é controlar uma das minhas comorbidades, a tricotilomania - eu e a dr. Valéria temos discutido possíveis soluções há cerca de 1 ano. Me sinto tão estável com o lítio+fluoxetina+rivotril+haloperidol q as vzs tenho medo sim de mudar isso... Mas talvez o topiramato seja uma solução melhor. Enfim, a intenção da psiquiatra é tornar minha vida melhor, e realmente, desde q comecei o tratamento prá cá, pude notar uma melhora na condição mental, concentração, ansiedade e relacionamentos interpesssoais. Mas, mais q tudo, ME SINTO EM PAZ, CAPAZ DE LEVAR UMA VIDA NORMAL.

Afinal eu TENHO UM TRANSTORNO, eu NÃO SOU o transtorno.


Bipolares podem ter uma vida normal e feliz, como eu tenho hj. Se vc acha q pode ter algum transtorno ansioso ou de humor, busque um psiquiatra!! A rede pública tem ótimos profissionais, eu mesma me trato na rede pública... Só não viva tentando tapar o sol com a peneira. Pq o maior sofrimento do bipolar não aparece prá sociedade: são os tormentos mentais q nos tomam, sentimentos e pensamentos q tomam vida dentro da mente e perturbam e deixam-nos perturbados. A PAZ NÃO TEM PREÇO.

Espero que eu tenha conseguido resumir esse complexo transtorno. Comentem à vontade, e se quiserem, usem o texto com a mesma liberdade!

Ia'Orana!
Shalom!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Frejatt e Cazuza - Codinome Beija Flor



"Pra que mentir, fingir que perdoou?
Tentar ficar amigos sem rancor?
A emoção acabou,
Que coincidência é o amor:
A nossa música nunca mais tocou...
Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções?
Desperdiçando o meu mel
Devagarzinho, flor em flor,
Entre os meus inimigos, beija-flor
Eu protegi o teu nome por amor
Em um codinome, Beija-flor
Não responda nunca, meu amor
Pra qualquer um na rua, Beija-flor
Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador
Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Prendia o choro e aguava o bom do amor"

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Paranóia: meu vício é vc!

Eu queria chegar aqui e expressar simplesmente como ando feliz com as oportunidades aparecendo, com a minha espiritualidade, com a boa perspectiva do Enem e de iniciar a faculdade ano q vem... Até mesmo a satisfação com minha própria solidão. Pq é realmente verdade q ando feliz por essas coisas. Mas como "o pão do pobre sempre cai com a manteiga virada pro chão", tbm vivo o revés, em outro canto de mim.

Lembram daquele neurologista magnífico q me atendeu no Hospital da Lagoa? Pois é, fiz os exames pedidos, mas não consigo mais entrar em contato com ele. Acho q vou dar um pulo lá numa quarta-feira, dia em q ele costumava atender - mas tem q ser bem planejado pelo dinheiro da passagem, tempo de viagem e as dores q estou voltando a sentir. Pois é: estou voltando a sentir...

Leio e releio o laudo da ressonância da coluna, reviro as imagens como se eu realmente fosse profissional no assunto. Será normal alguém ter, aos 30 anos, uma coluna tão "podre" qnto a minha aparenta no exame? Será q isso tudo vai ter uma solução definitiva ou eu terei q entorpecer minha dor pro resto da vida? Bem, eu já sou bipolar pro resto da vida, mais um remédio, menos um, né?... Mas q dê conta! Pq eu já passei por um bom número de analgésicos, opiáceos e afins e o único q deu resultado - a amitriptilina - parece q agora não tá dando mais conta... E a fadiga? A eventual sensação de gripe iminente?... Daí fico pensando: será q eu deveria ter seguido a sugestão q me deu uma médica de um dos váááários prontos-socorros q me atenderam? Ela tinha dito prá eu tentar um reumatologista, q essa coisa de sentir dor só de um lado do corpo podia ser auto-imune... Bem, "reza a lenda" q eu teria tido um "reumatismo" qndo criança. A questão era q eu sentia mtas dores nas juntas, o meu próprio joelho esquerdo era um tanto deformado (mais parecia um unicórnio) e cheguei a tomar comprimidos q acho q eram corticóides por um tempo. Minha mãe desistiu da medicação, minhas dores então foram consideradas "de crescimento", meu joelho então ficou em observação prá saber se o jeito era operar ou engessar, enquanto isso eu era liberada das aulas de Educação Física na escola (a parte boa disso tudo). Qndo saí de casa, aos 18 anos, meu joelho ainda estalava mas a deformação regrediu. A favor desta teoria tbm está o fato de q os nós dos dedos da minha mão direita incharam mto nas primeiras semanas em q minhas dores neuropáticas se manifestaram, eu mal podia fechar a mão...

No entanto, contra isso tudo, meu resultado do exame de FAN (Fator Anti-Nuclear) deu negativo. E AÍ?


E aí q não quero nem saber: amanhã vou catar um reumatologista e um ortopedista prá darem uma olhada q seja nos meus exames. Adoro fingir q sou a versão feminina, jovem e - pq não? - mto mais bonita do Dr. House, só q eu não sou médica! Sem falar q às vzs o excesso de pesquisa acaba me deixando louca e sem tempo prá me curtir, na minha plena solidão, qndo pela primeira vez na minha vida excessivamente romântica, não desejo ter alguém ao lado. Não é q eu repeliria, eu simplesmente não estou buscando.

É... Parece q a maturidade tá me fazendo bem... Depois do susto de me aproximar dos 30, estar prestes a fazer 31 me faz me sentir plena, sabe?

E se aparecer alguém na minha vida, q este seja tbm pleno.
(Chega de metades! Agora quero estar inteira prá ter um outro inteiro!)

Wish me luck!
Ia'Orana!
Shalom!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Semana do Enem.

E tudo o que eu queria era descansar prá estar preparada para o final de semana de provas...

Segunda acabaram meus remédios, mas com as crianças em casa, decidi aproveitar o tempo com elas. Afinal, o q seria 1 diazinho ou 2 sem remédio, né?

Pois é, nada. A não ser pela insônia maldita q começou a tomar conta. Não conseguia descansar direito nem qndo conseguia cair no sono. Mas "vai passar",  logo vou poder pegar os medicamentos e voltar à vida normal...
...
Eis q a caçula amanhece na terça com otite. Controlei com os remédios q tenho em casa, mas na quarta a febre não baixava. Era hora de correr pro pronto-socorro! Meu pai me ajudou a levá-la, esperou por mim e depois nos levou à farmácia, prá comprar o antibiótico q minha filha precisava. Sabe a sensação de não ter dinheiro prá comprar um remédio prá um filho doente?? Pois é, eu conheço bem. Principalmente os pacientes psiquiátricos né?... E a sensação de q já está chegando a hora d'eu começar a cuidar dos meus pais, mas ainda dependendo deles de certa forma... Acho q era uma mistura de frustração, cansaço e falta de Litio. Mas logo passou, qndo vi a caçula melhorando a largos passos. Ela foi então prá casa do pai, onde voltaria à rotina.
...
Cheguei em casa já no pique de me preparar para a entrevista de emprego q faria no dia seguinte, uma quinta-feira. Separei as roupas - nada formal demais, mas sem informalidade. No dia seguinte, uma maquiagem bem leve, pego o ônibus, oração para conseguir não me perder e chegar no horário, prá me manter calma na hora de falar, sabedoria prá saber o q eu realmente devia contar... To mto enferrujada dessas coisas, sério. Mas não me amedrontei, enfrentei no jeito mais meu de ser: se é prá ser, q seja o melhor. Minha velha filosofia de pular de bungge-jump.


Tudo parecia ser ao meu favor, então aproveitei o retorno prá ver minha tia-avó e minha avó, q mto têm me apoiado nesse reerguimento, e com quem não tenho tido tempo de sentar e conversar das coisas da vida. Ri, contei da correria da semana, enfim, relaxei. Me despedi "vou lá q ainda vou tentar dar uma lida na matéria do Enem...", elas consentiram, felizes. Minha avó em particular, fica mto orgulhosa pelos estudos dos netos. Aliás, ela é como eu: busca conhecimento alheatório onde pode. "O que fica aqui (aponta prá têmpora) fica prá sempre!", ela sempre diz. Me identifico mto.

Ao entrar em casa, o susto: a luz não acendeu. "Será q queimou de novo?", relembrei semana anterior. Não, nada ligava. Cortaram, e algo me dizia q era por falta de pagamento. Como quem está por enquanto lidando com isso é Mr.G, tentei saber. No fim foi toda aquela discussão amargurada de um casamento rompido pela vontade de um só. Mas tudo se acertou. Houve, porém, uma falta de documentação q inviabilizou a religação. Já era noite de sexta. A empresa q me entrevistou não ligou. E certamente a Light não religaria a energia durante o fim de semana. "Meu D'us!!! Esse é o fim de semana do Enem!!!"


Até o primeiro dia de prova foi tranquilo. Cheguei cedo, relaxei bastante, orei bastante tbm, não prá um milagre, mas prá q eu ficasse calma e lembrasse do q estudei. Pq as vzs meu cérebro falha nos momentos em q mais preciso, e eu tive mto medo disso. Minha própria mão esquerda estava trêmula, às vzs eu a botava debaixo da coxa. Mas qualquer um q visse ia simplesmente achar q era nervosismo pela prova. Menos mal...
...
Sábado à noite, sem energia na casa, cansada e tentando me recuperar prá prova de Matemática q tanto me amedrontava, mas sem sono. Q falta faz um Rivotril às vzs... Não peguei no posto durante a semana, agora eu estava uma pilha de nervos. Mas logo começou um baile funk em frente à minha casa, daí q não consegui dormir MESMO! Um inferno q "não tinha hora prá acabar" mas q acabou em torno das 5 da manhã. Às 9 fui acordada pelo despertador sem nem saber quem era eu.
...
Terminei de jogar fora os últimos alimentos estragados da geladeira, fiz um café forte, tentei me concentrar. O q passou, passou, o negócio é levantar a cabeça e enfrentar a prova, né? Foram 4 horas e meia de prova - boa parte gasta com Matemática, pq Redação e Línguas foram surpreendentemente fáceis. Mas Matemática me deu vontade de bater a cabeça na mesa... Ah, não - eu BATI a cabeça na mesa. Haja lanchinho, água e banheiro, mas enfim, consegui... Ao chegar ao portão da faculdade onde fiz as provas, tive um desejo imenso de q inventassem um teletransporte, queria piscar e estar em casa. Não, em casa não, não aguentava mais aquela solidão à luz de velas. Peguei um ônibus prá casa da minha mãe: precisava ver gente, luz elétrica, internet! Mas antes precisava de um banho e descanso, pq cada fibra do meu ser doía...

Até q foi boa a temporada na minha mãe... Tinha tempo q eu não convivia com outras pessoas, e apesar de   gostar da minha solidão e mtas vzs me desentender com minha mãe, foi um início de semana agradável. Peguei meus remedinhos, to me sentindo mais leve. Agora q já tem eletricidade em casa, é reativar os sistemas de funcionamento... E hj resolvi dar uma olhadinha no gabarito do Enem (eu nem ia ver, mas é difícil esperar até janeiro sem idéia de como fui), daí fui relembrando as coisas q marquei, e se eu estiver certa, tive cerca de 75% de aproveitamento!!! Não é maravilhoso????? Diante dos dias tensos q eu tive, eu acho maravilhoso... Em Línguas tive o melhor desempenho: 90%. To mto feliz!!!!

Filhotas saudáveis vindo amanhã, notícia de q provavelmente terei uma boa pontuação no Enem, mais uma chamada para entrevista de emprego: é, ainda to cansada, mas tá valendo mto a pena... Fazia tempo q não tinha tanto orgulho de mim qnto agora!

Ainda falta melhorar algumas coisas, mas o importante é q AGORA EU TO FELIZ!


Ia'Orana!
Shalom!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Sonhos Traiçoeiros

Eu entrava na tal rede social e me surpreendia com um belo desenho q não sei identificar ao certo, de azuis e lilases. Tinha pouco tempo em q havíamos voltado a nos encontrar e vc compartilhava na minha página aquela figura q trazia uma mensagem sobre a força do olhar e do seu afeto. Nem deu tempo de responder nada. Acordei do sonho achando-o bobo. Afinal, nem eu mais queria aquilo a essa altura do campeonato.

Com meu costumeiro café com leite, sentei mais uma vez no computador. A pressão de termos tantos amigos em comum já estava me incomodando e eu precisava virar a página. Mas antes abri o editor de textos e desandei a por prá fora todas as minhas reflexões sobre o começo, meio e fim, qualquer coisa q justificasse essa estória na qual me joguei, minhas atitudes e consequências. Não menti mais prá mim, nem falei de vc. No regrets, my darling. Só buscava entendimento. Entender prá deixar ir. Minha vida funciona assim. Meu coração funciona assim...

As dores nos membros do lado esquerdo do corpo voltaram a incomodar, e isso me deixa ainda mais irritada e deprimida. Os pensamentos e palavras começam a embaralhar e eu já perdia a linha de raciocínio. "Psicossomático", penso eu. Tem bem jeito mesmo. Cansada e incomodada, minimizo o editor de textos e encaro minha página na famosa rede social. Vc marcou uma amiga em comum numa foto q vc tinha acabado de tirar e lá estava eu, dando de cara com a foto. Q SACO! Até qndo?... Daí observei como vc estava abatido, olhos fundos, parecia ter envelhecido 20 anos. Fiquei meio minuto encarando tal foto. Não conseguia pensar em nada - já tinha gasto todo pensamento e sentimento nos textos anteriormente. Baixei a foto pro computador, nem sei bem pq. Já tinha me convencido a não me importar...

Empenhada em estudar, me gripando, dores neuropáticas: eu realmente tinha mto a me preocupar nesses dias seguintes, contanto q não entrasse na rede social. Não aguentava mais me censurar prá vc não ter q me ver. Não podia me privar de viver! Fiz o q devia ter feito desde o dia em q prometi - vc não mais ouviria falar de mim. Um peso sumiu das minhas costas, enfim livre!! Sem me preocupar se vc ia ler qualquer lamento, sem me deprimir com as coisas estúpidas q vc tem desenvolvido. Livre enfim!!! Tão leve q me dei um tempo para tirar um cochilo. Afinal a gripe estava pegando pesado - tava na hora de cuidar de mim!! Reencontrei o "Livro dos Espíritos" - tenho tido necessidade de reconectar com as idéias q sempre acreditei - e fui relaxar.

Não demorou mto prá eu cair no sono. Um monte de cenas desconexas se desenrolavam à minha frente, o q era natural diante da minha fraqueza física. Em sonho eu buscava um lugar prá passar a noite, mas como suas coisas estavam na minha mochila, vc me chamou prá te seguir até onde passaríamos a noite seguros, enquanto vc tocaria meu violão e eu escreveria. "Enfim, alguém q entende minha necessidade de escrever...", pensei comigo. Saltos temporais aconteceram, pouco mais me lembro, mas uma cena ficou: sobre uma cama simples de madeira marfim, vc deitado vendo TV, eu abraçada com a cabeça no seu peito. Sonhei outras coisas, um tanto confusas, um tanto reais - tudo com os arranjos de "Time" de Pink Floyd ao fundo. Versos do meu último poema tbm se repetiam enquanto eu me afastava, ao mesmo tempo em q ouvia seu pensamento: "pq não fiz tudo diferente desde o princípio?...". Enquanto eu atravessava a rua, já distante de vc, respondia tbm em pensamento: "tinha q ser assim...". Outras coisas aconteceram mas antes de acordar, a cena do abraço sobre a cama, mais uma vez. Não havia nada demais, somente aquele abraço, minha cabeça sobre seu peito, vc vendo TV... Mas era MUITO real.

Acordei na posição sonhada com o travesseiro, me perguntando pq aquele sonho tão bizarro vinha me assombrar logo naquele dia, em q eu estava tão livre de vc. Num letárgico piscar de olhos, revivi novamente a cena. Vc ESTAVA ali.

Abri com pressa os olhos prá acordar de vez. Já era meio-dia e meia. Pink Floyd ainda ressoava na minha mente enquanto a plenitude virava ausência e eu não conseguia segurar duas lágrimas. Raiva. Pq me fez relembrar qndo quis esquecer. Pq tudo tinha sido tão real. Ou talvez pq aquele abraço seria o último q eu te daria pro resto da vida.

De volta ao computador, buscava por outra coisa qndo encontrei a tal foto sua q baixei dias antes. Por puro tédio editei-a, pra melhorar a qualidade.

Q era aquilo q eu via em seu olhar na foto?... Lágrimas?

Suspiro.

"Tem certeza que deseja mover este arquivo para a lixeira?"