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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

"Deixe-me ir, preciso andar..."

Por mais q vc se prepare, qndo chega a hora os sentimentos te traem.

Sim, já estava com a cabeça trabalhada desde maio. Na verdade foi em maio q Mr.G me propôs essa situação para q eu pudesse cuidar da minha saúde. Não aceitei de imediato. Foram 2 meses q olhei prá minha vida e vi q não conseguia oferecer o meu melhor às minhas filhas. Sim, elas iriam morar com o pai.

Eu já nem chorava mais por isso, até ficava fascinada com a alegria da caçula com a novidade. A mais velha q demorou a aceitar... Temia me deixar. Até por já estar na pré-adolescência ela já viu, mais consciente, algumas crises emocionais minhas, principalmente antes de iniciar o tratamento prá Transtorno Bipolar. Talvez ela temesse q eu tivesse outra crise. Mas a tranquilizei e ela aceitou.

Passamos então esses ultimos 2 meses nos preparando para isso. O q elas iriam levar, o q não iriam... Procurei sempre pensar no lado bom: elas teriam conforto, assistência, e até uma vida mais farta materialmente, coisa q não posso dar agora. Parece bobeira mas ter q negar um pedido de seus rebentos por estar sem grana é mto ruim. E ter q negar um pedido simples por não conseguir levantar da cama é ainda pior.

Veja bem: foram mais de 10 anos dedicados exclusivamente à maternidade. Tiveram atividades profissionais nesse período, mas sempre foram secundárias às tarefas de mãe. Então agora q elas se foram e me deparo com a casa vazia, observo a foto no quadro de cortiça q tiramos no nosso último passeio no shopping. Foram mais de 10 anos da minha vida dedicadas a elas, e agora eu pareço estar apagada na foto.

Eu sei q não deixei e nunca vou deixar de ser mãe, vou vê-las qndo eu quiser, buscá-las nos fins-de-semana - e assim, com certeza estarei mais preparada para assistí-las como elas merecem e como eu sempre desejei voltar a fazer. Mas dá um sentimento de frustração... Pq eu já venci tanta coisa sem ajuda de ninguém, levava e buscava na escola grogue de Depakene, ameaçava vomitar no caminho da escola prá casa e vice-versa por causa do mesmo remédio, os tremores por causa do Lítio... Acho q foi tanta luta q meu corpo sucumbiu. Criou essas lesões no cérebro só prá dizer: vc não é a Mulher-Maravilha!!! Talvez a delícia de ser mãe é a sensação de ser a Mulher-Maravilha... Mas agora eu sei: eu não sou.

Agora vou preparar a casa, fazer uma faxina caprichada (pq casa de criança com TDAH e bipolaridade precisa de faxina SEMPRE), e esperá-las na quarta-feira, prum evento da escola daqui. Daí, só na outra semana, por causa do dia dos pais...

E esse período vai ser decisivo prá eu provar prá mim mesma: e aí? Vc é forte de verdade ou não???

Pelas minhas filhas, eu sou...

FILHAS, EU AMO VCS!! Nunca pensem o contrário...


Ia'Orana!

Um comentário:

annabelle rosette disse...

nossa....amiga, muito comovente. meus olhos estão cheios d lágrimas. isso é muito amor. força, minha querida. Deus t abençoe. beijo. annabelle

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